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15 de Outubro
sexta-feira
a temperatura agradável permite que os habitantes de Hogwarts andem com roupas leves. Durante o dia o céu é claro e bonito, fazendo com que os jardins fiquem lotados por alunos em busca de um banho de sol. A noite o céu é estrelado e há um grande movimento de alunos em direção a Hogsmeade por causa de uma festa que o diretor permitiu a presença destes.
AÇÕES:
- aula de aritmancia para o 7° ano
- aula de poções para o 6° ano
- festa no Pub MixysBars, em Hogsmeade




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03/09 | Sala de Feitiços - manhã

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03/09 | Sala de Feitiços - manhã

Mensagem por Joseph Lawrence em Sex Nov 12, 2010 2:10 pm

AULA DE FEITIÇOS,
PARA O SEXTO ANO,
PROFESSOR LAWRENCE,
03 DE SETEMBRO | MANHÃ.

A conversa alta e o som abafado de risadas era evidente mesmo estando do lado externo da sala de aula de feitiços. Eu não era capaz de adivinhar o que se passava ali dentro, mas devido ao grande entusiasmo, podia supor que algum aluno bem humorado fazia graças. Um sorriso singelo brotou em meu rosto quando me lembrei da semelhança que o barulho proveniente da minha sala tinha com as antigas festas privadas de Hogwarts, em que colegas se reuniam na sala precisa e ali permaneciam até o alvorecer. Diferentemente do que muitos pensam, eu não era o garoto do tipo certinho e estudioso ao extremo, tinha os meus momentos dedicados à diversão e esta jamais chegou a me prejudicar em momento algum.

Toquei a maçaneta da porta e a girei, tentando abri-la discretamente, porém o velho e conhecido ranger de madeira antiga me dedurou, causando um silêncio repentino e sepulcral de vozes, sobrando apenas o arrastar de mesas de alunos desesperados para sentar-se o mais rápido possível. Esperei alguns segundos, aguardando para que eles se ajeitassem em seus lugares e todo o barulho de passos cessasse, então entrei na lustrosa e bem iluminada sala. Se existia algo do qual eu não compreendia era os motivos que levava os professores de poções adorarem as masmorras, afinal lá era escuro e úmido. Acredito que eles adorariam ver as caretas de seus alunos quando lhes determinava alguma tarefa se seu ambiente de dar aula fosse tão iluminado quando o meu. – Será que a umidade e a luminosidade influenciam na confecção de uma poção? – pensei, sem se quer perceber que falava em voz alta. Encarei os alunos e todos me olhavam de maneira estranha, então um deles sussurrou: “Porque ele não pede uma aula para a professora McHale?”. Estava velho, porém meus ouvidos ainda eram os mesmos de anos atrás. Andava fazendo muito isso ultimamente, essa coisa de falar em voz alta aquilo que eu pensava. Sorri antecipadamente, prevendo as feições de surpresa que viriam a seguir: – Vou seguir o conselho de um aluno cochichador e consultar McHale – ignorando qualquer tipo de olhar ou comentário, segui até a minha mesa.

Não tinha nada comigo além de minha varinha, e não precisaria de mais nada, afinal tratava-se de uma aula de feitiços. Abri o meu livro e o esfolhei até encontrar a página que desejava: - Abram seus livros na página 207 – disse em tom tranqüilo, deixando o livro aberto. Toquei a lousa com a ponta da varinha e, em letras de tamanho mediano e caligrafia simples, apareceu o que iria lecionar hoje. - Feitiços não verbais – repeti, apesar de ter tido a impressão de que todos os sexto anistas já tivessem lido. – Essa técnica de realizar feitiços só é iniciada no sexto ano, porém creio que muitos de vocês já tenham ao menos uma noção do que seja. Feitiços não verbais dão uma grande vantagem em um duelo, por exemplo, pois tornam o ataque imprevisível para o adversário, diminuindo suas chances de proteção. – disse seriamente, me aproximando das primeiras carteiras enfileiradas. – Como podem ver em seus livros, esse tipo de magia é caracterizada pela determinação, concentração e obviamente o silêncio, exigindo um grande esforço mental para sua execução. – sorri singelamente, esperando que essa primeira aula não os intimidasse. Feitiços não verbais eram extremamente complicados de aprender, exigiam muita dedicação, tanto que também estavam ligados a Defesa Contra as Artes das Trevas, uma hora ou outra eles esbarrariam nele por lá.

Apontei a varinha para o tinteiro do aluno que estava logo a minha frente e este levitou. Era uma demonstração, portanto não utilizei nenhuma palavra: - Começaremos com feitiços simples, como o Wingardium Leviosa. – anunciei, pousando o tinteiro de volta na mesa do aluno e, em seguida, virando-me de costas e caminhando até minha mesa a passos lentos, enquanto continuava a explicar como procederíamos: - Pratiquem com seus tinteiros, penas ou pedaços de pergaminho. Focalize mentalmente o feitiço e tentem executá-lo sem ajuda da pronuncia, o movimento com o braço é o mesmo que estamos habituados, o que vai mudar é apenas a sua concentração, portanto não subestimem a tarefa por tratar-se se um feitiço simples. – disse, referindo-me ao Wingardium Leviosa. - Não se preocupem se não conseguirem nada hoje, pois como eu disse, é uma técnica difícil. – Pousei minhas mãos sob a minha mesa e pus-me a observar como eles se sairiam inicialmente.



Instruções:

- Podem fazer as suas ações em um único post, (ou seja, narrar chegada, atividade proposta e finalizar, não precisando assim postar mais de uma vez); ou pode combinar com alguém e fazer vários posts (sendo que nestes podem desenvolver, realizar mais a proposta, tirar dúvidas com o professor, conversar com o colega, explodir alguma coisa, etc)
- Quem quiser ser o aluno que sussurra logo no inicio do post, fique a vontade, não vou descontar pontos de ninguém por isso. HAHA’ E quem quiser citar que era o dono do tinteiro usado para a demonstração, ok também.
- Falando em pontos, vou dar alguns por freqüência QQ enfim, ainda não decidi quanto vai ser por personagem, mas quanto mais, melhor, não?
- Se na ficha de seu personagem está escrito que ele detesta a matéria ou que ele é péssimo nela, seja coeso, faça-o péssimo ou emburrado por ter que freqüentar essa aula. Sigam suas habilidades, afinal o seu personagem não é perfeito (:
- Lembre-se: esta aula está acontecendo no período da manhã, portanto inclua-a na narração que se seguira, ou seja, ao postar a tarde não diga que ficou dormindo o tempo todo (ao menos que mate a aula –q), mas que foi pra aula, seja coerente.

