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15 de Outubro
sexta-feira
a temperatura agradável permite que os habitantes de Hogwarts andem com roupas leves. Durante o dia o céu é claro e bonito, fazendo com que os jardins fiquem lotados por alunos em busca de um banho de sol. A noite o céu é estrelado e há um grande movimento de alunos em direção a Hogsmeade por causa de uma festa que o diretor permitiu a presença destes.
AÇÕES:
- aula de aritmancia para o 7° ano
- aula de poções para o 6° ano
- festa no Pub MixysBars, em Hogsmeade




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06/09 | Cemitério - manhã

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06/09 | Cemitério - manhã

Mensagem por Ben Coleman em Qua Jan 26, 2011 5:57 pm




Hogwarts é um ótimo lugar... Para quem segue regras, mas pra mim, não era. Odeio regras, as mais exigentes então, são as que eu mais quebro. Estava muito precisando falar com o Chris, o difícil era achá-lo, precisava falar sobre as minhas ‘Visões’ isso tava me assustando cada vez mais. A ultima vez que avia falado com ele já tinha mais ou menos um mês, e ele disse que no nosso próximo encontro iria me dar uma coisa. Eu confiava nele, era a única pessoa da minha família que ainda me dava atenção, tudo bem que ele era um Comensal, mas ele tinha seus motivos e eu o entendia.

Hogwarts estava um saco eu não iria perder meu tempo assistindo o jogo de Quadribol da Grifinória contra Corvinal, sendo que se fosse a Sonserina iria ganhar novamente de todos. Estávamos liberados para ir para Hogmeade e eu não iria perder essa chance de encontrar com ele, ele por diversas vezes me disse pra mim larga Hogwarts que ele iria me ensinar todos os feitiços que eu precisaria, mas agora não de um tempo pra cá ele queria que eu ficasse em Hogwarts pra ficar informando o que esta acontecendo em Hogwarts, mas ele não pode fazer aparições em publico, pois ele é procurando pelo Ministério da Magia, e nunca iria permitir isso, por mim ele nunca iria ser pego.

Andando sem destino por Hogmeade, resolvi visitar o tumulo da minha mãe, estava com saudades, tirando meu irmão ela era a única pessoa que me compreendia, e que cuidava muito bem do meu dom, lógico que meu irmão sabe, mas o meu segredo foi enterrado com minha mãe. E só quem sabe agora é o Chris, e Julliet. Tinha que contar para o Will sei que ele iria me ajudar. Chegando ao cemitério, me ajoelhei no tumulo dela, limpando um pouco de sujeira que tinha ali. Logo após de conversar com ela alguns minutos em silencio senti uma presença ali me virei para ver quem era mas não vi ninguém. - Quem esta ai? - Falei com um tom meio agresivo, retirando minha varinha do bolso.



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Re: 06/09 | Cemitério - manhã

Mensagem por Christopher Coleman em Qui Jan 27, 2011 10:20 pm



HEY LITTLE BROTHER,
you were always so far away


Viver em um prédio abandonado, migrando pelas ruas todos os dias, se escondendo dos idiotas do Ministério já se tornara aquilo que eu considerava rotina e, como todos sabem, ninguém gosta muito das rotinas. Eu, especificamente, não era do tipo que as reverenciava, contudo sabia que sair dos eixos traria conseqüências péssimas. Desde que Sean Powter, um homem por volta de seus 36 anos, foi pego pelo Ministério em uma emboscada e abriu a boca para dar-lhes alguns nomes, nós, os Comensais da Morte, tivemos que redobrar a atenção e sermos mais cuidadosos em relação a nossa identidade e ao local que denominávamos como sede. Por sorte, encontramos o lugar perfeito, evitando assim a necessidade de nos afastarmos demasiadamente, o que facilitava bastante conseguir informações de todos os pontos da vila bruxa, além do fato de que, assim, eu tinha meu irmão caçula por perto e nosso líder, seus dois filhos. A situação era, no mínimo, considerada crítica e todo cuidado era pouco desde que Powter deu com as línguas nos dentes, sendo que dias após revelar meu nome ao Ministério, conseguiu fugir enquanto era levado para Azkaban e voltou a pedir abrigo. Obviamente, traição em meio aos Comensais tem uma única solução: morte sem misericórdia, pois, por incrível que pareça, existe um quesito indispensável quando se tem a vida em jogo e este nada mais é do que a lealdade. Não lealdade por sentirmo-nos parte de uma família, mas sim pelo o simples motivo de garantir a sobrevivência do grupo. No momento, estávamos mais focados em “deixar a poeira abaixar” já que desde o último ataque que tivemos, o que Luke friamente assassinou um homem na frente de dois estudantes de Hogwarts, qualquer ação que pudesse ser considerada suspeita para o Ministério da Magia estava previamente sendo cancelada, pois nosso objetivo não era ainda amedrontar a sociedade bruxa e mostrar poder, estamos visando apenas o fortalecimento.

