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15 de Outubro
sexta-feira
a temperatura agradável permite que os habitantes de Hogwarts andem com roupas leves. Durante o dia o céu é claro e bonito, fazendo com que os jardins fiquem lotados por alunos em busca de um banho de sol. A noite o céu é estrelado e há um grande movimento de alunos em direção a Hogsmeade por causa de uma festa que o diretor permitiu a presença destes.
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06/09 | Torre de Astronomia - noite

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06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Alice Cobb em Seg Jan 10, 2011 8:44 pm

'I'll be your dream I'll be your wish'



Me sentia confusa com tudo o que estava se passando comigo, uma confusão de sentimentos nascia dentro do meu peito. Por muito que eu soubesse que era errado, eu não podia controlar os meus sentimentos. Eu já tinha tentado esquece-lo de todas as formas, mas desde do momento em que ele entrara pela sala da minha casa ele não saía da minha cabeça.

Sempre que eu tentava esquece-lo, ele arrumava uma forma de cada vez mais aparecer na minha mente. Sabia que tinha de esquecer o Eros, mas entre o ter que esquecer e querer esquecer iria uma grande distância e eu sabia que tinha de o esquecer, mas a verdade… eu não queria esquece-lo, não queria esquece-lo de forma nenhuma.

Sabia que ele era professor, que eu era uma mera aluna… provavelmente ele nunca olharia para mim, mas eu superaria isso. Sabia que ele nunca iria ficar comigo, mas aquela réstia de esperança ainda continuava acesa. Decidi então ir até a torre de Astronomia, passei pelo dormitório e peguei no meu diário e um cobertor e me dirigi até a torre.

Estiquei a coberta e me sentei olhando as estrelas, elas me faziam pensar, em coisas legais, coisas que eram importantes para mim, mais do que tudo. Olhei as estrelas e sabia que precisava de uma orientação, um sinal que me mostrasse o que fazer. Abri o diário e tirei a pena para começar a escrever.

‘Querido diário,

‘Eu não sei o que fazer, de verdade, sabe quando tudo parece triste quando ELE não está por perto? É assim que eu me sinto, perdida, desamparada sem ele... mesmo ele não sendo meu... ele é meu suporte, meu guia.

‘Me sinto muito boba por sentir isso por ele, ele é meu professor, jamais vai sentir algo por mim e se ele descobrir o que eu sinto por ele, apenas vai dizer que 'é uma queda pequena, isso passa daqui a uns dias', mas esse era o problema, aquela querda que eu tinha por ele nãoo diminuia com o passar com o passar dos dias, não sumia com o passar dos meses. Apenas aumentava a cada dia que passava, aumentava a cada dia que ele estava longe de mim. Aquela necessidade de saber se ele estava bem, toma conta do meu corpo quando eu nao o vejo, o meu coraçao dispara se ele fica mal, meu coração dispara apenas de ouvir a voz dele.

‘Sei que é bobagem tudo isso, mas é aquilo que eu sinto por ele e me mata por dentro saber que ele não pode saber isso e que jamais vai sentir o mesmo por mim.. é impossivel. Parece que estou destinada a ficar longe dele né?

Fechei cuidadosamente o diário, quem lesse aquilo e retirasse as duas primeiras palavras poderia pensar que aquilo era um conjunto de cartas de amor para entregar a Eros, não que estivesse muito longe da verdade, esperava conseguir entrega-las para que ele as lesse todas, um dia… enquanto isso ficava olhando as estrelas esperando algum sinal dele.
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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Eros Lecter em Ter Jan 11, 2011 12:25 am




    Send my love to you

    Remember that I'll always

    Be in love with you




    Dar aulas era algo que Eros amava de paixão, amava sua profissão, a de professor. E como um típico jovem, preferia trabalhar a noite e dormir pela manhã, e bem, era o que sua profissão demandava, afinal, a única estrela que se via durante o dia não era o principal objeto de estudo dele.

    Como de se esperar, o professor de Astronomia passou a manhã inteira em seu quarto dormindo em um sono profundo e repleto de sonhos. Contudo, seus sonhos tinham apenas um foco, mais exatamente uma garota, que tomava seus pensamentos tanto acordado quando dormindo, e isso desde que a viu pela primeira vez, a Alice Cobb.

    Acordou todo sonolento, tomou um belo banho, vestiu uma calça de abrigo, um all star e uma camiseta, tinha o intuito de praticar exercícios a tarde. Desceu para almoçar com o resto dos alunos, só que ao invés de almoçar na mesa diferenciada dos alunos, acabou almoçando na mesa da lufa-lufa com o time de quadribol da respectiva casa, onde papeou sobre os jogos e afirmando que sua torcida era para eles. Não negava para ninguém, sua casa favorita era a de suas origens, a Lufa-lufa.

    Como era sábado, tirou à tarde para praticar exercícios nos jardins. Quando notou que sua corrida tinha certa platéia feminina, acanhou-se e acabou indo para o campo assistir o treino que lá estava ocorrendo, e após voltou para seu gabinete, terminar seus exercícios sem os olhos atentos das suas alunas. Primeiro porque se sentia tímido com ela, segundo porque eram suas alunas! Sendo esse último o motivo mais forte.

    Tomou seu banho e vestiu-se de forma mais habitual, que era: uma calça jeans, uma malha, seu all star e sua boina. Olhou pela sua janela e se deparou com uma noite estrelada. Sorriu, era tudo que precisava para encerrar sua noite. Pegou seu telescópio, alguns pergaminhos, um tinteiro e algumas penas e se dirigiu para a torre de astronomia. Estava querendo montar alguns mapas estrelares, por diversão, mas que poderiam futuramente servir para suas aulas. Porém, nem imaginava que quando chegasse à sua torre, se depararia com uma surpresa agradável, perigosa e surpreendente. Agradável, pois a presença dela sempre era boa. Perigosa, porque ela era uma aluna, e ele não podia fazer nada, era seu professor, não podia ter mais que uma relação amigável, por mais que isso fosse dolorosa para seu coração, mas era a única opção que possuía. Surpreendente, pois não esperaria isso.

    Chegou a tal torre, entrando bem distraído nela, até que parou, viu alguém sentada e enrolada em um cobertor, observando as estrelas. Aproximou alguns passos para tentar reconhecer, até que uma brisa perpassou o local e entrou em contato com os cabelos da garota, fazendo o perfume ir à direção de Eros. Ele gelou, reconheceria esse perfume em qualquer lugar, esse aroma que fazia seu coração disparar e parar ao mesmo tempo, era Alice Cobb.