Qualquer dúvida entre em contado através de MP para essa conta.
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Re: 03/09 | Sala de Feitiços - manhã

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Sex Dez 17, 2010 7:49 pm



Finalmente, chegara o primeiro dia em que teriam oficialmente aulas. Depois da chegada ao castelo, banquete inicial e primeiro dia livre para fazer o que quisesse pelo castelo, Colleen estava até um pouco entusiasmada com a aula. Muitas outras matérias atrairiam mais a sua atenção. No entanto, não negava a utilidade de feitiços. Enquanto primeiranista, sempre acreditara que essa fosse a mais útil das disciplinas, até que o contacto com outras a fez perceber que podiam haver coisas muito mais interessantes. No entanto, este seria o momento em que oficialmente poderia tirar alguma coisa de útil da sua estadia naquela escola.

Levantou-se da cama, com os olhos ligeiramente marcados com olheiras, denotando o cansaço provocado pela diminuição das horas de sono a que estava habituada. Tomou um banho rápido, que ajudava a despertar, afastando todos os indícios de sono, sem se esquecer de secar o cabelo antes de sair, que assim ficaram lisos e soltos, caindo-lhe pelas costas, sobre o uniforme de verão que vestiu, ostentando o símbolo da sonserina ao peito.

Ainda se encontrava dentro da hora, pelo que aproveitou para passar no grande salão para o café da manhã, antes de embarcar cinco lanços de escadas que a levaram até à porta da sala de feitiços. A maioria dos lugares já se encontravam preenchidos por alunos que agora conversavam animados uns com os outros através das diferentes mesas. A morena encaminhou-se então para uma carteira no meio da sala, ocupada apenas pela corvina Alexia Harvey, à qual nem um bom dia dirigiu enquanto lançava sobre a mesa as suas coisas, até que foi interrompida pela sonora entrada do professor, provocada pelo ranger da porta de madeira. Logo as vozes se calaram, e a sala mergulhou no silêncio. E agora, um dos motivos por que não podia chamar àquela uma das suas aulas preferidas, estava mesmo à sua frente. A aula era dada pelo director da escola, o qual respeitava apenas pelo cargo que ocupava, e a influência que poderia ter na sua vida escolar.

– Será que a umidade e a luminosidade influenciam na confecção de uma poção? – Foi a primeira coisa que ouviu vinda da boca do professor, saltando todas as boas vindas iniciais ou desejos de boa sorte. Lógico... esses tinham sido desejados no banquete de à dois dias, antes de esse assumir proporções completamente anormais. – Vou seguir o conselho de um aluno cochichador e consultar McHale –

Colleen acompanhou com o olhar o movimento do professor que depois do comentário inicial se deslocou para perto do quadro ordenando a abertura dos livros na página 207. Pegando no livro antes arrumado na borda da mesa, a garota abriu-o na página pedida, a tempo de olhar para o quadro, percebendo imediatamente aquilo que tratariam nessa aula - Feitiços não verbais – Ao ouvir confirmadas da voz do director essas palavras, sorriu. Imaginava a utilidade de ser capaz de realizar feitiços sem expressar uma única palavra, e a perspectiva de finalmente aprendê-lo agradava-lhe. – Essa técnica de realizar feitiços só é iniciada no sexto ano, porém creio que muitos de vocês já tenham ao menos uma noção do que seja. Feitiços não verbais dão uma grande vantagem em um duelo, por exemplo, pois tornam o ataque imprevisível para o adversário, diminuindo suas chances de proteção. – Tal como esperava. – Como podem ver em seus livros, esse tipo de magia é caracterizada pela determinação, concentração e obviamente o silêncio, exigindo um grande esforço mental para sua execução. – Mantinha os olhos no livro, procurando neste conceitos chave que poderiam ajudar a concluir como os poderia executar, antes de ouvir a explicação do professor que certamente se seguiria.

E apenas os desviou ao ouvir algumas exclamações de admiração ao seu lado. Agora, no ar, levitava um tinteiro, sem que qualquer palavra tivesse sido pronunciada. - Começaremos com feitiços simples, como o Wingardium Leviosa. – por momentos, o seu entusiasmo inicial foi abalado. Porquê começar com uma coisa assim? Que utilidade teria ser capaz de realizar um feitiço desta natureza sem palavras? Nenhuma, a seu ver. O que queria era experimentar outros encantamentos. - Pratiquem com seus tinteiros, penas ou pedaços de pergaminho. Focalize mentalmente o feitiço e tentem executá-lo sem ajuda da pronuncia, o movimento com o braço é o mesmo que estamos habituados, o que vai mudar é apenas a sua concentração, portanto não subestimem a tarefa por tratar-se se um feitiço simples. – Como quisesse. Suspirou, preparando-se para realizar a tarefa, ao pegar na sua varinha - Não se preocupem se não conseguirem nada hoje, pois como eu disse, é uma técnica difícil. – A garota confiava bastante nas suas capacidades. Talvez até de mais, e estava prestes a perceber que tal como fora alertada, a tarefa não era tão fácil como aparentava.

“Wingardium Leviosa” pronunciou para dentro as palavras, enquanto apontava a varinha ao tinteiro, descrevendo os movimentos que tão bem conhecia e deveriam ser capazer de o fazer levantar. No entanto, nada aconteceu. Mais alguns minutos, mais algumas tentativas, e para sua frustração, não parecia haver maneira de fazer o tinteiro mexer, e pouco mais conseguia tirar do livro que a ajudasse na sua concretização. Apenas que devia estar completamente concentrada no que estava a fazer. Fechou os olhos por segundos, inspirando fundo, esperando que isso fosse suficiente para tirar da sua cabeça qualquer outra coisa que pudesse estar a comprometer a realização do feitiço, e tentou de novo... sem sucesso. – Caraças! – A interjeição saiu da sua boca quanto largava irritada a varinha sobre a mesa, encostando-se à traseira da sua cadeira de braços cruzados, cada vez mais impaciente, o que apenas dificultava a realização do feitiço. Olhou enervada para alguns tinteiros que já levitavam no ar, nomeadamente o da corvina ao seu lado. Efectivamente, substimara o feitiço.