Apesar de meu último contato com Benjamin ter sido a mais de um mês, notar que um passeio a Hogsmeade acontecia foi incrivelmente fácil, afinal não era sempre que se avistava adolescentes perambulado de um jeito irritantemente alegre pelas ruas. Tê-los ali, enchendo as ruas e falando tão alto que até as pessoas dentro das lojas com todas as portas e janelas fechadas era capaz de escutar, era uma noticia relevantemente satisfatória. Não por se tratarem de alvos fáceis, porque se fosse caracterizá-los, estaria mais para “ridiculamente inofensivos”, mas porque eles davam a vantagem da locomoção. Com ruas abarrotadas de gente, passar despercebido se tornava uma tarefa entediante, acabada com qualquer tipo de sensação de adrenalina, porém facilitada um bocado as coisas. Como os verdadeiros momentos familiares eram raros, uma vez que era apenas eu e o meu irmão, já que minha mãe foi brutalmente assassinada quando eu tinha 15 anos e Ben por volta dos 10. Meu pai, ao menos comigo, não tinha mais contado. A relação dele com meu irmão não era algo que me interessava, portanto, evitava saber. Desde que me tornara comensal, o Sr. Coleman me quis afastado de si, inclusive tentou com todas as suas forças evitar que eu chegasse a prejudicar seu filho mais novo de algum modo, mas com o tempo aceitou o fato de que seu caçula honrava os motivos pelos quais foi parar na Sonserina e, bom, pouco me importa como ele lida com esse fator, desde que fique em silêncio. Eu, apesar de ter diversos quesitos para ter pertencido a mesma casa que meu irmão, fui parar na Corvinal. Acredito que talvez seja por em quase todos os momentos, a praticidade e a razão falar mais alto, ou porque quando minha mãe morreu e todos os sentimentos amargurados ganharam uma dimensão maior, faltava apenas dois anos para eu concluir meu ensino.

Era muito cedo desde que deixei a imundice do prédio abandonado e parti em busca de Ben, não podia ter a absoluta certeza de que encontraria o moleque, porém fazia muito tempo que eu esperava esse momento. Comunicação por cartas foi descartada, pois estas podiam ser apreendidas a qualquer momento, usar um feitiço que me levasse em partes até o salão comunal dele exigia cuidado extremo, o que justificava o porque nos falávamos tão pouco. Sabia que o garoto confiava em mim, às vezes até chegava a desconfiar que ele pretendia seguir meus passos e, se assim desejasse, eu estaria por perto para guiá-lo da melhor maneira possível, garantir que a entrada dele no mundo das trevas fosse completamente distinto do meu, ou seja, inteiramente intencional, não por causa de um destino traiçoeiro. Os dias de comunicação precária estavam contados, tinha dito a Ben que tinha algo para lhe entregar, mas que faria isso do jeito mais seguro, nada de enviar caixas para Hogwarts, e era exatamente por isso que o procurava. Conseguir rastrear alguém era questão de desenvolver uma habilidade e, como eu já fazia parte dos comensais há quase seis anos, a minha estava em um nível suficiente para fazer isso sem deixar muito na cara. Interceptei uma garotinha, geralmente elas são as mais fáceis de arrancar informações, possuem algum tipo de inocência e tendem a confiar nas pessoas que agem educadamente, mesmo sendo desconhecidos. Inventei que procurava por Ben Coleman, a expressão dela denunciou que sabia a quem eu me referia, disse-lhe que ele tinha esquecido uma sacola em minha loja e que queria devolver a ele, ela apontou uma direção, dizendo que o tinha visto por ali há algum tempo, e agindo desse modo, segui até a ultima pista sobre o paradeiro dele. Próximo a rua que eu me encontrava, havia um cemitério e, pelo instinto de deduzir as pessoas, foi o primeiro local que resolvi procurar. Ele estava lá, sozinho, ajoelhado na cova que continha o nome de nossa mãe, lamentando pela morte de Annabeth. - Quem esta ai? – ouvi-o dizer agressivamente ao levantar puxando a varinha do bolso, um sorriso satisfatório apareceu em meu rosto ao notar que o garoto ao menos conseguia perceber quando não estava sozinho. Desencostei da estátua e sem desfazer a espécie de sorriso, dei passos leves até deixar de usar a pedra de mármore como cobertura. – Um pouco mais de respeito, por favor – comentei, referindo-me ao tom agressivo que ele utilizara. – Surpreso em me ver, hã? – uma coisa era certa, ele nunca sabia quando eu iria aparecer ou não já que não o informava sobre onde estaria e também não combinava encontro nenhum. Obviamente eu sabia que isso irritava um pouco meu irmão, mas eu não podia arriscar ser pego. Quando ele perguntava por mim, a única coisa que eu dizia era “não procure por mim, deixa que eu te acho”. E era assim, quando precisava falar com o garoto, ia atrás dele na primeira oportunidade segura. – Veio visitar a mamãe? – perguntei, olhando para o tumulo dela, agora limpo por ele ter passado as mãos na pedra.