    Respirou fundo, o que não foi uma boa idéia, estava ventoso na torre, e o perfume dela novamente balançou o emocional de Eros. Ele resolveu usar outras técnicas para se acalmar, mas estava sentindo-se um adolescente na sua primeira paixão, o que era de longe a situação dele, e não era apenas uma simples paixão, era um amor que ele estava crente que nunca poderia ter.

    Não poderia ficar que nem um babaca ali parado. Olhou para ela por mais alguns minutos em silêncio, sorrindo com os cantos dos lábios, um sorriso bobo. Ela era esperta, estava com um cobertor para se proteger do frio que fazia na torre. Respirou fundo novamente e caminhou até o lado dela como se recém tivesse chegado. – Boa noite Srta. Cobb. – Falou e olhou na direção dela sorrindo. – Pelo jeito não fui só eu que tive a idéia de vir observar as estrelas. – Deu mais um leve sorriso para ela, colocou a bolsa com as suas coisas no chão e começou a montar seu telescópio. Deixou o tripé bem baixo, para poder observar sentado no chão, e sentou-se ao lado dela. – Ah, posso ficar aqui? Estou te incomodando? – Faz uma expressão fofa, como não recebeu resposta negativa continuou no local. Seu coração estava disparado, de tal forma que era capaz dela escutar de longe. Seu rosto estava corado, mas era escondido pela escassez de luz no local. Olhou para ela novamente, como ela era linda, perfeita, contornos dos lábios feito um desenho com traços perfeitos, olhos com um brilho único, que fazia qualquer estrela apagar-se do lado... perdeu-se em seus devaneios enquanto olhava para ela, depois de alguns segundos voltou para a realidade, e sem jeito, olhou rapidamente para seu telescópio e começou a ajustar as lentes dele enquanto observava através do mesmo. – Então Alice, er, Srta. Cobb, como vai? – Ri de leve. – Ainda não me habituei a chamá-la pelo sobrenome. – Ajeita a boina todo sem jeito, e olha para ela. – Culpa por ter conhecido você antes de virar seu professor.

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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Alice Cobb em Ter Jan 11, 2011 8:37 pm


'I'll be your dream I'll be your wish'





Sempre lemos histórias de princesas encantadas que encontravam o seu príncipe encantado, de uma maneira heróica. Quando era mais nova sonhava em encontrar o meu príncipe encantado… imaginava encontrar o meu príncipe encantado de uma maneira inacreditável… no meio de um algo único, algo inexplicável. Amor a primeira vista, não seria preciso falar nada, os nossos olhos e os nossos corações falariam por eles próprios. Obviamente, nada disso aconteceu, na minha visão tinha acontecido algo melhor. O meu príncipe encantado tinha entrado pela sala da minha casa e seria meu professor.

Sabia perfeitamente que ele era o meu príncipe encantado, sabia que ele era o ‘tal’, sabia que era muito nova, apenas 16 anos mas meu coração sabia que era ele, nunca batera assim por ninguém antes, nunca mais iria bater daquele jeito por outra pessoa a não ser Eros. Era um facto, estava cientificamente comprovado.

Decidi então ir para a torre de astronomia, podia parecer muito óbvio que ele aparecesse na torre também. Mas se ele aparecesse, ao menos eu me sentiria feliz de puder respirar o mesmo ar que ele, estar no mesmo espaço que ele, sozinha. Estava sentada no chão da torre, olhando as estrelas… elas me confortavam, me ajudavam a decidir o que fazer, como fazer e em que altura fazer. Provavelmente herdara essas manias do meu pai… mas por incrível que parecesse, as estrelas me guiavam no dia a dia.

Boa noite Srta. Cobb. – ouvi a voz dele, reconheceria aquela voz em qualquer parte do mundo, era ele… senti o meu coração disparar, quase jurava que ele iria saltar do peito a qualquer momento--Boa noite, professor-falei tentando fazer a minha voz parecer calma e que não tinha sido afectada pela sua chegada, provavelmente todo o meu esforço fora em vão. Definitivamente eu tinha que aprender a controlar os meus sentimentos – Pelo jeito não fui só eu que tive a idéia de vir observar as estrelas. – [color=white]ele falou e eu virei o rosto para o olhar, um arrepio percorreu a minha pele… suspirei tentando me acalmar e assim que vi ele colocando as coisas no chão, voltei a minha atenção para as estrelas - precisava de pensar e nada melhor que pensar junto delas-[/color] falei me dirigindo as estrelas, mal ele sabia que era o assunto sobre o qual eu precisava de pensar, notei que ele se sentou do meu lado, fechei os olhos, o seu perfume viera até minha, o inspirei ganhando coragem para me controlar – Ah, posso ficar aqui? Estou te incomodando? – olhei para ele, o seu sorriso, os seus olhos, o seu cabelo tudo nele me fazia ama-lo cada vez mais – se é que isso ainda fosse possível – sentia um nó na garganta, abanei a cabeça afirmativamente, queria que ele soubesse que nunca me incomodaria, queria que ele soubesse que estar junto dele era o meu maior sonho. Dei uma leve tossida para tentar desfazer aquele nó na garganta, tentando voltar conseguir a falar e afastar aqueles pensamentos da minha cabeça .

- Não incomoda, companhia nunca é má – escondi o rosto depois de ter entendido o que tinha falado. IDIOTA Alice, como eu pude falar companhia nunca é má? Senti uma vontade imensa de sair dali depois de ter entendido o que tinha falado, mas no entanto não o fiz, a voz de Eros me afastou de todos aqueles pensamentos. – Então Alice, er, Srta. Cobb, como vai? – ele sorriu e eu me derreti – Ainda não me habituei a chamá-la pelo sobrenome. – ele ajeitou a boina e eu tive de desviar os meus olhos dele para não cometer alguma loucura – Culpa por ter conhecido você antes de virar seu professor. – eu dei uma pequena risada – Também ainda não me habituei a que me chame pelo sobrenome – , parece tão distante – completei em pensamento, mas me mantive calada – Mas, quando estamos sozinhos, me pode chamar Alice… acho que não tem problema, certo? Quer dizer, se quiser claro – fica calada, pensei, já estava falando demais – acho que ninguém, quer dizer, ninguém iria saber – já estava tropeçando nas palavras, me calei então esperando que ele me respondesse enquanto me acalmava para não fazer nenhuma coisa errada.
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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Eros Lecter em Sab Jan 15, 2011 12:07 am




    Thought I'd been in love before,

    But in my heart I wanted more.