______
OFF:
Hey profii! Desculpe a demora na resposta à aula, mas aí está!
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Re: 03/09 | Sala de Feitiços - manhã

Mensagem por Ryan Purple em Sab Dez 18, 2010 11:56 pm

X Cause bitch I'm the bomb,
Like tick tick...YEAH!! X


Eu tentava segurar uma pena e ela fugia de mim, plainando para longe. Mas será que não percebia que eu estava com pressa e precisava escrever uma matéria para amanhã? Pelo jeito não e aquela briga duraria longas horas se eu não tivesse sido despertado daquele pesadelo. Algo pesado chocara-se contra minha cama. Bocejei e tentei me lembrar de onde estava. As férias haviam acabado e eu encontrava-me novamente em minha tão amada e, ao mesmo tempo, tão mal frequentada Hogwarts. Sim, após ter consciencia de onde estava, fora fácil concluir que fora uma pessoa insolente quem caíra sobre mim. E quem se atreveria a se aproximar de minha cama enquanto eu dormia? Não sabia quem era, mas era com certeza alguém que tinha um segredo bem podre, todos tem segredos e minha especialidade era descobri-los e transformá-los em matéria de capa. Ah! E eu faria isso sem hesitar com o desprecavido que me acordara! Abro os olhos sem muita raiva, o prazer da vingança premeditada tinha me acalmado os ânimos. Mas quando vejo a criatura que estava neste exato momento sobre minha barriga, abro um sorriso comovido:
- Ah! É você Fluffy! - Pego aquela bolinha de pelos branca com as duas mãos, trago ela até meu peito e começo a afagá-la - Você é um gatinho bem travesso, não?

Eu podia ser até um pouco infantil quando se tratava de Fluffy, mas a realidade era que aquele gato era um dos poucos seres na Terra com o qual eu me preocupava. Olho para a gravatinha azul e perfumada no pescoço do gato:
- Hmmm... Já está com ela a mais de 24 horas, está na hora de trocar!
Pego a varinha na cabeceira e com um toque troco a gravata por uma verde e prata. Fluffy tinha gravatas de quase todas as cores, tirando vermelho, não queria que o confudissem com um mascote da Grifinória. Seria uma desonra. Me levantei com meu pijama de seda cor verde esmeralda e me dirgi ao espelho ao meu lado esquerdo. Passei 10 minutos penteando meu cabelo. Quando consegui que minha franja fizesse uma onda perfeita, resolvi descer para o Salão Comunal e checar que aula teria hoje.

Logo que cheguei no Salão, avistei o quadro de avisos onde ficava nossa grade horária. Apesar de ainda ser cedo, havia 6 sonserinos na Sala. Meu pijama com certeza chamava a atenção, mas ninguém ousava dizer nada que não fossem elogios em relação a ele. E não podia ser diferente, ele era muito elegante, fino e custava tanto quanto uma Firebolt. Quando os sonserinos olharam para mim, me dirigiram cordiais e educados "bom dia" ao que eu respondi com um aceno de cabeça.

Ao olhar a grade horária percebi que tinha feitiços logo pela manhã. Era só subir as escadas, tomar um banho, vestir meu uniforme e estaria pronto para aula. Quando estava no caminho das escadas um menino baixinho do primeiro ano se pôs na minha frente. Ele tremia da cabeça aos pés e trazia nas mãos um embrulho. Disse gaguejando:
- É p-para você-cê, Purple.
Peguei o embrulho e abri. Um perfurme novo e caríssimo. Ergui uma sobrancelha e olhei para o garoto:
- B-bem que você-cê podia esquecer o que v-viu...
Ah claro, ele pensava que podia me subornar pra tirar do jornal aquela matéria que falava do Clubinho ilegal que ele tinha de Snap explosivo. Eu me sentia ofendido? Nem um pouco. Não deixo o garotinho terminar de falar, digo apenas:
- Obrigado.
E continuo meu caminho na direção do meu banho matinal. Seria necessário uma grande reportagem especial pra tirar a matéria sobre o snap explosivo! Aquelas crianças eram tão inocentes! Revirei os olhos, nada daquilo importava naquele instante, eu estava preocupado demais escolhendo o sabonete que usaria.

Assim que adentrei a sala de aula de feitiços não pude deixar de olhar para os outros alunos e concluir que meu uniforme era o mais brilhante e o nó da minha gravata o mais simétrico. Lancei um sorriso piedoso para eles, ainda teriam que engolir o fato de meus feitiços serem os mais precisos também. Não era para menos, eu era o que pode-se chamar de dedicado, então ninguém ficava impressionado quando eu escolhia a primeira carteira. Ela era minha e todos sabiam e respeitavam essa posse. Alguns minutos depois, enquanto eu já imaginava a foto que ilustraria a matéria sobre os snaps explosivos, o professor Lawrence começou a aula:
- Abram seus livros na página 207.– Com um rápido toque de varinha, meu livro foi aberto na página pedida. O diretor avisou: - Feitiços não verbais.
Eu já havia lido o tema da aula na lousa, mas ouví-lo era diferente. Provocava um certo arrepio de empolgação e eu era invadido por uma vontade incontrolável de arrasar. Como sempre, aliás.

