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15 de Outubro
sexta-feira
a temperatura agradável permite que os habitantes de Hogwarts andem com roupas leves. Durante o dia o céu é claro e bonito, fazendo com que os jardins fiquem lotados por alunos em busca de um banho de sol. A noite o céu é estrelado e há um grande movimento de alunos em direção a Hogsmeade por causa de uma festa que o diretor permitiu a presença destes.
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06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

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06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Stephan Monaghan em Ter Fev 08, 2011 10:49 pm

Seph nunca pensou que sentar-se no salão comunal da Sonserina poderia um dia ser tão desconfortável. Os sinais foram claros durante o jogo de quadribol: seus colegas não mais hesitariam em demonstrar sua reprovação ao casamento de Seph. Nos dias anteriores, tudo ainda era novo, a notícia ainda se espalhava, e o impacto ainda não havia sido sentido. Torcer pela esposa durante o jogo parecia ter sido a gota d`água.

O garoto estava sentado em um luxuoso sofá de estofamento prateado, mobília de alto padrão que só poderia ser encontrada naquele salão comunal. Era privativa da sonserina, assim como as obrigações esmagadoras, a politicagem traiçoeira entre seus membros e uma existência de constantes conflitos. Seph tinha uma revista aberta em seu colo, algo que seu pai havia lhe mandado e falava sobre comércio entre bruxos. Mas ele não estava realmente lendo. Estava distraído por lembranças de quando havia sido confrontado por seus colegas sonserinos pela primeira vez, por causa de Nicolle. Seph não havia reagido. Ouviu, explicou suas próprias razões, e por fim concordou em terminar com a garota, "limpando seu bom nome".

Dessa vez seria diferente. Seph não iria recuar. Ele tinha planos para convencer até mesmo aos seus pais, e não seriam meros adolescentes capazes de fazer com que desistisse de Evy. Óbvio, isso não significaria que o enfrentamento seria fácil. Pelo contrário, ele teria as pessoas mais desprezíveis de toda Hogwarts determinadas a fazer de sua vida um inferno. Estava preocupado, não poderia negar. Até mesmo assustado. Mas ele não deveria ser o único a temer. Seph não era nenhum lufano abobalhado, era sonserino até os ossos. Poderia perfeitamente ser o pior deles. Quem ali era um assassino?

E era por isso que estava sentado ali, no meio do salão comunal. Seph poderia estar no dormitório, escondido em meio aos seus lençóis. Mas aquilo apenas pioraria as coisas. Seu plano era seguir com uma vida normal, e esperar as investidas. Quanto mais se escondesse, mais precisaria viver temendo o que precisaria enfrentar.

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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Seg Fev 14, 2011 2:34 am



A Lua no alto do céu brilhava, parcialmente escondida pelas nuvens, sendo a única fonte que iluminava a noite escura, para além da luz vinda das janelas da enorme Hogwarts. Marcada pelos leves chuviscos que se faziam sentir, Colleen sentia a temperatura da noite baixar à medida que caminhava pelos corredores em direcção ao seu salão comunal. A temperatura do dia diminuíra, e a diferença fazia-se sentir particularmente no interior da fria masmorras, que em altura alguma do dia era banhada pelos raios do sol. Por isso, a garota apenas desejava chegar à parede de pedra atrás da qual se escondia o salão no interior do qual podia esperar um ambiente bastante mais acolhedor que o exterior.

Conhecendo o espaço subterrâneo como conhecia, pouco tempo depois entrava através da porta que dava lugar àquele que era provavelmente o espaço mais luxuoso do castelo. Notou alguns olhares postos em si assim que entrou, mas que logo voltavam de novo a atenção para o que faziam antes, depois de verem quem entrara. Analisou a sala com o olhar, notando os vários grupos de pessoas, ou reunidos em volta de mesas, ou sentado em sofás conversando animadamente. Nada que não fosse usual numa noite de sábado, em que a grande maioria dos jovens aproveitava para relaxar no comunal em vez de recolher cedo para os dormitórios.