    Seems like all I really was doing

    Was waiting for you




    Eros não era mais um garoto, podemos dizer que era um adulto ainda jovem, tinha seus vinte e poucos anos, não muita diferença de idade para Alice, mas era o seu professor. Fora que ele não se sentia da forma que estava naquele momento desde que saiu de Hogwarts. Ele já teve algumas paixões, namorou algumas gurias, mas quando bateu o olho pela primeira vez em Alice, amou a primeira vista. Ele não acreditava muito nesse sentimento a primeira vista, mas ela o fez provar o contrário. Contudo, ele sentia-se um garoto amador que se apaixonou pela primeira vez, não sabia como agir, como reagir perto dela, principalmente naquela situação, onde eles estavam sozinhos.

    Ele finalmente tomou uma atitude, e agiu como se recém tivesse chegado, conversando com ela. Ela pareceu ter uma alteração de voz ao falar com ele, mas ele achou que era invenção de sua própria cabeça, continuando o assunto. Com a resposta dela pelas estrelas, ele olhou sorrindo apaixonado por ela, se perguntando como ela podia ser tão perfeita assim? – Estrelas, o que seríamos sem elas né? – Desviou o olhar dela para o céu, as estrelas, as únicas para quem Eros confidenciava seus segredos. – Elas guardam todos os meus segredos. – Suspira e olha para ela.

    Nem havia se dado conta que podia estar atrapalhando, mas frente à negativa dela, ficou mais tranqüilo e montou suas coisas ao lado dela. Ele a chamou de Alice e confessou que ainda não acostumou a dirigir-se a ela apenas como uma aluna qualquer, ela estava longe de ser qualquer garota ou aluna. Ele riu junto com ela. – Ainda bem que não sou único. – Fica observando ela meio bobo enquanto ela fala, quando se flagra observando ela dessa maneira concentra-se no seu telescópio, afinal, ele era apenas uma companhia, como ela havia dito antes, nada mais que isso. – Gostei da sua idéia, acho mesmo que ninguém vai notar mesmo. Então chamo você de Alice. – Sorri. – E Alice, me chame de Eros. – Dá um sorriso fofo para ela, gostava de escutar seu nome saindo dos lábios dela com aquela voz apaixonante, sentia-se mais importante na vida dela, mesmo sabendo apenas passar de uma ilusão que ele próprio alimentava. Afinal, nunca imaginaria ele que ela gostava dele tanto quanto ele gostava dela.

    Ele ajeita as lentes para a observação e começa a fazer seus estudos. Volta a olhar para ela. – Hum, quer ver? Essa estrela está linda hoje, a ursa maior. – Ele vai um pouco para o lado, ela teria que se esticar um pouco e não mexer o telescópio, para não perder a estrela que Eros ajeitou, ou seja, ela teria que se aproximar dele. Ele, inicialmente, oferece ingenuamente, mas quando se apercebe que ela teria que ficar mais próxima dele para observar, sente seu coração disparando muito mais disparado do que já estava, e se falasse qualquer palavra, iria gaguejar, controla-se, mas aguarda ansioso para o mais próximo que pode ficar dela inocentemente, mesmo querendo com todas as suas forças puxá-la para um beijo apaixonado e louco para revelar a Alice o quanto ele a ama desde a primeira vez que a viu.





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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Alice Cobb em Sab Jan 15, 2011 2:20 am




'I'll be your dream I'll be your wish'


Sempre me disseram que quanto mais alto eu sonhava, mais alta seria a minha queda, eu não tinha medo de cair –obvio que isso seria num sentido figurativo e não literal da palavra, mas avancemos – estava apaixonada, estava na cara para quem quisesse ver. Por muito que eu tentasse esconder, a minha cara de boba aparecia no meu rosto assim que via Eros, os meus olhos brilhavam como uma estrela num céu escuro assim que o via e o meu coração acelerava imensamente só de ouvir a voz dele, era algo que eu não conseguia controlar e sinceramente, não tinha a certeza que queria controlar.

Afinal, o que era a paixão controlada? Não era nada, pelo menos na minha opinião. Mas como a vida real não era um conto de fadas, eu tinha que me controlar, tinha de o diminuir a imagem de um mero e singelo professor, não deixar aumentar o seu tamanho a realidade do que ele significava para mim. Teria que o fazer diminuir e coloca-lo dentro de uma pequena caixinha que me ajudasse a perceber que ele era algo inatingível, algo que eu nunca poderia ter. Se ele continuasse do seu tamanho normal… enfim… eu não sabia quanto tempo mais poderia sucumbir a vontade de o beijar e de me colocar em seus braços para nunca mais sair de lá.

Ele era meu professor, jamais poderia manter alguma relação com ele, e se alguma vez mantivesse, se ela fosse descoberta, isso poderia ser o fim da carreira de Eros como professor, se isso acontecesse por minha causa… bom… eu JAMAIS, me perdoaria, jamais em toda a minha vida.

Eros foi para a Torre de astronomia – onde eu estava, sentada olhando as estrelas. Me cumprimentou educadamente e eu tentei fazer meu tom de voz parecer calmo, tentando que ele não fosse alterado pela proximidade de Eros, claro que todo esse meu esforço fora em vão. Ele comentou que pelo jeito não havia sido o único a ter a ideia de ir ver as estrelas, eu sorri e comentei que não tinha nada melhor do que pensar perto das estrelas– Estrelas, o que seríamos sem elas né? - ele suspirou, encostei a cabeça na parede da torre e ouvi a sua voz novamente - Elas guardam todos os meus segredos.

Dessa vez, eu suspirei – Os seus e os meus – comentei em voz baixa o suficiente só para ele ouvir – mas não tem melhores ouvintes que elas, tenho a certeza, os segredos estão bem guardados – eu falei, apenas elas sabiam que eu o amava, apenas as estrelas entendiam o quanto eu sofria a cada segundo longe dele, apenas elas poderiam ver –lá do alto- o quanto me custava ve-lo todos os dias e ter que ficar longe dele, ter que fingir que ele não passava de um mero professor de astronomia quando ele era tudo na minha vida.