Esfreguei as mãos, animado e ouvi a rápida explicação que o professor fornecia. Eu já sabia daquilo, mas não me importei de ouvir de novo. Ele foi aproximando-se da minha carteira a medida que prosseguia:
- Como podem ver em seus livros, esse tipo de magia é caracterizada pela determinação, concentração e obviamente o silêncio, exigindo um grande esforço mental para sua execução.
Sorri satisfeito, eram todas as características que eu possuía e tenho pena daquele que ousasse discordar. Entretanto, minha felicidade durou pouco. Qual não foi minha surpresa quando meu estimado diretor apontou sua varinha na direção do meu pobre e indefeso tinteiro? Quem, em sã consciencia, aponta um objeto perigoso como aquele na direção do MEU tinteiro? Ele só podia estar louco e eu queria arrancar cada fio desidratado daquela cabeleira grisalha! Eu queria derramar suco de abóbara naquelas vestes de segunda classe! Mas, ao invés disso, apenas sorri e balancei a cabeça em sinal de afirmativo, como se incentivasse a demonstração. Como se concordasse plenamente com aquele ato insano. Oh Merlin, é uma droga ser um cavalheiro.

Por sorte (do Diretor) o tinteiro apenas levitou e foi com um imenso alívio que segurei-o novamente em minhas mãos, de onde ele não sairia tão cedo. Nossa tarefa era fácil, deveríamos usar o feitiço Wingardium Leviosa em um de nossos pertences, só que dessa vez de forma não-verbal. Entretanto, o professor Lawrence alertou:
- Não se preocupem se não conseguirem nada hoje, pois como eu disse, é uma técnica difícil.
Lancei um sorriso compreensivo na direção dele, mas por dentro eu dava uma de minhas risadas sarcásticas super sexy. Fracassar? Essa palavra ainda não foi inventada no dicionário de um Purple. Eu realizaria aquele feitiço na primeira tentativa ou então não era o dono do cabelo mais bem tratado de Hogwarts. E eu era.

Olhei ao redor de minha mesa e a primeira coisa que avistei foi minha pena azul bebê de repetição rápida. Não, eu jamais lançaria um feitiço contra ela, era contra todos meus instintos. Decidi utilizar um pedaço de pergaminho. Apontei minha varinha para ele e mentalmente ordenei: "Wingardium Leviosa". Eu era realmente bom em reproduzir comandos e em feitiços então... OH! Que grande surpresa! O pergaminho começou a levitar diante dos olhos metade admirados e metade invejosos dos outros alunos. Passei a mão por minha franja impecável, em pose vitoriosa e, assim que o diretor nos liberou, caminhei com passos rápidos e decididos para a porta. Claro que antes de sair, girei nos calcanhares e balancei a cabeça de forma cordial para o Diretor:
- Obrigado pela excelente aula, senhor!
Dei uma última olhada nos alunos que não conseguiam realizar aquele simples feitiço, inclusive minha companheira de Casa, Cavanaugh (eu sabia o nome de todos) e refleti sobre a possibilidade de fazer uma matéria sobre alunos que não correspondem com o padrão de suas Casas Comunais. Saí da sala de aula com uma manchete já em mente.
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Re: 03/09 | Sala de Feitiços - manhã

Mensagem por Alexia Harvey em Qua Dez 22, 2010 3:36 pm



Sala de feiticos, 03 de setembro #Post 01
A primeira aula do ano começaria e, obviamente, eu estava animada com isto. Diferente de muitos alunos baderneiros, os quais existiam muitos em Hogwarts, eu gostava de freqüentar as aulas e apreciava o aprendizado, principalmente quando se tratava de feitiços, história da magia e poções. O fato de ter a característica de gostar de estudar fazia com que me titulassem como "nerd". Não que eu abominasse essa denominação, mas eu não era uma super-nerd, como pensavam. Também tinha meus momentos de diversão, assim como a maioria dos corvinos também tinham! Não somos o time dos “sem vida social”, ok? Enfim, o dia amanhecera com uma leve brisa, mas já demonstrava o inicio de um dia extremamente caloroso o que me fez separar o uniforme de verão e tomar um banho rápido antes de me dirigir ao Salão Principal para a primeira refeição do dia, na qual não enrolei muito; e logo segui para a Sala de Feitiços através das escadas que terminariam no segundo andar do castelo. Quando entrei na sala, cumprimentando apenas com dois alunos ali presentes, sentei-me em uma mesa no centro da sala, separando o material necessário para a aula.

Não demorou muito para que a sala de feitiços logo se lotasse, e o grande barulho proporcionado pelos alunos atrapalhasse minha concentração em um livro trouxa que trazia comigo, fazendo-me desistir da leitura para apenas escutar a conversa alheia que dominava a sala. A maioria dos alunos já estava ali presentes pelo que pude observar através dos materiais espalhados sobre quase todas as mesas, já que era impossível de ter a noção exata de pessoas quando elas não param de se movimentar no local. Olhei o grande quadro negro a frente da sala e comecei a imaginar que aprenderíamos na primeira aula de feitiços desse ano letivo. Alias, a primeira aula de todas as aulas desse ano letivo. A sonserina Cavanaugh sentou-se brutamente ao meu lado, espalhando toda sua bagunça pela mesa sem pronunciar qualquer palavra. – Será que a umidade e a luminosidade influenciam na confecção de uma poção? – Sim, provavelmente influenciam, pensei ao ouvi a voz conhecida do professor adentrar a sala, perdida em seu constante fluxo de pensamentos. Olhei em volta e vi todas as carteiras ocupadas, o que infelizmente, significava que Collen teria que permanecer ao meu lado. Seria um favor para nos duas se a garota senta-se em outro lugar, convenhamos. Ela nem relutaria com a sugestão de trocar de lugar, eu acho, que sonserino discordaria com essa opção? O diretor Lawrence continuou a caminhar até a frente de sua sala, e em seguida, pediu para que os livros de feitiços fossem abertos, fazendo letras aparecerem no quadro negro com um simples toque de sua varinha. - Feitiços não verbais – ele disse enfim, fazendo com que eu me ajeitasse na cadeira, levemente empolgada com o assunto por ele escolhido. – Essa técnica de realizar feitiços só é iniciada no sexto ano, porém creio que muitos de vocês já tenham ao menos uma noção do que seja. Feitiços não verbais dão uma grande vantagem em um duelo, por exemplo, pois tornam o ataque imprevisível para o adversário, diminuindo suas chances de proteção. – Sim, eu já conhecia o feitiço, já o tinha praticado algumas vezes pela propriedade do castelo nos anos anteriores. Não pude deixar de sorrir ao perceber que esta não seria uma aula complicada. – Como podem ver em seus livros, esse tipo de magia é caracterizada pela determinação, concentração e obviamente o silêncio, exigindo um grande esforço mental para sua execução. – assim como Collen, procurei no livro a parte que dizia em palavras muito mais complexas, o mesmo que o professor nos dizia. Ele apontou a varinha e fez com que o tinteiro de Purple levitasse, sem precisar pronunciar qualquer coisa. - Começaremos com feitiços simples, como o Wingardium Leviosa. – ouvi-o dizer, enquanto repousava novamente o tinteiro do sonserino na mesa. -Pratiquem com seus tinteiros, penas ou pedaços de pergaminho. Focalize mentalmente o feitiço e tentem executá-lo sem ajuda da pronuncia, o movimento com o braço é o mesmo que estamos habituados, o que vai mudar é apenas a sua concentração, portanto não subestimem a tarefa por tratar-se se um feitiço simples. Não se preocupem se não conseguirem nada hoje, pois como eu disse, é uma técnica difícil. – O diretor sentou-se em sua mesa, observando as tentativas de sua sala de praticar o feitiço.