#POST 01
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Re: 06/09 | Cemitério - manhã

Mensagem por Ben Coleman em Sex Jan 28, 2011 12:50 am



Post #02#



Sim, não reconhecia mais o Chris, acho que ele estava passando muito tempo com os comensais da morte e isso estava afetando seu comportamento. O Chris nunca tinha me tratado daquela forma fria, mas eu não iria falar nada para ele, nada sobre seu novo comportamento, não queria brigas e sim, queria paz. O mundo que eu vivia na alegria, encantamentos e tudo mais que havia do bem estava sumindo aos poucos e acho que igualmente ao Chris minha personalidade de bonzinho estava sumindo ou até mesmo sendo trocada por uma personalidade, muito forte e ruim.

Estava sentado naquele banco meio gelado e com um só pensamento, a visão do assassinato que eu mesmo iria cometer, aquilo me martirizava a cada segundo que eu passasse pensando. O Chris queria falar algo que fizesse eu parar de chorar, mas a única coisa que conseguiu falar foi “Para de chorar, isso não resolve nada.” Sim, eu sei que chorar não adiantava nada, mas acho que ele não sabe que quando a pessoa esta muito cheia por dentro o único jeito de ficar melhor é chorando. “Olha, não quer quiser que só porque é uma visão, vá acontecer de verdade. Pode ser que daqui algum tempo essa realidade que você previu mude, já que as pessoas mudam constantemente de pensamentos e atitudes.”.

Eu tinha certeza que ele sabia que o que ele acabará de falar não tinha nada haver, certo que o destino muda, mas minhas visões sempre foram certas e era incapaz de esta errado desta vez, mas continuar calado era o melhor que eu poderia fazer, “E você pode evitar. Lembre-se que tudo é uma questão de escolha. Se isso mesmo chegar a acontecer e você junto com seus amigos estiverem prestes a matar um professor, basta dizer não. Não deve ser tão difícil assim, né?” respirei fundo – Mas eu tive essas visões e você está cansado de saber que quando tenho essas visões, é porque elas realmente iram acontecer. – Falei botando um ponto final naquela conversa. Acho que ele tinha entendido a mensagem do ponto final e ele só pegou a sua varinha e fez flores aparecerem no tumulo de minha mão, fiquei olhando por algum tempo “Lembra que eu disse que tinha algo para te entregar?” fui interrompido pelas palavras do Chris. Aah, sim, sim, me lembrava da tal coisa que ele iria me dá estava realmente curioso para saber o que era. – Lembro sim, e o que era? – Olhei para ele, foi quando veio na minha umas lembranças de quando eu era criança, eu e ele sentando no banco do lado de fora da nossa casa. Tempos bons aqueles.







Última edição por Ben Coleman em Qua Fev 02, 2011 8:21 pm, editado 1 vez(es)
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Re: 06/09 | Cemitério - manhã

Mensagem por Christopher Coleman em Dom Jan 30, 2011 4:28 pm

IN OUR FAMILY PORTRAIT, WE LOOK PRETTY HAPPY
Let’s play pretend, let's act like it comes naturally