A conversa fluía facilmente até que ele comentou que não se tinha habituado ainda a me chamar pelo apelido, admito que também não estava habituada a isso…parecia tao frio, tao distante e eu na queria isso - Ainda bem que não sou único. – ele sorriu e eu concentrei toda a minha atenção nas estrelas, se eu o olhasse por muito tempo, não iria conseguir me segurar. Comentei que ele poderia me chamar apenas de Alice, ninguém iria notar mesmo– Gostei da sua idéia, acho mesmo que ninguém vai notar mesmo. Então chamo você de Alice. E Alice, me chame de Eros. –eu sorri para ele, os nossos olhos se cruzaram senti tudo em mim pegar fogo, suspirei e desviei os olhos dele rapidamente –Ninguém vai notar no jeito como você me trata, sou apenas uma das milhares de alunas que você tem, certo Eros? E professor só nas aulas então, pode? – sorri

Eros terminara de ajeitar o seu telescópio quando falou – Hum, quer ver? Essa estrela está linda hoje, a ursa maior – olhei para a estrela e seguidamente para o Eros – Ah claro que sim dei um sorriso bobo que nem criança, amava ver as estrelas e ver elas junto de Eros era a melhor coisa que poderia ter – então vamos lá – falei me aproximando do telescópio para ver a estrela –Nossa, ela está linda hoje -sentia o corpo dele perto do meu, o que fez o meu coração disparar, deixei de olhar a estrela e comente cada dia esta mais bonito – tossi – digo, cada dia ela está mais bonita – falei meio corando, cada dia ele estava mais bonito e isso me fazia tropeçar nas palavras e ficar sem jeito –é... a ursa maior – falei sorrindo
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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Eros Lecter em Qua Fev 02, 2011 6:41 am



    I'll write sincerly yours and sign my name

    P.s i love you

    Forever and today





    Eros nunca imaginou passar por uma situação que nem essa quando realizasse o seu sonho de ser professor em Hogwarts. Na realidade, se apaixonar sempre fez parte apenas de seu período de adolescência, onde os hormônios ficavam descontrolados a flor da pele, e cada paixonite se tornava um amor estrondoso. Ele imaginava que havia superado essa fase de sua vida, e que o amor por outra mulher não faria parte dela. Estava bem com suas pequenas aventuras e relações descompromissadas e fidelidade e amor apenas com as suas estrelas e estudos.

    Tolos, somos quando achamos que sabemos o futuro de nossa vida. Isso aconteceu com Eros, ele se apaixonou, diferente do jeito que era quando mais garoto, dessa vez, sabia que era um amor puro, verdadeiro, não desmerecendo os que já teve, que foram eternos e plenos enquanto duraram, mas dessa vez algo dizia para ele que era diferente de todos os outros, único em sua essência.

    Tudo seriam lindas flores se a dona de seu coração não fosse nada menos que sua aluna. Certo que quando a conheceu isso ainda não tinha ocorrido, era apenas um garoto que viajava o mundo estudando Astronomia. E quando foi apadrinhado por um professor seu, que praticamente adotou Eros como um filho, ele conheceu a filha dele, Alice Cobb. A primeira vista sentiu seu coração bater mais alto, mas por respeito e timidez não fez nada. Freqüentava sempre a casa de seu professor e a cada dia que via ela, se apaixonava mais ainda. Quando estava considerando tomar alguma atitude a respeito, recebeu o convite para dar aulas em Hogwarts, indicação final do pai de Alice, Sr. Cobb. E esse amor tornou-se mais impossível do que já era.

    Resolveu guardar esse seu amor dentro apenas de sua mente e coração. Sabia que era impossível, e também que Alice não gostava dele daquela forma, ou imaginava isso, pois era alguns anos mais velho que ela, amigo de seu pai e também seu professor. Era dolorido dar aulas para ela toda semana e não poder tocá-la, beijá-la. Cruzar com ela pelos corredores e ter apenas uma conversa informal de uma relação saudável e amistosa de aluno e professor. Nada a mais disso. Certo que o Sr. Cobb era sempre a desculpa perfeita para puxar conversa com ela, mas era o máximo que ele ia.

    Passando esses devaneios e histórias tristes, Eros resolveu ir estudar estrelas, prática que era diversão para ele. Contudo, não imaginava encontrar na Torre a estrela que mais brilhava no coração dele: Alice Cobb. Sentiu-se novamente como um garoto de 15 anos, mas conseguiu reagir, e agir como se fosse uma situação normal, dentro do possível.

    Sorri para ela, não eram apenas os segredos dele que as estrelas guardavam. – Verdade, mas as vezes queria que elas revelassem aqueles segredos que não tenho coragem de revelar... – Suspira pensativo, evita olhar para ela e se entregar com o brilho apaixonado em seu olhar, brilho que só ela causava nele.

    Ambos chegaram a conclusão que era estranho se tratarem formalmente, e acordaram que chamariam pelo nome sempre que possível. Quando os olhos deles se cruzaram, Eros caiu na tentação e sustentou esse olhar. – Hei, você não é apenas uma das minhas milhares de alunas. – Sorri querido. – Você é a minha melhor aluna, e não pense que tem esse crédito por causa do Sr. Cobb, mas porque parece ter a mesma paixão que tinha quando estudava aqui pelas estrelas, raro de acontecer. – Se dá conta do olhar penetrante que estava nela, e desconcertado volta a sua atenção para seu telescópio, mais seguro e saudável.

    Após ajeitar seu telescópio e achar uma boa estrela para observar, ofereceu a ela, se afastando pouca coisa para o lado, apenas o espaço suficiente para ela observar ao telescópio. Ela aceitou, os dois estavam sentados um do outro, e agora extremamente próximos, sentiu parte do corpo dela encostar ao dele, sua respiração pareceu falhar, conseguiu se concentrar um pouco, mas seu coração batia em ritmo acelerado, mais veloz que um pomo, mais veloz que uma estrela cadente. Ele demora um pouco a responder as observações dela, se força, com extrema dificuldade, a desviar o olhar dela para o céu estrelado. – Muito linda... ah, er, a estrela, claro. – Se perde nas palavras, e se xinga mentalmente muito por isso, era um professor e não um pivete. Volta a olhar para ela, se aproxima aos poucos dela, e quando se dá conta da besteira que ia fazer, se afasta rapidamente, levantando e indo ao parapeito da torre, onde se apóia, respira fundo, e volta a olhar para o céu.

    Como sabe que fez algo que poderia assustá-la, tenta disfarçar e puxa assunto. – Lembro quando vim aqui pela primeira vez no meu primeiro ano em Hogwarts, foi amor a primeira vista pelas estrelas... – E agora se traí pelas próprias palavras. – Nunca imaginei que ia ter esse sentimento muito mais forte por outra coisa. – Baixa a cabeça depois da mancada que fala, na esperança dela não ter captado a mensagem, dá quase declaração dele para ela. Estrelas, elas pareciam estar forçando aquele momento, com o seu céu perfeitamente estrelado, e na companhia dela no seu lugar favorito em Hogwarts, não agüentaria mais muito tempo até a fazer o erro de beijá-la.