Com minha varinha em mãos, respirei fundo antes de pronunciar mentalmente o feitiço “Wingardium Leviosa” na pena em cima da mesa, que rapidamente levitou alguns centímetros, arrancando-me dos lábios em sorriso satisfeito. – Caraças! – ouvi a interjeição ao meu lado, fazendo com que a concentração fosse perdida e a pena caísse novamente sobre a mesa compartilhada com a sonserina. Hmmm, seria condizente oferecer ajuda? Provavelmente ouviria um “não” mal educado, mas não custava nada de qualquer jeito. – Precisa de alguma ajuda, alguma dica, Cavanaugh? – disse, tentando parecer que oferecia a ajuda sem qualquer tipo de relutância ou por simples boa educação. Fiz minha pena levitar novamente, mostrando a garota que sabia executar o feitiço sem muitas complicações. Sorri. Era impossível não sorrir quando se tinha algum tipo de vantagem sobre os sonserinos.

---
OFF: desculpa a demora .. e o post mal feito x.x
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Re: 03/09 | Sala de Feitiços - manhã

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Sex Dez 24, 2010 5:01 am



Tendo largado a sua varinha sobre a mesa, Colleen encontrava-se agora encostada à sua cadeira, pensando naquilo que poderia estar a correr mal. Porque ainda não fora capaz de fazer com que o seu tinteiro levitasse? Independentemente dos bastantes avisos do professor, não acreditara que realizar tal feitiço se pudesse mostrar tão complicado. A sua inicial determinação convertera-se agora em frustração, e fora abalada pelo sentimento de incapacidade. Se havia coisa que odiava, era encontrar-se entre os mais atrasados, independentemente de qual fosse a situação. Nunca fora uma exímia aluna a feitiços. No entanto, sabia que haviam outros bem piores que ela. E isso apenas contribuía para diminuir a sua motivação, agora que continuava sem acertar na tarefa, juntando-se a esse pior grupo.

– Precisa de alguma ajuda, alguma dica, Cavanaugh? – Uma voz fez-se ouvir ao seu lado, que levou a garota a desviar o olhar em direcção à outra sentada na mesma carteira que ela. A corvina Harvey encarou-a por momentos, até que se voltando para a pena que se encontrava sobre a mesa, fez questão de mostrar que era capaz de concretizar o feitiço. Sem recorrer a palavras, com um simples movimento de varinha conseguiu fazê-la levitar, aparentemente com a maior das facilidades, terminando com o aparecimento dum sorriso nos seus lábios. A morena ainda não pronunciara nenhuma palavra como forma de resposta, mas apesar da demora a formulá-la, nem por um segundo a hipótese de aceitar a ajuda da corvina lhe passou pela cabeça. Primeiro, porque o seu orgulho a impedia de ceder à sugestão. Insistia que devia ser capaz de realizar o feitiço não verbal por si mesma, e se alguém lhe fosse dar dicas para ajudar, não deveria ser de certeza alguém de outra casa. E segundo, porque apesar do tom neutro com que a garota ofereceu a sua ajuda, Colleen era incapaz de acreditar nas boas intenções de Alexia para consigo.

Mas para a sonserina, um simples “não” ou o silêncio não eram suficientes como resposta. - Muito obrigada querida, mas não te incomodes. – O tom irónico na sua voz era bastante evidente - Sabes, não tenciono transformar-me teu caso de caridade. – Esforçava-se para falar num tom de voz baixo, para não atrair demasiado a atenção para a forma como conversavam, nomeadamente, a atenção do professor - Acredito que já tens muitas outras coisas com que te preocupar. Tentar contrariar a genética deve ser tramado – Fez esse último comentário, alusivo à consideração popular que ser loira era significado de burrice, e ao mesmo tempo, ao fato de ser irmã de quem era. Não sabia se a Alexia perceberia o que aquilo significava, pois não especificou mais, mas isso não importava. Apenas apoiaria a sua teoria de que loiras tinham algumas dificuldades, nomeadamente de compreensão - Portanto, se fosse a ti, Harvey, concentrava-me em meter essa pena a levitar direita. – Naquele momento, detectar qualquer pequena falha parecia crucial, e tendo reparado como a pena não se encontrava 100% estática no ar, oscilando um pouco, decidira usar isso para continuar, exagerando no que se referia à situação - Todas essas oscilações não me parecem normais. A menos que quando decidir levantar um tinteiro, tencione que ele acabe por derramar todo o seu conteúdo sobre a mesa. E lá se vão horas a trabalhar nesses pergaminhos, para fazer com que façam algum sentido na tua cabeça. – Bem no fundo, sabia que naquele momento não tinha grande credibilidade para dizer aquelas coisas. Mas ao falar e raciocinar, tentava não apenas defender o seu orgulho, mas também convencer-se de que aquele se tratava de um feitiço inútil, pelo que ter sucesso à primeira ou não era completamente indiferente.