Mas no meio dos vários grupinhos, um sonserino particular atraiu a sua atenção. Não pelo facto de se encontrar sozinho num dos sofás, com uma revista ao colo, mas sim por ser provavelmente aquele membro da casa que em mais polémicas estivera envolvido desde o começo do ano. Colleen caminhou na direcção de Stephan, pensando nas várias formas de o abordar. Não seria difícil arranjar motivo de conversa para animar a noite. No entanto, passar logo ao ataque seria fácil de mais, para além de que imaginava que por aquela altura, o garoto estivesse mais que à espera disso.

Seleccionou uma poltrona disposta quase perpendicularmente ao sofá em que Stephan se encontrava, podendo assim sentar-se de forma a encará-lo de frente. E foi isso que fez. Sentou-se com naturalidade, com o olhar perdido no crepitar da lareira ao fundo do salão, abrindo a conversa, de forma neutra, como se poderia dirigir a qualquer pessoa. - Longo dia. Sabe bem poder finalmente descansar um pouco – O comentário inocente saiu da sua boca quase como um desabafo. Nenhum sinal de amistosidade ou ironia podia ser detectado na sua voz. De facto, aquele dia fora marcado não apenas pela partida de Quadribol, mas também pela ida a Hogsmead, pelo que a demonstração de cansaço era mais que aceitável. E era isso que tencionava. Não afastar já o garoto.

Encostada confortavelmente às costas da poltrona, elevou as pernas, ajeitando-as também sobre o assento, com os joelhos flectido juntos ao resto do corpo, enquanto passava a mirar o garoto moreno, aparentemente ainda distraído na sua revista. Sem mais nada dizer, apenas mexia nas suas próprias unhas, sem no entanto olhar para elas. Não evitou pensar no quão mal aproveitado o sonserino era. Primeiro, optara por uma corvina lunática. E depois, quando parecia que o caso tinha passado, aparecia casado com uma cigana grifinória, ostentando aquele ridículo anel no dedo. Efectivamente, os seus gostos eram insanos.

Assim permaneceu alguns momentos, até que decidiu quebrar de novo o silêncio entre os dois, voltando a falar, com o mesmo tom neutro. – Que está a ler, Monaghan? – Sim, sabia o nome e apelido do garoto. Esse andava na boca de toda a escola nos últimos tempos, pelo que chamá-lo não devia ser de todo estranho. Através da pergunta não demonstrava quaisquer segundas intenções. Mas no seu interior, ainda pensava na melhor maneira de atingir a ferida. E para Colleen as melhores maneiras não eram as mais óbvias. Antes pelo contrário. Por isso mesmo, começou por dar alguma confiança, em vez de exibir logo a arrebatadora faceta sonserina, que mais cedo ou mais tarde, seria trazida ao de cima.
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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Stephan Monaghan em Seg Fev 21, 2011 10:58 pm

Seph não precisou perder muito mais tempo com sua inútil paródia de uma leitura. Na verdade, ele já havia folheado mais quatro ou cinco páginas apenas observando as figuras, sem nem mais tentar concentrar-se no texto, que realmente não estava sendo capaz de lhe atrair a atenção naquela noite. De qualquer forma, logo notou uma aproximação, e depois de virar mais uma página (para manter o disfarce de que de fato estava lendo, e não apenas aguardando o inevitável), levantou a cabeça na direção da recém-chegada.

Era Coleen Cavanaugh. Algumas pessoas diziam que seu patrono assumia a forma de uma serpente do deserto. Combinava com ela. Seu comportamento era típicamente sonserino. Cruel, insensível, preconceituosa e egoísta. Seph sabia que aqueles adjetivos já haviam sido usados por algumas vezes para descrevê- la. Era curioso, as mesmas palavras teriam servido para ele, durante quase toda a sua vida.

O garoto abriu um sorriso, não muito exagerado e nem um pouco inocente quando viu a menina sentar-se e comentar sobre seu dia cansativo. Seph esperava que sua expressão fosse calma, e parecesse casual, mas ele estava inteiramente armado por dentro. - Sim, sei bem como você está se sentindo. Longo dia para mim também. - respondeu, enfatizando a palavra "longo" e mantendo o sorriso, embora tivesse voltado a olhar para sua revista logo depois de falar.