Ao desencostar da estátua e finalmente entrar do campo de visão do ainda frequentante da escola de magia e bruxaria, o clima tenso que o envolvia pareceu vacilar. Observei meu irmão guardar a varinha e passar a mão no rosto, como se tirasse dali os vestígios de tristeza trazidos pela memória da mãe, esquecendo qualquer espécie de medo que o assolara ao acreditar que estava só. Medo ou valentia? A voz agressiva e o imediato gesto de defesa relevam que o garoto ficara surpreso, mas não permitia que seus sentimentos fossem identificados. Independente do que realmente fosse eu tinha motivos para me orgulhar pelos poucos segundos após ser notado, pois Ben tinha reagido e isso significava muito. Significava que, mesmo que ali tivesse uma pontada de medo, ele tinha total controle para salvar-se, ou ao menos, tentar. Eu não era do tipo que identificava emoções facilmente, mas conhecendo-o da maneira que conhecia, podia citar uma cadeia de sensações que transbordavam ali. Coleman estava carente, solitário, sentindo-se perdido e, principalmente, precisando de ajuda. Minha ajuda. Contudo, o que poderia eu oferecer sem colocar em risco nós dois? Era complicado, um beco sem saída. Bem, ao mesmo tempo em que era meu ultimo contato familiar, era quem poderia me por em ruínas. Comunicação era o problema. Eu precisava do garoto, mas não podia tê-lo muito tempo por perto, muito menos arriscar-me ser pego ao querer verificar como ele estava. Pretendia diminuir nossos encontros ainda mais e era por isso que estava aqui hoje, procurava uma solução segura. – Queria falar com você mesmo, mano. – balancei discretamente a cabeça, mostrando que compreendia. Eu também queria falar com ele, ou melhor, precisava. Um sorriso surgiu na face do sonserino, um daqueles que expressam felicidade ou algo parecido com isso, um sorriso que eu via em raríssimas ocasiões, sendo que raro era muito ainda para classificar a alegria que se passava em seu rosto. Chegava a ser estranho, parece inapropriado perceber que alguém ainda se importava comigo, estava habituado a conviver em uma espécie de regra do “cada um por si”. Benjamim, por outro lado, ainda era muito jovem, precisava de relações, algo que o fizesse sentir-se especial. Buscava por atenção e carinho onde quer que fosse, mesmo que isso significasse lamentar-se no túmulo de nossa falecida mãe. Era difícil para ele conviver com o dom que tinha sem poder compartilhá-lo 100%, não ter os pais por perto e manter a sete chaves que seu irmão é um assassino. Muito peso para uma pessoa só, ainda mais para alguém tão jovem. – Você sabe que gosto de tirar tudo que fica guardado dentro de mim. – ele mencionou, olhando triste para o lugar que jazia a mulher que lhe dera a vida. Inclinei a cabeça, era de partir o coração tamanha demonstração de amor por alguém que sequer existia mais. Claro que eu amava a minha mãe, contudo já a tinha superado. Aprendi a conviver com a perda e causar perdas. Tirar tudo o que guarda por dentro, ele havia dito. Eu buscava sentido, qualquer coisa que me explicasse como demonstrar sentimentos poderia ser bom sendo que eles apenas nos deixavam vulneráveis. – Apenas não faça isso com as pessoas erradas, qualquer passo em falso seu e eu recebo as conseqüências. – disse, referindo-me ao fato de que ele chegasse a desabafar com pessoas de pouca confiança e alguma informação vazasse sobre o paradeiro dos Comensais. - Apesar de que um túmulo me parece bem adequado. – dei um soquinho em seu ombro, exatamente como fazia quando éramos menores e Ben parecia entristecido. A piada podia soar inconveniente, contudo sete anos se passaram desde o assassinato de Annabeth Coleman, já havia passado a hora de lamentar-se por ela.