Voltou a pegar na varinha, quando as duas voltaram de novo a atenção, cada uma para o que estava à sua frente, tentando apesar de tudo o que dissera, perceber, sem que a loira se apercebesse, como a companheira de carteira fazia para realizar o feitiço. O movimento correspondia ao seu, portanto, tentou simplesmente mudar de alvo. Numa pena, naturalmente mais leve que um tinteiro talvez fosse mais fácil conseguir... Mas mais uma vez não teve sorte. Continuava a desenhar formas no ar, correspondentes ao movimento que conhecia, mexendo os lábios, formando o nome do feitiço com estes, sem que no entanto qualquer som deles saísse. Mas nem assim a pena parecia querer mover-se. Certamente o problema estava na sua cabeça, que naquele momento, estava mais concentrada em verificar se a corvina não estava de olho nos seus movimentos, para testemunhar o fracasso.

O silêncio reinou por um bocado, mas momentos depois, quando tudo parecia ter definitivamente acalmado, voltou a dirigir-se à Alexia, sem desviar os olhos da pena à sua frente a início, não resistindo a comentar de novo a questão dos genes – Sabe Harvey, eu não abandonaria a ideia de pintar o cabelo. Esse loiro é capaz de não lhe dar grande credibilidade. – Terminou a frase encarando de novo a loira, com um sorriso trocista nos lábios.
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Re: 03/09 | Sala de Feitiços - manhã

Mensagem por Alexia Harvey em Ter Jan 11, 2011 11:07 pm


Sala de feiticos, 03 de setembro #Post 02
Ao ver que a sonserina Collen não conseguia executar o feitiço não verbal que o exercício da aula propunha, não pude deixar de oferecer ajuda, tentando ao máximo fazer com que minhas palavras parecessem descontraídas ou não deixassem explicitas quaisquer dúvida de que me sentia em vantagem em relação a garota. Mas, obviamente, ali se encontrava intenções ocultas, primeiramente disfarçadas em minha expressão ingênua até que um sorriso brotasse em minha face e desmoronasse qualquer fingimento de aparente simpatia com a garota.

Ainda esperando pelo “não” de Collen, o silêncio extremamente longo que se prosseguia começava a me fazer pensar sobre o que se passava naquele cérebro formado pelos conceitos “verde e prata”, conceitos dominados pela agressividade e teor superior que a casa a qual Cavanaugh pertencia. Teor superior que estes acreditavam severamente que possuíam, mas a exemplo desta aula, não se concretizava assiduamente. - Muito obrigada querida, mas não te incomodes. Sabes, não tenciono transformar-me teu caso de caridade. – a resposta finalmente veio, de forma ironizada, tal como eu esperava, porém em um tom baixo incomum. A maioria dos sonserinos gostavam que todos ouvissem suas respostas cheias de veneno detonando qualquer argumento, seja lá de quem fosse. – Sinto informar, querida, que se continuar sendo um fiasco em feitiços não verbais, terá que ser o caso de caridade de alguém.Talvez não o meu, mas de alguma forma será. Creio que o professor Lawrence adoraria te ter como experiência da incapacidade dos herdeiros de Slytherin – disse acentuando a palavra “querida”, assim como Collen fizera em sua resposta que recusara a ajuda. Sei que era incomum esse tipo de resposta vindo de minha pessoa, mas diga-se que todo bruxo tem lá sua dose de veneno.

- Acredito que já tens muitas outras coisas com que te preocupar. Tentar contrariar a genética deve ser tramado. Portanto, se fosse a ti, Harvey, concentrava-me em meter essa pena a levitar direita. – Collen disse, primeiramente insultando minha genética, se referindo ao fato de que eu era loira e depois tentando encontrar erros em meu feitiço. – Seja lá o quão ruim você ache que minha genética é, no quesito execução de feitiços ela supera a sua, não é? – disse com um sorriso discreto. Não prolongando a conversa sobre genética, já que se inteligência dependesse da cor do cabelo,ou de familiares, eu e Collen seriamos aberrações com papéis invertidos, pois ela não se encaixa na teoria de que morenas são mais inteligentes também. Provavelmente, a inteligência que ela ainda duvidava que eu possuía, fora o acumulo de genes que ambos de meus pais não deram pra Dominic. - Todas essas oscilações não me parecem normais. A menos que quando decidir levantar um tinteiro, tencione que ele acabe por derramar todo o seu conteúdo sobre a mesa. E lá se vão horas a trabalhar nesses pergaminhos, para fazer com que façam algum sentido na tua cabeça. – Collen continuou a atacar e eu então prestei atenção na pena ainda flutuando, realmente não perfeitamente estática, assim como a garota fizera questão de comentar a respeito. Não tinha percebido que a pena oscilava, sendo que tinha certeza que o feitiço ocorrera perfeitamente. Collen tentando ser sonserina provavelmente era o que estava ocasionando as oscilações, já que como o próprio professor disse, a concentração é algo essencial.– Em todo caso, a minha pena desencosta da mesa, e essas oscilações se devem ao fato de você estar bufando por não conseguir fazer igual. O vento do seu bafo afeta a leveza da pena. – disse ainda intrigada com o fato das oscilações. Então, como que desafiando Cavanaugh, fiz com que a pena voltasse a mesa e em seguida o tinteiro levitasse sem qualquer complicação.

Finalmente ignorando toda a situação,voltei a executar o feitiço não verbal com o intuito de cumprir o exercício da aula,e não mais irritar Collen. A garota sonserina também voltou ao trabalho, dessa vez trocando seu alvo por uma pena, o que não a fez obter sucesso. De tempo em tempo ela se virava discretamente para me observar, e bem, eu fazia o mesmo, tentando encontrar algum rendimento em suas tentativas. – Sabe Harvey, eu não abandonaria a ideia de pintar o cabelo. Esse loiro é capaz de não lhe dar grande credibilidade. – revirei os olhos, demontrando impaciência. Collen era mesmo persistente em assuntos mal argumentados. – Sabe, Cavanaugh, implicar com meu cabelo não fará que seu feitiço obtenha sucesso mais rapidamente. Se é que obterá sucesso. Concentre-se em sua tarefa.
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Re: 03/09 | Sala de Feitiços - manhã

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Seg Fev 14, 2011 12:12 am



As expectativas que Colleen tinha para a primeira aula de feitiços nunca se traduziriam num inicial fracaço na realização da tarefa pedida. De varinha empunhada, a execução dos mais simples feitiços não se mostrava nenhuma dificuldade de maior. Ou pelo menos até àquele momento, em que tinha de os executar sem recorrer à fala. Talvez não precisasse de mais que algumas tentativas para a executar se se concentrasse verdadeiramente no que fazia. No entanto, a partir do momento em que a paciência se começava a perder, e a sua atenção era captada por qualquer outra coisa, tudo se tornava mais complicado.