Seph sabia que algo estava errado. Ok, ele poderia estar paranóico, já que estava esperando por um conflito. Mas ele lembra-se de Colleen e de sua forma de pensar. Ela havia sido uma das pessoas que mais haviam demonstrado desprezo pelo relacionamento entre Seph e Nicolle, no passado. A menina não havia estado na linha de frente dos alunos que eventualmente abordaram Seph e lhe deram um ultimato. Mas ele tinha certeza de que ela havia participado da articulação daquele "golpe". Não poderia ser diferente agora.

No entanto, ele era diferente agora. Isso significava que precisava dar a Colleen o benefício da dúvida. Não poderia simplesmente iniciar uma troca de agressões, embora sua mente treinada por anos de malícia e tradições sonserinas já estivesse dedicada a mapear os pontos fracos da garota, que pudessem ser usados contra ela no eminente confronto. - Isso é uma revista sobre entrepostos comerciais bruxos. Você sabe, o tipo de coisa com a qual meu pai faz enormes fortunas. - explicou, levantando levemente a revista para mostrar a ela a capa, confirmando o que dizia.

O comentário não havia sido inocente, de forma alguma. Era uma leve insinuação, um sinal do que viria caso ela o ofendesse. Ele era Stephan Monaghan. Poderia não ser mais tão insensível e frio quanto ela era, mas ainda estava longe de ser uma presa fácil.

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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Qua Fev 23, 2011 10:26 pm



Manter a aparência de alguém naturalmente pacifíco por momentos não era algo difícil. Ostentando uma expressão natural, sem que grandes emoções fossem transmitidas pelo seu rosto ou tom de voz, Colleen se assemelharia aparentemente a qualquer outra jovem, acabada de passar por mais um cansativo dia. No entanto, apenas baseado nas aparências, acertar naquilo que a garota realmente pensava ou tencionava podia ser um verdadeiro tiro no escuro.

Para quem a conhecesse, talvez fosse mais fácil duvidar deste seu lado normal do que aceitar que por detrás da face sóbria e atitude fria que tantas vezes ostentava como máscara se escondia uma garota como qualquer outra. E enquanto abordava Stephan, essas dúvidas seriam certamente mais bem fundamentadas, por mostrar o seu lado tranquilo a alguém que podia ter tudo por pertencer à casa a que pertencia, mas optava por mandar à água o seu bom nome e mão cheia de possibilidades, em troca de idióticas relações amorosas. Por isso, apenas merecia desprezo.

Colleen tinha agora um baralho cheio de cartas na mão, prontas a serem lançadas contra o sonserino. Mas por quê jogar logo os trunfos e acabar com a partida quando podia prolongar a diversão? E assim puxou a conversa com o garoto, que sozinho naquele sofá, aparentemente optara pela companhia das páginas de uma revista à de outros. Ou simplesmente, não encontrara a pessoa certa para conversar. Isto até ao momento em que a morena se aproximara.

- Isso é uma revista sobre entrepostos comerciais bruxos. Você sabe, o tipo de coisa com a qual meu pai faz enormes fortunas. – Colleen pretendia esconder qualquer sinal de amistosidade no início. Pelo menos, até achar a melhor altura para tocar no assunto referente ao novo casal sensação e sua oficialização das coisas. No entanto, não parecia destinada a manter o bluf durante muito tempo. Talvez pela debochada vontade de o fazer, encontrou no primeiro comentário de Stephan forma de saltar directa ao assunto. - Curioso. E ainda assim, essa fortuna nem suficiente foi para pagar ao filho herdeiro uma aliança decente. – Falou em resposta, como se estivesse a constatar um fato perfeitamente normal. No entanto, pela natureza do que dissera, apenas não estaria visível aos olhos dos mais tapados o objectivo da sonserina. Seguido a esse, não viria de certeza um pedido de desculpa pelo comentário inapropriado, ou menos provável ainda, que se ficasse por ali no que tocava ao assunto, e retirasse do local sem mais nada acrescentar.