    Spoiler:
    Ficou terrível, foi mal =/

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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Alice Cobb em Dom Fev 13, 2011 3:41 am

'I'll be your dream I'll be your wish'



Nunca falaram que amar era fácil, sinceramente amar poderia ser uma das coisas mais difíceis que poderia existir. Amar era complicado, era um sentimento complicado de se entender e se amar alguém da sua idade era já bastante complicado imagine amar alguém que era seu professor… que era teórica –e praticamente- um amor impossível se ser concretizado.

Por muito que eu soubesse que o meu amor impossível por Eros jamais seria possível de se tornar realidade eu tinha noção que nada disso conseguia diminuir o sentimento que eu nutria por ele. A dimensão do meu sentimento por ele, era algo inexplicável… algo que eu jamais poderia sonhar em sentir, especialmente por ele. Eros era meu professor, jamais retribuiria o meu sentimento.

Sabia que jamais poderia ficar perto dele, jamais poderia namorar com ele mas ao menos, sempre tinha um lado positivo, ao menos eu poderia estar na mesma sala que ele, poderia ficar perto dele, na mesma sala dele, poderia respirar o mesmo ar dele e por muito que isso parecesse pouco…para mim era muita coisa. Significava muito para mim.

Agora eu estava na Torre de Astronomia, estava observando as estrelas sozinha, até a chegada de Eros. Isso estragou os meus planos de ficar pensando no que fazer quando ele estava perto… não conseguia pensar com ele perto de mim. Minhas linhas de raciocínio ficavam totalmente bloqueadas na presença dele. Não sabia explicar isso, provavelmente, era isso o que o amor verdadeiro fazia as pessoa. Por muito estranho que parecesse o fato de eu não conseguir pensar junto dele, as palavras me saiam muito facilmente quando ele estava perto de mim. A conversa fluía, praticamente falávamos sempre sobre as estrelas e dessa vez não fora diferente – Verdade, mas as vezes queria que elas revelassem aqueles segredos que não tenho coragem de revelar... – claro que eu queria que as estrelas revelassem o que eu não tinha a coragem, ta não era bem falta de coragem, era mais respeito, porque ele era meu professor e amigo do meu pai.

Depois de um pouco de conversa, chegamos a conclusão que era muito difícil, era mais fácil nos tratarmos como sempre nos tratamos, pelo nome próprio, eu comentei que ninguém iria reparar, afinal, eu era apenas mais uma das milhares alunas que ele tinha – Hei, você não é apenas uma das minhas milhares de alunas. – ele sorriu para mim e eu retribui o sorriso, tinha amado ouvir que não era apenas uma das milhares alunas dele - Você é a minha melhor aluna, e não pense que tem esse crédito por causa do Sr. Cobb, mas porque parece ter a mesma paixão que tinha quando estudava aqui pelas estrelas, raro de acontecer. – eu dei um sorriso totalmente sem jeito – influencias do meu pai… passávamos noites inteira a estudar as estrelas – eu comentei olhando as estrelas – elas são tão lindas, tão puras, tão inocentes – falei suspirando no fim

O barulho do telescópio a ser apontado na direcção correcta era a única coisa que se ouvia quando as nossas vozes se calavam por poucos minutos. Sentia o calor que o corpo dele emanava no meu, estávamos tão próximos que quase podíamos ouvir os pensamentos um do outro, os leves palpitares do coração. Eu comentei que a estrela era linda, todas elas eram lindas, mas a Ursa maior tinha alguma coisa de especial - Muito linda... ah, er, a estrela, claro. – eu sorri e fintei ele… nunca tinha entendido como era possível alguém ser tão bonito, tão amável. Merlin sabia que isso era crime? Ele era tão ideal para mim e eu jamais o poderia ter… Eros jamais seria meu e quanto mais cedo eu colocasse isso na minha cabeça, mais simples seria. – Tem qualquer coisa de especial…isso – falei e percebi o que tinha dito, rapidamente tentei corrigir – digo, a estrela tem algo de especial

Ele se aproximou lentamente de mim, senti o meu coração acelerar, parecia que ele iria parar ou saltar pela minha boca a qualquer momento. Rapidamente ele se afastou e eu suspirei, como eu poderia ter sido idiota o suficiente para pensar que ele me iria beijar? – Voce é tão idiota, tão idiota Alice pensei, eu tinha que crescer e enfrentar a verdade, eu nunca o iria ter para mim…JAMAIS

Lembro quando vim aqui pela primeira vez no meu primeiro ano em Hogwarts, foi amor a primeira vista pelas estrelas...- eu sorri o olhando nos olhos – Nunca imaginei que ia ter esse sentimento muito mais forte por outra coisa. – ele falou baixando o rosto, notei que ele não queria ter dito aquilo, por muito que me custasse eu tinha entendido a mensagem que ele dissera, estava nas entre linhas… ele estava apaixonado… o melhor era eu o esquecer - eu entendo o que você sente, sinto o mesmo – engoli em seco, suspirando – é tão difícil estar longe de quem a gente ama, principalmente quando ela está tão próxima de mim – eu fintei ele quando disse ‘quando ela está tão próxima de mim’ e lentamente afastei os meus olhos dele, não lhe resistia.
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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Eros Lecter em Seg Fev 14, 2011 6:25 am



    Something in the way she knows

    And all I have to do is think of her

    Something in the things she shows me



    Eros estava chegando à conclusão quer amar doía. Era uma dor não poder ter tomar nos braços Alice, dizer que a amava desde a primeira que a viu, beijar os lábios delas, e esquecer que o mundo à volta, um mundo sem nenhuma importância quando ela estava nos braços dele. E doía ter esse sonho sem imaginar que ele podia se realizar. A doce ilusão de algo que você não pode ter, doce amargo da desilusão.

    Talvez fosse a coisa mais dolorida o fato de os dois estarem enganados em relação ao outro, uma falha de comunicação, onde se descobrissem que um amava o outro, apesar de uma situação difícil, as coisas seriam mais fáceis. Contudo, nada nessa vida é fácil, principalmente no que se diz respeito ao amor, e nisso, os dois eram azarados e sortudos ao mesmo tempo, azarados por não saberem que podem ficar juntos, por mais difícil que seja, e sortudos por terem a sorte de receberem e darem um sentimento verdadeiro um para o outro.