A inicial oferta de ajuda vinda do seu lado foi sarcasticamente recusada. Mas a resposta ao seu comentário não se fez esperar – Sinto informar, querida, que se continuar sendo um fiasco em feitiços não verbais, terá que ser o caso de caridade de alguém. Talvez não o meu, mas de alguma forma será. Creio que o professor Lawrence adoraria te ter como experiência da incapacidade dos herdeiros de Slytherin – É, Alexia arranjara maneira de responder no mesmo tom, duma forma que não agradara à sonserina. Naturalmente auto-confiante, odiava ter de requisitar a ajuda de alguém. E depois do comentário, a própria alternativa de a pedir ao professor podia ser cortada da sua lista de opções, pois estaria apenas a dar razão à outra – E no entanto, isso nunca vai acontecer, porque infelizmente não me parece que tenha o que é preciso para frequentar as suas lições privadas. Primeiro, porque a minha vida não passa apenas por feitiços, para me dar ao luxo de esbanjar o meu tempo com explicações. – Apresentou o primeiro argumento com um claro tom irónico na voz, mantendo-o enquanto continuava - E depois, porque não cresci a engraxar os sapatos ao director para me tornar a aluna predileta, ao ponto que o próprio quisesse acabar numa sala a sós comigo – Terminou o comentário mantendo o mesmo tom de voz, deixando perceptível que com a expressão “aluna predileta” se referia a Alexia. De facto, desde o início, a sonserina não gostara do director, pelo que nunca fizera grandes esforços para o agradar. Contrariamente a outros, nomeadamente corvinos que procuravam gritar aos sete céus o quão inteligente seriam, marcando uma posição de topo na consideração dos mentores. E era nesta categoria que Colleen colocava a loira.

Mas a veia sonserina que a percorria impedia que ficasse apenas por ali. Se o jogo de palavras fora aberto, iria prosseguir, começando pela referência à genética da loira. Talvez não o mais adequado do argumentos, mas para começo, serviu para a satisfazer – Seja lá o quão ruim você ache que minha genética é, no quesito execução de feitiços ela supera a sua, não é? – Naquele momento, Alexia parecia ter razão. Mas isso não levaria Colleen a aceitar o dito como final. Antes pelo contrário, procuraria qualquer falha que conseguisse encontrar nela. E neste caso, a resposta estava nas leves oscilações da pela que ela levantava com o feitiço. - Em todo caso, a minha pena desencosta da mesa, e essas oscilações se devem ao fato de você estar bufando por não conseguir fazer igual. O vento do seu bafo afeta a leveza da pena. – Fora essa a melhor desculpa que arranjara? Tentou ignorar o início do que Alexia dissera sobre o facto de não ser capaz de desencostar a pena da mesa, passando a apontar o quão fraca a justificação para as oscilações seria – Bafo? Sério? E se não é capaz de lidar com isso, como espera realizar o feitiço em situações em que a precisão seja essencial? Lamento, mas nem sempre vai poder contar com essa desculpa. – Mas a frase foi seguida por uma nova demonstração do feitiço, desta vez sendo elevado no ar o próprio tinteiro, em vez da pena, que à mesma não se pareciam revelar grande problema para a corvina.

Tentava no momento concentrar as suas emoções no desprezo. Mas inevitavelmente, sentia uma pontada de inveja por ver do que a outra era capaz, não conseguindo assim ser totalmente indiferente. Revirando os olhos, voltou as a atenção de novo ao seu trabalho, mais uma vez sem grande sucesso. Recordava a sua primeira aula de feitiços no primeiro ano em que frequentara o castelo. O primeiro encantamento que aprendera fora exactamente o mesmo que agora tentava executar não verbalmente. No entanto, com o passar do tempo entre os dois anos, muitas coisas mudaram. Na sua primeira aula reinava a vontade de aprender, e fora capaz de sair de lá não só com os conceitos teóricos básicos relativos a feitiços, mas também conseguindo meter uma pena a levitar. E agora, sentia o que fazia mais como uma obrigação. Num momento em que concentração e preserverança eram palavras-chave para o sucesso, falta de empolgação não era a melhor ajuda.

E assim, achou ao seu lado uma desculpa para se distrair das tentativas inúteis. Tinha mais algumas bocas guardadas que podia dirigir a Alexia, mais facilmente do que conseguiria cumprir com a tarefa, voltando atrás à herança genética da loira – Sabe, Cavanaugh, implicar com meu cabelo não fará que seu feitiço obtenha sucesso mais rapidamente. Se é que obterá sucesso. Concentre-se em sua tarefa. – Notou a impaciência da garota enquanto respondia ao comentário. Podia-se voltar de novo para a tarefa de facto. Mas entre isso, e manter uma interessante conversa com a corvina, a conversa saía vencedora, conjugado com o facto de que se não tentasse, não teria ninguém para a ver falhar – Podia fazer o que pediu, Harvey, mas honestamente, não vejo grande propósito em conseguir fazer levitar uma pena sem falar. Não é como se numa questão de vida ou de morte isto me fosse salvar de todo. – Tentava convencer-se da inutilidade do feitiço, o que, tendo em conta a irritação por não o conseguir, não foi muito difícil - Mas tudo bem. Faça lá o seu tinteiro flutuar. À parte, apenas lhe recomendo que elabore uma lista de situações em que isto possa ser útil na vida real – Terminou mostrando o seu desinteresse pelo que fazia.