Portanto, continuou, ainda referente à leitura da revista que lhe fora mostrada – Mas ao menos é um bom motivo para se manter isolado nesse sofá. Agora que terá duas bocas para alimentar, uns conhecimentos extra sobre negócios apenas poderão fazer bem – Olhava Stephan com um falso olhar de compreensão. Mas o seu tom de voz rapidamente adquiriu uma clara ponta de sarcasmo - Ou espera que a sua mulher contribua para as despesas da casa? Honestamente, não a imagino a ganhar muito saltando de rave em rave. Com isso, apenas creio que seja capaz de estourar seu cofre em Gringotes. – Completou do mesmo jeito calmo e irónico o comentário sobre ambos. Restava esperar a resposta para, quem sabe, continuar...
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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Stephan Monaghan em Sex Fev 25, 2011 11:21 pm

Seph ainda estava fingindo ler, de cabeça baixa, quando a batalha começou. Oficialmente, poderia se dizer que havia começado quando a menina sentou-se ao lado dele, ou talvez até quando ele atirou seu primeiro comentário sobre riqueza. Mas estava partindo de Collen o primeiro golpe mais agressivo.

Os olhos de Seph congelaram por um instante ao ouvir o comentário, que era incômodo embora fosse esperado. Em seguida procuraram pela aliança que usava, observando por um instante. E então ele levantou a cabeça, olhando novamente para a venenosa Collen. - Primeiro. Meus pais ainda não sabem do casamento. Segundo. Eu não preciso que eles me comprem alianças, o dinheiro que me destinam mensalmente é o bastante. Comprarei alianças muito melhores, do tipo que a maioria das pessoas... como você, jamais terão em seus dedos. Mas só quando eu puder sair deste castelo. Afinal, os ricos estão tão presos aqui dentro quanto os pobres. - respondeu Seph, acenando na direção de Collen ao dizer a palavra "pobres" e voltando em seguida a olhar para sua revista.

O garoto estava mantendo um sorriso que tentava forçar a ser o mais malicioso possível, assim como tentava não demonstrar irritação com o restante de seu semblante. Mas sentia seu coração levemente acelerado, e um fluxo mais intenso de sangue nas veias que atravessavam seu pescoço. Começava a considerar se aquele episódio não acabaria em um duelo, o que esperava que não fosse acontecer (não gostava de duelos, e especialmente não contra mulheres), embora não pudesse descartar. Até porque sabia que responderia impiedosamente às provocações que receberia.

Collen continuou, óbvio. E direcionou suas grosserias para Evy. Isso incomodava imensamente a Seph, mas ele ainda era capaz de manter o controle, simplesmente porque sabia muito bem que era isso o que fariam. A maioria dos sonserinos teria dificuldade em agredir Seph com qualquer coisa que não fossem os seus relacionamentos "questionáveis". Com a excessão daquilo, ele era quase uma bandeira sonserina, com seu sangue e status elogiáveis.

- Talvez algum dia você acabe surpreendida pela natureza e os talentos de Evy. Você não conhece as verdadeiras origens dela. - rebateu Stephan, fazendo uma insinuação que remetia a uma mentira que ele estava construindo, e cujo alvo principal seriam seus pais: a de que Evy era na realidade proveniente de uma importante família romena, ligada a nobreza trouxa. - Mas, independente disso... - seu tom era agora ainda mais neutro, como se pretendesse fazer uma pergunta casual a uma colega de casa. - Na sua opinião, nós, homens sonserinos, devemos procurar esposas ricas? - Seph estava olhando novamente para Collen, e seu sorriso estava mais descarado. - Se for o caso, acho que você deve se preparar para casar com algum lufano idiota, Collen. Sinto muito, mas você é pobre. - comentou, finalmente partindo para o ataque direto e olhando diretamente para os olhos da menina, sem se preocupar mais com a revista em seu colo.




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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Seg Fev 28, 2011 2:42 am



Sentada ao lado de Stephan, não foi muito difícil a Colleen achar o primeiro ponto a partir do qual podia começar a atacar. Uma revista de entrepostos comerciais bruxos, que imediatamente permitiu um comentário sobre a fortuna da sua família, e a decadência da aliança no dedo do garoto. O suficiente para atrair a atenção dele, e conduzir a uma resposta um tanto mais elaborada - Primeiro. Meus pais ainda não sabem do casamento. Segundo. Eu não preciso que eles me comprem alianças, o dinheiro que me destinam mensalmente é o bastante. Comprarei alianças muito melhores, do tipo que a maioria das pessoas... como você, jamais terão em seus dedos. Mas só quando eu puder sair deste castelo. Afinal, os ricos estão tão presos aqui dentro quanto os pobres. - Não foi preciso mais que isso e o sorriso na face do garoto para que Colleen percebesse o que era pretendido com o final, arqueando levemente as sobrancelhas. Melhor que qualquer outra pessoa, sabia como a sua vida nunca fora facilitada a nível monetários. No entanto, não decidira abrir conversa para ficar sentada a ouvir bocas sobre a sua condição.