- Eu tive uma visão.
– fiquei imóvel, aguardando que ele continuasse. Sabia que meu irmão tinha muitas visões, mas pelo o que ele tinha dito a ultima vez que conversamos, elas estavam cada vez mais freqüentes. - Era muito complexa – fiz um gesto com as mãos, indicando que ele procedesse. – Eu sei que o Will e Julliet estavam envolvidos e eu matava um professor – ele sentou-se em um banco próximo ao tumulo, parecendo-me bem atordoado. – Mas porque eu? O Will também matava um professor, sendo que já tinha uma pessoa morta na tal sala. A Julliet estava chorando muito... E depois disso não via mais nada, a visão acabou. – ele levantou o rosto em minha direção e fios de lágrimas brilhavam em meio a sua pele clara. Nunca fui bom em confortar as pessoas, mas com Ben eu sempre fazia um esforço. Andei a passos largos até ele, sentando-me ao seu lado, meio pensando no que dizer, meio tentando analisar a visão. Porque ele? Eu não tinha resposta para isso, supostamente, ninguém tinha. Maldição familiar talvez. O filho mais velho que tinha tudo para se dar bem na vida acaba virando um assassino por meio de um obsessão amorosa e quando se dá conta, não tem mais volta. O mais novo, por sua vez, tem visões trágicas e no fundo tem uma grande chance de tomar o mesmo destino que eu. – Para de chorar, isso não resolve nada. – suspirei, sem de fato saber como começar. Era constrangedor, mas evitar visões não era algo com o qual eu podia lidar, mesmo se essas fossem idênticas a pesadelos. Olhei para o garoto, acreditando que perdera um pouco do jeito para bancar o irmão mais velho, pois quando o lugar em que se vive as relações não são grande coisa, você acaba se acostumando a não tê-las. – Olha, não quer quiser que só porque é uma visão, vá acontecer de verdade. Pode ser que daqui algum tempo essa realidade que você previu mude, já que as pessoas mudam constantemente de pensamentos e atitudes. – cocei a cabeça, torcendo para que isso servisse ao menos para fazê-lo parar de chorar. Não tinha absoluta certeza de nada que tinha dito, sequer que visões pudessem ser alteradas, mas se isso fizesse Ben sentir-se melhor, pra mim servia – E você pode evitar. Lembre-se que tudo é uma questão de escolha. Se isso mesmo chegar a acontecer e você junto com seus amigos estiverem prestes a matar um professor, basta dizer não. Não deve ser tão difícil assim, né? – certo que não estava levando em consideração a situação que estava envolvida ali, contudo algo que levava a um assassinato nunca era simples, Ben podia muito bem estar matando um professor por ele ter descoberto sobre mim, ou quem sabe até lá ele já estivesse tão envolvido com a magia negra que matar seria o único jeito de evitar que a verdade se espalhasse. Poderia ser milhares de motivos. Poderia ser a primeira vez que ele mataria alguém. Em um feitiço não verbal fiz flores brancas aparecerem sobre o tumulo de minha mãe, sendo elas a única coisa bela no meio de tantas covas e plantas apodrecidas, olhei-as por um tempo, depois olhei para meu irmão. – Lembra que eu disse que tinha algo para te entregar?


#POST 02
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Re: 06/09 | Cemitério - manhã

Mensagem por Ben Coleman em Qua Fev 02, 2011 8:23 pm



Post #03#



Sim, não reconhecia mais o Chris, acho que ele estava passando muito tempo com os comensais da morte e isso estava afetando seu comportamento. O Chris nunca tinha me tratado daquela forma fria, mas eu não iria falar nada para ele, nada sobre seu novo comportamento, não queria brigas e sim, queria paz. O mundo que eu vivia na alegria, encantamentos e tudo mais que havia do bem estava sumindo aos poucos e acho que igualmente ao Chris minha personalidade de bonzinho estava sumindo ou até mesmo sendo trocada por uma personalidade, muito forte e ruim.

Estava sentado naquele banco meio gelado e com um só pensamento, a visão do assassinato que eu mesmo iria cometer, aquilo me martirizava a cada segundo que eu passasse pensando. O Chris queria falar algo que fizesse eu parar de chorar, mas a única coisa que conseguiu falar foi “Para de chorar, isso não resolve nada.” Sim, eu sei que chorar não adiantava nada, mas acho que ele não sabe que quando a pessoa esta muito cheia por dentro o único jeito de ficar melhor é chorando. “Olha, não quer quiser que só porque é uma visão, vá acontecer de verdade. Pode ser que daqui algum tempo essa realidade que você previu mude, já que as pessoas mudam constantemente de pensamentos e atitudes.”.

Eu tinha certeza que ele sabia que o que ele acabará de falar não tinha nada haver, certo que o destino muda, mas minhas visões sempre foram certas e era incapaz de esta errado desta vez, mas continuar calado era o melhor que eu poderia fazer, “E você pode evitar. Lembre-se que tudo é uma questão de escolha. Se isso mesmo chegar a acontecer e você junto com seus amigos estiverem prestes a matar um professor, basta dizer não. Não deve ser tão difícil assim, né?” respirei fundo – Mas eu tive essas visões e você está cansado de saber que quando tenho essas visões, é porque elas realmente iram acontecer. – Falei botando um ponto final naquela conversa. Acho que ele tinha entendido a mensagem do ponto final e ele só pegou a sua varinha e fez flores aparecerem no tumulo de minha mão, fiquei olhando por algum tempo “Lembra que eu disse que tinha algo para te entregar?” fui interrompido pelas palavras do Chris. Aah, sim, sim, me lembrava da tal coisa que ele iria me dá estava realmente curioso para saber o que era. – Lembro sim, e o que era? – Olhei para ele, foi quando veio na minha umas lembranças de quando eu era criança, eu e ele sentando no banco do lado de fora da nossa casa. Tempos bons aqueles.