    Mesmo sabendo que era um amor impossível, a razão ainda continuava de lado, o coração falava mais alto e dizia para ele não perder a esperança, por mais nula que ela pudesse parecer. Tolo da parte dele? Não se pode julgar os sentimentos, eles agem por conta própria, sorte seria se pudéssemos o controlar.

    E parece que o destino estava mais propício a seguir o coração deles do que a razão, porque Eros foi até seu lugar favorito, a Torre de Astronomia, e encontrou aquela que é dona de seu coração.

    Apesar do nervosismo, a conversa com ela fluía, a troca de olhares o entregava um pouco, mas Eros estava quase não dando mais importância para isso e se preocupando em se controlar para não a beijar.

    O assunto deles começava sempre da mesma maneira, sobre estrelas, algo que os dois tinham muito em comum. Mas dessa vez a conversa tomou o rumo dos sentimentos, onde as estrelas ficaram apenas secundárias. Depois de decidirem se tratar pelos primeiros nomes, como sempre estiveram habituados, Alice falou que era apenas mais uma aluna dele. Eros tratou a discordar, o que era verdade, Alice era a melhor aluna dele. Recebeu um sorriso em retribuição ao que lhe deu, um sorriso lindo, em seguida um desconcertado que fez a cabeça do Eros tombar para o lado admirando ele, se recompondo rapidamente, quando se deu conta do que fez. – Ótimas influências, do melhor. – Achava o pai dela o melhor astrônomo que já conheceu. Ficou olhando ela, quando as estrelas ganhavam atenção dos olhos lindos dela. – Concordo plenamente, linda. – Falava de Alice, e não das estrelas.

    Eles voltaram a se concentrar nas estrelas, temporariamente. Eros deu o telescópio para ela ver, mas ficando próximo a ela, sentindo o perfume dela, os corpos quase se encostando, e sentindo o seu coração quase saindo pela boca. Ela comentou que a estrela estava linda, e ele se perdeu nas palavras. Sorriu tímido em resposta ao sorriso dela, baixando o olhar e depois voltando a observá-la, apaixonado. – É, essa estrela está com um brilho especial hoje. – Fala sem tirar os olhos dela, falando dela, usando a estrela como pretexto.

    Ele se perde novamente no sorriso dela, e aos poucos vai se aproximando, alternando o olhar entre a boca dela e os olhos dela. Quando estava bem próximo e se deu conta disso, se afastou rápido, e foi até o parapeito da Torre. Suspirou e começou um desabafo, se arrependendo ao final do que falou, com medo de que ela percebesse que era dela que ele estava falando.

    Ele sentia o olhar dela nele, mas estava com medo de retribuir ele e dessa vez não conseguir se controlar. – Entende? – Ele olha para ela curioso, mas sorri desanimado. – Sei como é que é. Querer abraçar, beijar, mas não poder, e se contentar apenas com a proximidade, porque é a única opção que se tem. – Suspira triste ao perceber que ela estava apaixonada por alguém, sem nem imaginar que esse alguém era ele mesmo. Apesar de sentir o olhar penetrante dela, achando que era apenas uma falsa ilusão que ele mesmo criou. – Ah, que sorte de quem você gosta, sabe, hum, é uma garota muito legal, esse garoto deve estar muito feliz. – Desvia o olhar dela evidentemente chateado com a noticia. Não se contenta, e acaba fazendo uma leve cena de ciúmes. – Ah, ele é da sua casa? Não é esses guris que ficam aprontando por aí né? Hum... – Vira para ela e sorri amarelo, passa a mão no cabelo. – Er... – Balança a cabeça negativamente. ¬ – Ah, me desculpe, não sou nada seu para ficar me metendo assim na sua vida. – Volta a desviar o olhar dela e a olhar para as estrelas, e fala bem baixinho, sem a intenção de ela escutar. – Inveja desse sortudo.

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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Alice Cobb em Seg Fev 21, 2011 3:03 am

'I'll be your dream I'll be your wish'



Nunca falaram que esconder os sentimentos era uma coisa fácil de se fazer, porque não era. Estou falando por experiencia própria, escondia os meus sentimentos por Eros de todo o mundo. Apenas eu e o meu diário sabíamos daqueles sentimentos, tinha horas que eu precisava de desabafar com alguém, alguém que me respondesse e não queria mais colocar todos aqueles sentimentos em meras folhas de papel que jamais me poderiam me dizer o que fazer. Por mais que eu quisesse contar para algumas pessoas os meus sentimentos sabia que não podia contar, tinha que pensar no que aconteceria a Eros se alguém soubesse… provavelmente ele seria despedido e aí sim jamais me queria ver.

Chacolhei a cabeça para afastar aqueles pensamentos, não sabia que que faria se ele fosse afastado de mim daquele jeito. Estava na torre de astronomia, sozinha até Eros chegar… desde do momento em que ouvi a voz dele todo o meu corpo ficou tenso, contraído e meu coração disparou, parecia querer saltar do peito.

A conversa com Eros estava ainda mais fácil do que era habitual, as palavras me saíam tão naturalmente que eu nem pensava no que falar, claro que o medo de escorregar nas palavras e falar que o amava me assustava, mas esse medo era tao insignificante que eu não queria pensar nele. Gostava de o sentir ao meu lado, se o sentir perto de mim, sentir que podia respirar o ar que ele respirava era já uma óptima coisa. A conversa tomou o rumo das estrelas, como habitualmente até que chegou ao ponto de nos começarmos a tratar pelo nome próprio, sentia o corpo dele perto de mim, minha linha de raciocínio era totalmente trava pela proximidade dele. Não sabia o que fazer, o que dizer, apenas sabia que ele não poderia se ir embora, precisava de o ter do meu lado… de sentir o calor que o corpo dele emanava no meu. Estava totalmente apaixonada por ele, ele era a minha droga e eu estava totalmente viciada nele… jamais me iria recuperar.

Os olhos dele cruzaram os meus e eu senti um arrepio percorrendo o meu corpo, sabia que tinha de o esquecer mas era demasiado doloroso pensar nisso, era doloroso demais colocar essa hipótese, esquece-lo, pensar que ele poderia beijar outra menina me partia o coração. Ele me perguntou se eu estava apaixonada, obviamente lhe disse que sim… mas comentei que não poderia estar com ele, tinha que o ver todos os dias mas jamais o poderia beijar ou sequer abraçar. - Sei como é que é. Querer abraçar, beijar, mas não poder, e se contentar apenas com a proximidade, porque é a única opção que se tem. – Senti meu coração se despedaçar em mil pedaços, segurei as lágrimas, tinha de sair dali. Eros não poderia me ver chorando, entenderia que algo estava acontecendo comigo e isso não poderia acontecer - – Ah, que sorte de quem você gosta, sabe, hum, é uma garota muito legal, esse garoto deve estar muito feliz.