E por isso mesmo, optou por esconder todo o incómodo que a resposta ousada pudesse causar, engolindo todas as insinuações do sonserino, enquanto se concentrava no resto do que este dissera, mantendo o tom calmo, e superior. Afinal, sua família ainda não soubera da loucura, o que fazia bastante sentido. – Fez tudo isso por conta própria?! Então apenas aconselho que trate de provar que tem capacidades para comprar algo verdadeiramente bom rapidamente. Porque duvido que depois que a história chegue aos ouvidos de seus pais, demore muito até que seja deserdado e perca tudo o que neste momento tanto se gaba de ter. – Não tinha a certeza de como reagiriam os familiares de Stephan ao descobrir. Mas se fossem uma verdadeira família cuja veia fosse percorrida por sangue sonserino, nunca concordariam com tal falta de bom senso - A menos que pretenda usar esse pedaço de metal no seu dedo o resto de sua vida – O seu olhar prendera por momentos a aliança, voltando depois novamente ao garoto, com um olhar e sorriso desafiantes.

Então, Colleen partira para o comentário referente à esposa Stephan, para ouvir a forma como este defendia Evelin - Talvez algum dia você acabe surpreendida pela natureza e os talentos de Evy. Você não conhece as verdadeiras origens dela. – Um sorriso irónico surgia nos seus lábios enquanto se preparava para responder - Verdade. O mundo é uma caixinha de surpresas. Qualquer rato de esgoto pode provar valer o mesmo que outros. Da mesma forma que os que nascem no topo podem acabar surpreendendo com as suas atitudes abaixo de cão – Completava a segunda parte do que até então dissera referindo-se ao garoto, apresando-se a continuar de forma esclarecedora - Mas você parece perceber muito melhor disso que eu. Portanto, enquanto espero a chegada desse dia, porque não me conta mais sobre essas origens? – Perguntou, motivada também pela curiosidade. Era um fato que não conhecia muito sobre a outra garota.

- Mas, independente disso... Na sua opinião, nós, homens sonserinos, devemos procurar esposas ricas? – Pelo tom de voz do outro, e sorriso nada contido, Colleen percebeu que ele se preparava para lhe dirigir algum nova provocação. O que veio depois foi só uma confirmação do que esperava. - Se for o caso, acho que você deve se preparar para casar com algum lufano idiota, Collen. Sinto muito, mas você é pobre. – O comentário foi suficiente para fazer com que a morena abandonasse a sua posição confortável na poltrona, endireitando um pouco enquanto as suas pernas deslizavam de novo para o chão.

Odiava quaisquer referências à condição que mais a diferenciava da maioria dos sonserinos, geralmente provenientes de famílias abastadas. No entanto, estava muito longe de aceitar ser relacionada nomeadamente com lufanos, tal como fora sugerido, sem ripostar na mesma moeda. – Essas palavras nem por um instante saíram da minha boca. Não é uma mão cheia de dinheiro que define o que cada pessoa é. – Apesar da sua postura corporal ter mudado, mantinha uma expressão facial mais séria mas voz calma, para não deixar transparecer o como podia ser afectada - Assim, porque não deixa de se preocupar se eu sou ou não pobre, e abre os olhos para a merda que fez? Comprometeu-se a uma grifa. “Até que a morte os separe” – Assentuou sarcasticamente na última frase que disse, voltando a ostentar um sorriso malicioso – Ou então, até que abra os olhos, e decida trair a promessa e expor a sua esposa ao ridículo frente a todo o castelo. Aliás, porque nós os dois não somos os únicos a saber que você não é propriamente bom a manter as suas relações amorosas. – Concluiu de forma acusadora, remetendo também ao final da relação de Stephan com a corvina Nicolle, sem que os seus olhos se desviassem um segundo dos dele.