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Re: 06/09 | Cemitério - manhã

Mensagem por Christopher Coleman em Sex Fev 04, 2011 3:45 am

MIRROR,
I'm seeing a new reflection

Escutei atentamente o que meu irmão tinha para contar sobre sua visão mais recente e, ao ver que aquilo o deixava emocionalmente abalado, me fez ficar sem reação. A maneira nova com a qual eu convivia a um bom tempo já tinha me feito esquecer que as pessoas tinham sentimentos ou que se esforçavam muito para escondê-los, contudo Ben não tinha a necessidade de evitar qualquer tipo de fraqueza perto de mim. Queria mostrar a ele que podia ser exatamente assim, sem precisar esconder o que sentia por dentro, porém a única coisa que consegui foi pedir para que ele parasse de chorar. Tinha perdido o jeito de lidar com esse tipo de situação devido a falta de contato com as emoções, não só com as dos outros, as minhas também pareciam meio...mortas. Suspirei, vendo que pouco adiantaria pedir para que ele parasse com as lágrimas. Ajeitei-me no banco, com movimentos rígidos e característicos de quem se encontrava constrangido, mas não deixei o silêncio se estabelecer. Disse qualquer coisa que supostamente pudesse confortá-lo, que pudessem fazê-lo sentir-se melhor mesmo que só por alguns minutos, mas o garoto percebeu que grande parte daquilo tudo não passava de besteira. – Mas eu tive essas visões e você está cansado de saber que quando tenho essas visões, é porque elas realmente iram acontecer. - Ele disse após uma respiração profunda. Trinquei os dentes, eu tinha tentado. Por mais que detestasse quando Ben discordava, ele tinha razão. As visões dele nunca deixaram de acontecer e, visões geralmente são previsões do futuro, do destino. Não temos como evitar o destino, eu não fui capaz de evitar o meu. A questão era: Como fazê-lo esquecer-se dessas previsões? A única resposta que eu tinha era a impossibilidade, não tinha como esquecer algo que decorria dentro da sua própria cabeça, ainda mais se tratando de ocorrências fortes e trágicas. Ele precisava aprender a conviver com isso. – Eu sei, apenas tentei ajudar. – inutilmente pelo visto, já que ele pôs um ponto final no assunto. Na minha consciência inventar uma situação de probabilidade baixíssima, como era a de ele evitar a morte dos professores, era a mesma coisa que ajudar. Dei de ombros, fora a minha melhor tentativa, do resto poderia apenas dizer que ele não podia fazer nada e que mataria alguém, mas o pequeno discordando de mim sabia da verdade, o que evitava palavras para esclarecer.

Puxei a minha varinha de dentro do casaco e apontei-a em direção ao túmulo que jazia a nossa frente, criando ali flores de uma brancura que se destacava no meio da cor do chão e da sujeira que encobria o local. Olhei-as por um tempo enquanto o silêncio prevalecia, retomando questões passadas a vários anos, buscando o erro que me levara a lutar pela sobrevivência. Uma longa história que não merecia ser contada, não era uma das muito boas. Não me lembrava de alguma vez ter contado a Ben como me tornei comensal da morte, também não recordava se ele alguma vez perguntara sobre isso, não era algo que eu gostava muito de comentar, olhei-o esperando que lembranças solucionassem essa minha dúvida, mas quando ele virou o rosto em minha direção, a pergunta foi totalmente diferente. Questionei-o se recordava do real objetivo que me trazia aqui, o de lhe entregar algo. – Lembro sim, e o que era? – a curiosidade dele era visível e compreensível afinal eu tinha falado que tinha que entregar uma coisa e depois o fiz esperar quase um mês sem noticia alguma. Um sorriso ameno brotou em meus lábios, conseguir o objeto não foi uma tarefa das mais fáceis, mas agora eu o tinha embrulhado em um pano dentro do meu casaco. – Considere como um presente. – murmurei enquanto retirava o embrulho de dentro da blusa e o colocava no colo. Certifiquei-me que ele prestava atenção e cuidadosamente levantando o pano escuro, peguei um dos pares do pequeno espelho que ali estava. – Você reclama muito que não consegue falar comigo e que não tem com quem conversar sobre as coisas que se passam ai dentro. – indiquei a cabeça dele com a mão livre e no reflexo do espelho observava nós dois. – É um espelho de duas faces. Acho que já ouviu falar dele, não é? – como nos comunicarmos havia se tornado complicado, eu tinha procurado por uma alternativa que me fizesse mais presente na vida de Ben, pois eu era o parente mais próximo dele, não queria que ele achasse que estava sozinho, ainda mais quando estava tendo tantas dificuldades para administrar suas visões. – É só você dizer o meu nome na frente do espelho e eu apareço nele. – expliquei, entregando um par para o garoto e voltando a envolver o outro no pano, colocando-o de volta no bolso do casado.