Eu dei um pequeno sorriso – Ele não sabe… e pelo jeito jamais vai saber, apesar que ele mexe muito comigo – eu comentei apaixonada. Eros olhava o horizonte eu me levantei e fui até perto dele, precisava de o sentir perto, nem que fosse por escassos segundos - Ah, ele é da sua casa? Não é esses guris que ficam aprontando por aí né? Hum...- eu sei uma pequena risada arrumando o cabelo – não é… ele não apronta… ele é perfeito – comentei ainda mais apaixonada que antes – ele é tão perfeito que é um crime – falei o olhando

Ah, me desculpe, não sou nada seu para ficar me metendo assim na sua vida. – ele falou mas eu praticamente não ouvi, estava demasiado ocupada o admirando. Num impulso eu coloquei a minha mão sobre a dele – Sabe, tem coisas que as pessoas querem fazer a muito tempo – provavelmente iria levar uma detenção depois disso, mas só da felicidade que me iria trazer eu não queria mais saber – Coisas que não dá mais para esconder nem fingir que não existem – ele me olhava curiosa sem saber que eu me estava referindo ao meu amor por ele – mas eu não consigo mais fazer isso, não consigo mais fingir que não existe nada, que me é indiferente – eu falei sorrindo e lentamente me aproximei dele – porque não é indiferente, muito pelo contrario – e num impulso, meus lábios tocaram os dele num beijo que eu há muito desejava, a muito necessitado. Agora eu podia dizer que estava feliz, tinha beijado o amor da minha vida e não tinha ligado para as consequências daquele acto, por piores que elas pudessem parecer.
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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Eros Lecter em Qua Mar 02, 2011 1:41 am


    And I love her


    Tornava-se cada vez mais difícil ficar próximo dela sem poder reagir. Esconder, oprimir, guardar, soava como coisas tão erradas perto da dimensão desse sentimento que ele sentia por ela. Mas ele também sabia que era errado, os dois ficarem juntos, e também jurava pelo seu telescópio que ela nem dava bola para ele. A razão falava alto sempre nas horas que estava próximo dela, contudo, as coisas estavam mudando, e parece que o amor sempre prevalece, por mais perigosas que fossem as conseqüências.

    O destino estava conspirando a favor do sentimento. Eros que achava que teria a Torre de Astronomia somente para ele, teve uma maravilhosa surpresa com a presença de Alice ali. Por mais errado que ele soubesse que estava, perdia a noção das coisas perto dela. Sentia-se tão confortável com ela, tão feliz. Os assuntos tomavam os rumos sozinhos, a conversa fluía, os dois tinham muitas coisas em comum. Das estrelas partiram para os sentimentos. E sem querer, acabaram revelando um para o outro que os corações deles tinham donos, mas que era um “amor impossível”, e os dois estavam falando um do outro.

    Os olhos deles se cruzaram por segundos, mas para Eros foi um dos momentos mais belos daquele momento, o brilho do olhar dela, um olhar apaixonante e apaixonado. Ele suspirou e desabafou com ela, como era frustrante não poder ter quem amava. Ele ficou com ciúmes dela, ciúmes daquele que era o alvo da paixão dela, mas revelou que esse cara era de sorte.

    Ele estava um tanto longe dela, ela sentada e ele no parapeito. Ele não ousou olhar para ela quando ela falou, temia pelos seus atos. Ficou com mais ciúmes com as palavras dela, ela parecia tão apaixonada. Ele a sentiu se aproximando, sentiu o perfume dela mais forte, o calor do corpo dela perto do dele. Acabou tendo uma ceninha de ciúmes, rindo com a risada dela, se desculpando por ser tão intrometido. – Perfeito? – Sorri amarelo. Suspira chateado, mas sente o olhar dela nele, espia com os cantos dos olhos, e sorri apaixonado, ela era tão linda.

    Começou a escutar ela a falar novamente, fechou os olhos e baixou de leve a cabeça, até que sentiu um choque percorrer o corpo dele todo, e a fonte disso foi o toque da mão dela com a dele. Ele olhou para ela curioso, sem entender muito onde ela estava querendo chegar, o que queria falar, nervoso pelo toque dela. Não ousou interromper dela, sustentou o olhar penetrante que ela lhe dava. Ela foi se aproximando dele, as palavras dela estavam começando a fazer algum sentido para ele, parecia que ela gostava era dele. O coração de Eros estava disparado, conforme ela se aproximava mais, ele aumentava a velocidade, parecia que ia sair pela boca dele.

    Ele voltou a fechar os olhos e sentiu o gosto doce dos lábios dela, sorriu bobo, não acreditava que aquilo estava acontecendo. O primeiro passo havia sido dado, ele não iria retroceder. Entrelaçou a mão dela na dele e se aproximou mais dela, ficando com o corpo colado ao dela e cedeu ao beijo. Com a sua mão livre, acariciou o rosto dela, dando um beijo calmo, apaixonado, apesar da urgência de seu coração. Se fosse mais jovem, talvez o beijo seria com urgência, mas não era o caso dele. Depois de um longo tempo ele separou o beijo e olhou para ela sorrindo, sem dar importância a mais nada a não ser eles. – Eu te amo Alice Cobb. – A abraçou e voltou a beijá-la. – Guardo esse sentimento há tanto tempo, nunca achei que ele fosse se libertar. – Fala ao pé do ouvido dela, sem fôlego, abraçando ela bem forte.

    Eros acabará de dar o melhor beijo da vida dele, o beijo do amor.


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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Alice Cobb em Ter Mar 08, 2011 12:05 am


'I'll be your dream I'll be your wish'




Eu tinha sido imprudente, impulsiva… estava correndo um risco que não podia, que não queria correr. Estava sozinha na torre de astronomia até o Eros chegar, não que isso fosse uma coisa ruim, pelo contrário era muito bom até. A conversa entre nós fluía naturalmente, era como se tivéssemos a mesma idade, era como se não houvesse nenhum obstáculo entre nós, nada nos separasse. Claro que isso era uma doce ilusão do meu coração.