Por momentos, por mais improvável que pudesse ser, passou-lhe pela cabeça a possibilidade de se estar a enganar em alguma coisa que impediria a realização do feitiço tomado por tão básico que à 6 anos era capaz de invocar. - Wingardium Leviosa – Pronunciou as palavras baixo, e imediatamente o efeito surtiu, fazendo a pena levitar. Como esperado, ainda o sabia fazer, era certo... Nunca imaginara o quão a fala pudesse influenciar tanto a realização de um feitiço. Com a mão esquerda, intercetou o voo da pena, voltando a colocá-la sobre a mesa, repetindo logo de seguida o mesmo movimento de varinha, mas desta vez sem soltar qualquer som. Reparou num leve movimento do objecto, mas nada que fizesse crer que estava pra flutuar. Após isso, não teve muito mais tempo para pensar até a aula ser dada por terminada. Rapidamente pegou nas suas coisas voltando as suas costas à mesa em que segundos antes se sentava, e a Alexia, dirigindo-se à porta sem se incomodar com longas despedidas. Fora uma aula perdida, e agora restava-lhe voltar a tentar sozinha, mas dessa vez, longe de olhares triunfais de outros.

OFF:
Juu, desculpe a épica demora '-'
Acção terminada aqui..
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Re: 03/09 | Sala de Feitiços - manhã

Mensagem por Alexia Harvey em Sab Mar 05, 2011 8:39 pm


Sala de feiticos, 03 de setembro #Post 03
Eu adorava aulas, principalmente a de feitiços, em que tinha certa facilidade. Porém, estar acompanhada pela arrogância de Cavanaugh retirou toda a magia que teria uma aula de feitiços não-verbais. Como de costume, a garota não aceitava qualquer tipo de ajuda vinda de alguém que não fosse de sua casa, mesmo ela sendo com as melhores das intenções. Não que esse fosse o meu caso! Eu era quieta e disciplinada mas ainda tinha o meu divertir em importunar as cobrinhas. A sonserina recusou minha oferta de ajuda dizendo que não seria meu caso de caridade e como por impulso, não deixei a resposta simplesmente passar e respondi o mais ríspida que consegui, entrando no jogo da garota ao lado.

– E no entanto, isso nunca vai acontecer, porque infelizmente não me parece que tenha o que é preciso para frequentar as suas lições privadas. Primeiro, porque a minha vida não passa apenas por feitiços, para me dar ao luxo de esbanjar o meu tempo com explicações. – ela disse, em resposta a minha fala sobre uma hora ela ter que ser o caso de caridade de alguém, enchendo a frase de ironias explícitas. - E depois, porque não cresci a engraxar os sapatos ao director para me tornar a aluna predileta, ao ponto que o próprio quisesse acabar numa sala a sós comigo – Obviamente, a expressão “aluna predileta” se referia a mim, não havia dúvidas disso, pois não era algo incomum que saia da boca dos alunos. Ser inteligente e ainda por cima querer esse posto sempre trazia conseqüências, assim como querer ser o capitão do time de quadribol, o monitor-chefe da casa e todas essas categorias que separavam os alunos um dos outros e formavam uma certa escala de popularidade. – Não, você realmente não tem os requisitos necessários para freqüentar minhas lições privadas. Porque, o primeiro requisito é ter um cérebro que funcione e você já falha ai. – sorri, olhando para a lousa do professor Lawrence e depois para ele, que continuava em sua mesa nos observando calmamente. – Não precisei engraxar sapatos, se quer saber. E o diretor é extremamente ocupado para querer prender alunos em sua sala. Tenho eficiência o suficiente para não necessitar atrapalhá-lo fora do período de aula e retirar as poucas duvidas que tenho na biblioteca, lugar o qual você deveria passar um tempo. – sorri singelamente, ainda sem olhar para o rosto de Cavanaugh.

Como se faltasse argumentos decentes para a sonserina, esta começou a julgar o fato de meus cabelos serem louros e os culpou por eu ser como sou, e ter a pena sobre o feitiço não verbal um pouco fora do controle. – Bafo? Sério? E se não é capaz de lidar com isso, como espera realizar o feitiço em situações em que a precisão seja essencial? Lamento, mas nem sempre vai poder contar com essa desculpa. – É, realmente não foi a melhor desculpa que eu usei para explicar a oscilação, admito. Mas dar um jeito de ofender a garota era mais forte do que pensar em um argumento que não o fizesse. Depositei a pena ma mesa, e então executei o feitiço no tinteiro. – Seja como for, eu estou lidando melhor que a senhorita. – disse, revirando os olhos em demonstração de impaciência. Collen era persistente e não vou falar que era uma característica ruim, mas persistência demais as vezes enche o saco. Sendo assim, ela voltou a criticar meu cabelo alourado e sem esconder minha insatisfação, pedi gentilmente que ela se voltasse ao exercício da aula. – Podia fazer o que pediu, Harvey, mas honestamente, não vejo grande propósito em conseguir fazer levitar uma pena sem falar. Não é como se numa questão de vida ou de morte isto me fosse salvar de todo. – Como assim? O feitiço era extremamente útil! Teria que repetir as falas do diretor sobre sua funcionalidade? – Olha, eu estou cansada, faça o que bem entender. Não vou tentar te convencer da funcionalidade do feitiço. Nem farei uma lista – disse, extremamente sem vontade de continuar a conversar/discutir com a garota.

Realizei o feitiço mais algumas vezes, praticando ora com a pena, ora com o tinteiro, tendo sucesso em todas as vezes, garantindo também que não houvesse qualquer oscilação que permitisse Collen abrir a boca para criticar. Não podia dizer que ela era burra, por mais que quisesse, mesmo porque não era uma tarefa fácil, e olhando ao redor, vários alunos estavam com dificuldades. A primeira vez que fui estudar feitiços não verbais durante as férias também não foi lá um sucesso, tive que praticar muito. Joseph Lawrence encerrou a aula, nos dispensando e antes que eu pudesse terminar de recolher minhas coisas, a companheira de aula já estava passando pela porta sem mesmo mencionar uma palavra de despedida. Levantei devagar, observando vários rostos decepcionados, que certamente me abordariam um dia qualquer para pedir ajuda.

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OFF: sei que esta uma porcaria de post ._. Enfim, ações finalizadas


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Re: 03/09 | Sala de Feitiços - manhã

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