#POST 03
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Re: 06/09 | Cemitério - manhã

Mensagem por Ben Coleman em Qua Mar 02, 2011 4:15 pm



Post #04#



Já não sabia mais o que eu iria fazer naquela merda de escola, não tolerava mais todas aquelas coisas enjoadas, todas aquelas regras inúteis. Não tinha mais nada para fazer lá, feitiços? Já sabia de quase todos tinha uma lista enorme de feitiços úteis para mim, e pense numa lista enorme, todo livro que lia escrevia na lista, tinha feitiço que desde o meu 3º ano já sabia conjurar que muitos alunos do 7º não sabiam ainda. Então estava pronto para tudo, ate mesmo pra seguir o que sempre vinha na minha cabeça, ser como meu irmão, ser um comensal, estava disposto para tudo e eu faria qualquer coisa para que isso acontecesse.

Estávamos ali sentados naquele banco olhando pro tumulo da mamãe, olhando e relembrando os velhos tempos, mas passado agente se vivi no museu e não aqui, não queria mais chorar eu tinha que ficar feliz por pelo menos ter meu irmão que se importava comigo. Ele quebrou o silencio falando sobre um presente que disse que avia me falado, sorri pra ele limpando as pequenas gotas que aviam de lagrimas nos meus olhos. “Considere como um presente.” Sacudi a cabeça como que respondia ‘sim’ e fiquei observando ele tirar um embrulho da blusa e abri um pano escuro, sim já tinha ouvido falar daquilo “Você reclama muito que não consegue falar comigo e que não tem com quem conversar sobre as coisas que se passam ai dentro.” Ele apontou pra minha cabeça “É um espelho de duas faces. Acho que já ouviu falar dele, não é?” Sacudi a cabeça novamente – Já li muito sobre isso – falei olhando pra ele.

Já tinha lido muito sobre isso e sobre o vira-tempo, dois objetos que mais admirava no mundo mágico e o bom que hoje tenho um e ainda mais que eu poderia falar com meu irmão todo tempo. “É só você dizer o meu nome na frente do espelho e eu apareço nele.” Olhei pra o espelho por um tempo e depois olhei pra o Chris – Obrigado, mano! – Falei abraçando ele com força, um abraço que fazia tem que não tinha dado ou recebido, passamos um tempo assim, depois no soltamos e olhando pra ele – Como está sendo suas missões?... – guardei o espelho na jaqueta - ...Espero que não esteja se arriscando demais como esta fazendo agora. – Falei olhando ao redor, pra ver se não tinha nenhum auror ou alguém a vista.






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Re: 06/09 | Cemitério - manhã

Mensagem por Christopher Coleman em Sab Mar 05, 2011 7:05 pm

SAFEST PLACE TO HIDE
oh, we're such damn fools...