Eu já tinha entendido que jamais iria ficar com Eros, tinha que ser realista e meter na minha cabeça, de uma vez por todas, que Eros jamais estaria ao meu alcance. Primeiramente, ele era meu professor, aluno do meu pai… melhor, ex-aluno do meu pai. Sentia o meu coração acelerar cada vez que ele estava perto de mim, meu coração ficava despedaçado cada vez que ele falava com alguém da idade dele, quando o via sozinho com uma mulher. Sabia perfeitamente que não devia sentir aquilo que ele jamais olharia para mim de outro jeito que não fosse como sua aluna, quem sabe, sua irmã mais nova.

Sabia que não tinha o direito de sentir ciúmes de Eros, afinal, jamais ficaria com ele. Tentei afastar aqueles pensamentos da minha cabeça e continuar a falar com ele. As conversas com Eros eram fáceis, o tempo passava rapidamente. O olhava sorrateiramente, ele era tão lindo, tão perfeito para mim. A nossa conversa mudou rumo passando de estrelas para os nossos sentimentos. Notei que ele estava apaixonado, isso foi como uma facada no meu peito, segurei as lágrimas e fingi que estava tudo bem.

Mas na verdade não estava. A conversa continuava até que eu me aproximei dele, senti-lo ali tão perto de mim fazia o meu coração acelerar, parecia que ele saltaria do meu peito a qualquer momento. Aquela proximidade toda estava mexendo comigo, mais do que eu poderia imaginar. A minha mão tocou a dele, sentia o calor que o corpo dele emanava para o meu corpo, lentamente os meus lábios se colaram aos dele num beijo inocente. Sentia o meu coração disparar, sentia meus pés saírem do chão, me sentia levitar. As minhas mãos entrelaçaram as dele, senti ele corresponder ao meu beijo e isso me deixou totalmente sem jeito. Lentamente ele afastou os seus lábios dos meus, senti o meu rosto corar. – ah…er… - falei tentando me afastar dele.

Eros pegou na minha mãe e me puxou para perto dele e acariciou o meu rosto, não sabia o que fazer ou o que falar, fechei os olhos e os seus lábios tocaram nos meus novamente num beijo calmo o qual eu correspondi – Eu te amo Alice Cobb. – ele me abraçou e me beijou de novo, naquele momento eu fui as nuvens e voltei em milésimos de segundos – Guardo esse sentimento há tanto tempo, nunca achei que ele fosse se libertar. – eu sorri boba para ele, ele me amava – Você me ama - eu falei – você me ama – eu falei o abraçando, me sentia tão bem assim – Eu também te amo Eros… muito – falei lhe dando um selinho apaixonado
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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

Mensagem por Eros Lecter em Qui Maio 19, 2011 10:13 pm



    Baby, I'm your

    And I'll be yours until the stars fall from the sky



    Nós temos alguns sonhos que de tanto o sonharmos e não o alcançarmos, nos convencemos de que ele é impossível, mas sempre o guardamos dentro do nosso coração, atrelado a última e mais forte esperança.

    Eros possuía um sonho desses, um adquirido ao jantar pela primeira vez na casa do Professor Cobb. O dia exato que conheceu a filha dele, 6 anos mais nova que ele, com uma beleza que ele não viu em todos os lugares do mundo que passou, e a responsável por se colocar acima de algo que ele julgava a ser o que mais amava, as estrelas. Alice era a estrela mais amada por ele.

    Contudo, do mesmo modo de que conheceu o amor de sua vida, também conheceu a impossibilidade de o ter. Sabia que era um amor impossível, que se tornou mais ainda no dia em que ele alcançou um sonho de profissão, o de ser professor de Astronomia na Escola de Magia e Bruxaria Hogwarts. Alice era sua aluna, e a mais dedicada, pois tinha um gosto diferenciado por estrelas, herdado de seu pai astrônomo.

    Estava aprendendo a aprisionar um amor que jurava pela sua varinha não ser reciproco. Nunca passaria pela sua cabeça que Alice nutria o mesmo sentimento que ele, o de amor por ele.

    Na escola, passou a ser alvo de cantadas, tanto de alunas como de algumas professoras. Eros era um rapaz bonito, o professor mais novo que Hogwarts já teve, e era um ex-lufano, logo, uma pessoa querida e educada, adorada por todas.

    As coisas mudaram naquela noite. Quando ele achou que seria mais uma simples noite de observação de estrelas, se tornou o dia em que libertou o seu amor.

    Alice acabou indo para a Torre de Astronomia aquela noite, conversa vai, conversa vem. O papo fluía entre eles, os dois sempre se deram muito bem. Até que ao falarem de sentimentos, Eros revelou estar apaixonado, e Alice aos poucos foi se aproximando dele, até o beijá-lo. Ela havia dado o primeiro passo, mas agora ele estava indo de encontro a ele. Eros puxou e a beijo novamente, com calma, mas nutrido de muita paixão. Ele estava conseguindo se controlar bem, tamanha a urgência que tinha por beijar aqueles lábios macios e doces dela. Assim que separaram-se do beijo, Eros revelou o seu amor por ela, abraçando ela forte em seguida.

    Alice parecia não estar acreditando, repetiu 2 vezes que ele a amava. Eros apenas sorriu e concordou com a cabeça, seu coração estava disparado de uma maneira estrondosa, como se fosse uma chuva de cometas. E tudo se multiplicou quando ela falou que amava ele. Ele retribui o beijo de leve que ela deu e abraçou ela, tirando os pés da garota do chão, lhe dando outro beijo apaixonado. - Não acredito que meu sentimento é reciproco! - Sorri todo bobo. - Estou apaixonado por você desde a primeira vez que a vi, naquele dia que jantei na casa de seu pai. Mas mas, mas nunca imaginei que você também gostava de mim.

    Segura a mão dela, dando um beijo na face da mesma, depois a fazendo o abraçar, dando um beijinho na ponta do nariz da garota. Não conseguia pensar nas consequências de tudo aquilo na hora, o peso na consciência e a queda da ficha e consequentemente a analise das consequências e irregularidade de tudo aquilo, só viria depois. E ele não estava preocupado em se preocupar com isso no momento, queria curtir o que estava sonhando há muito tempo.

    – Eu te amo, eu te amo tanto! - Fala baixinho, sorrindo de uma maneira muito fofa, dando outro beijo em Alice, agora mais liberto, mas extrovertido, mas mesmo assim, apaixonado.

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Re: 06/09 | Torre de Astronomia - noite

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