Depois de Ben deixar algumas lágrimas escorrem pelo seu rosto jovem devido aos problemas pelo qual passava recentemente, tentei confortá-lo da melhor maneira que achava condizente, porém o garoto rebateu minhas respostas ao medo que lhe afligia e não me restou opção a não ser ficar quieto e aceitar a maneira como ele encerrou o assunto. Uma hora ou outra sabia que teríamos uma conversa parecida novamente e eu imaginava quais seriam as surpresas que as tais visões trariam já que agora envolviam até morte de pessoas aparentemente inocentes. Não me agradava muito a idéia de meu irmão matar alguém, era como se no fundo isso me dissesse que ele estragaria a vida dele, como eu fiz com a minha, contudo eu não tinha base para lhe ensinar outra maneira de viver uma vez que eu era quem era. Isso me colocava em um beco sem saída, pois era o único exemplo de família a seguir e honestamente não me considerava alguém exemplar. Admito que no começo matar alguém me assolava por dentro, mas depois de anos a gente acostuma e, agora, era indiferente, apenas fazia o que era preciso. Respirei fundo, ainda sentado no banco diante o túmulo gasto pelo tempo, remetendo algumas lembranças da minha falecida mãe. Depois de um silêncio desagradável, resolvi dizer sem mais enrolar o que realmente me levara a esse encontro. Retirando o espelho de duas faces do casaco pedi a meu irmão que considerasse o objeto como um presente e ele sacudiu a cabeça com veemência, com um ar decidido que antes não podia ser visto, secando as gotas salgadas do rosto com as mãos. Em algum momento em que não percebi, Ben deixou a sua fragilidade de lado e resolveu assumir o comando. Perguntei se ela já ouvira falar sobre o espelho de duas faces: - Já li muito sobre isso – ele respondeu, me olhando. Sorri singelamente e expliquei brevemente como a magia do espelho funcionava, pois presumia que ele já, em algum momento, tivesse adquirido conhecimento sobre o inusitado objeto. Entreguei-lhe o espelho e esperei enquanto o garoto observa o presente em um misto de encantamento e, pelo que me pareceu, alegria. – Obrigado, mano! – abri a boca para imediatamente dizer que não fora nada demais apesar do trabalho imenso que me custou conseguir o espelho, porém as palavras não saíram, apenas fiquei estático devido ao forte abraço que ele me dava. Não estava acostumado com abraços e, pela segunda vez hoje, o Coleman mais novo repetia esse gesto, me deixando mais uma vez, meio sem graça. Envolvi os braços em volta dele, abraçando-o também, ainda meio constrangido. Se ele precisava que eu o abraçasse para que ficasse claro que precisava contar comigo, então assim eu faria, mesmo não adorando a idéia.

Quando Ben finalmente me soltou, ajeitei-me no banco, encostando as costas neste, voltando a admirar as flores sobre o túmulo. Sentia os olhos do garoto focado no meu rosto, mas não me virei para olhá-lo. – Como está sendo suas missões?... – olhei de relance para esse que agora colocava o espelho dentro da jaqueta, da mesma maneira que eu tinha feito com o meu. Esperava que o sonserino tomasse cuidado com o presente, afinal eu não tinha arrumado ele de uma forma, por assim dizer, legal. Minhas missões? Bom, depois de Powter ter revelado meu nome ao ministério, não podia me arriscar tanto fazendo missões por ai. Dan preferia que eu deixasse a poeira baixar antes de voltar a me dar alguma coisa decente para realizar, enquanto isso os Spencer estavam ocupados fazendo a parte deles mais a minha. - ...Espero que não esteja se arriscando demais como esta fazendo agora. – ele olhou com urgência para os lados, verificando se estávamos realmente a sós. Como imitação, passei os olhos pelo local vazio e silencioso, apesar de ser um cemitério e estar imundo, era até um local bonito. Cheio de alguns detalhes como fotos ou estátuas grandes destacando-se e trazendo a tona a lembrança de pessoas já mortas. Depois de andar pelas ruas abarrotadas de gente, ficar sentado em um banco em um local isolado não oferecia tanto risco, mas prevenção era algo que eu ainda precisava manter. – Vir aqui foi a coisa mais arriscada que eu fiz durante a semana inteira, então não se preocupe. – disse dando de ombros. – Por causa do Ministério eu fui afastado das missões legais e obrigado a ficar trancafiado dentro de um... – Deixei a frase morrer, não podia revelar a ele sobre prédio abandonado. – Lugar seguro. – completei, levantando devagar. Apesar de toda a segurança e cuidado que queriam que eu tivesse, eu ainda me arriscava a andar pela vila bruxa em plena luz do dia. Obviamente porque ficar trancafiado era horrível e, no momento, Benjamin precisava mesmo de mim. – Guarda bem esse espelho e não conte como o conseguiu pra ninguém. – cocei a nunca, precisa ir embora. Voltar para o prédio abandonado antes que alguém desse por minha falta. – Preciso ir agora... Hãn, se cuida garoto. – disse batendo de leve no ombro dele antes de virar de costas e tomar o caminho de volta para a sede dos comensais.

#POST 04
OFF: AÇÕES FINALIZADAS. ROOH,SE PRECISAR QUE EDITE ALGO, AVISA ;*

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Christopher Coleman
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Re: 06/09 | Cemitério - manhã

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