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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Stephan Monaghan em Seg Fev 28, 2011 10:08 pm

O sorriso de Stephan não durou muito, e sua expressão voltou a fechar-se quando ele ouviu Colleen sugerir que talvez os pais do garoto pudessem resolver deserdá-lo. Aquele era o tipo de preocupações que ele mesmo tinha, embora tivessem sido aliviadas nos últimos poucos dias. Mas isso havia acontecido mais pelo fato de que o convívio com Evy vinha sendo maravilhoso, fazendo com que ele conseguisse afastar de sua mente todos os problemas que não eram imediatos. E não em razão de qualquer progresso significativo em seus planos de mascarar o casamento como algo aceitável para os seus pais.

- Não preciso dos seus conselhos, obrigado. Você é apenas alguém que já está com a própria vida toda ferrada e sem grandes esperanças. Por isso se dedica a tentar tornar as vidas das outras pessoas igualmente miseráveis. - respondeu, sem alterar muito a voz mas já sem qualquer preocupação em disfarçar as hostilidades. - E eu já escapei ileso de escândalos maiores do que esse. Sou bom em manter aparências, e é disso que vivemos não é... - continuou, indicando com uma das mãos o emblema da Sonserina costurado em suas vestes. - De aparências.

E logo depois Seph estava considerando ignorar sua política anti-duelos e sacar ele próprio a varinha, depois de ouvir as ofensas de Colleen, comparando tanto a ele quando a Evy com animais. Foi apenas a vontade de "testar" finalmente a história que pretendia contar aos seus pais o que fez com que Seph se controlasse rapidamente, ignorando pelo momento os comentários nojentos da menina. - Evy vem de uma linhagem nobre. Hogwarts recebeu uma carta do próprio Ministério da Magia da Romênia quando ela chegou aqui. Exigindo que fossem tomadas medidas específicas para garantir a proteção dela. - explicou, tendo certo cuidado com as palavras, mas esperando ser convincente ao contar aquela mentira. A idéia era ousada, mas poderia funcionar. Os traços ciganos de Evy facilmente remetiam a origens romenas (embora ela tivesse revelado a Seph ter nascido no México), e o fato de que a família dela não tinha raízes definidas facilitava a invenção de uma origem que fosse conveniente.

Colleen estaria pronta para duvidar daquela história, é óbvio. Seria até mais difícil convencer alguém como ela, que já devia conhecer uma ou duas coisas sobre a reputação de Evy, do que aos seus próprios pais. Mas não importava. E foi disso que Seph se convenceu quando Colleen continuou a falar, chegando ao ponto absurdo de recriminar Seph pelo que havia acontecido com Nicolle.

- Como é? Você é inacreditável, sua serpente asquerosa! Aliás, serpente não, porque você vai tomar isso como um elogio. Você está mais para algum verme parasita. Pequeno, mas imundo o bastante para fazer mal. - Seph estava de pé, e agora sua voz revelava o seu descontrole. Suas mãos acompanhavam com movimentos aquilo que ele despejava sobre a sua nova pior inimiga. Stephan sentia que sua cabeça poderia explodir como uma bomba apenas pela revolta que o comentário havia lhe causado. - Eu me lembro muito bem de você, sua nojenta, me dizendo para fazer com a Nicolle o que eu fiz! E agora vem me culpar por isso? Quando na verdade você adoraria que eu aceitasse mais um dos seus "conselhos" e me afastasse da Evy, só pra nos ver tão infelizes e sem propósito na vida quanto você é! - o garoto sentia como se não pudesse parar de falar e despejar sua raiva, mas ao mesmo tempo precisasse desesperadamente parar e respirar, para evitar que tudo aquilo acabasse em um enfrentamento físico.

Ele parou, enfim, e olhava diretamente para Colleen com olhos que poderiam disparar labaredas de fogo sobre ela, se fossem capazes de funcionar como uma varinha. Ele estava surpreso, e extremamente frustado, por perceber que não havia aguentado mais que uns poucos minutos dos ataques da menina antes que perdesse o controle.




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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Qui Mar 03, 2011 2:57 am



- Não preciso dos seus conselhos, obrigado. Você é apenas alguém que já está com a própria vida toda ferrada e sem grandes esperanças. Por isso se dedica a tentar tornar as vidas das outras pessoas igualmente miseráveis. – Como seria de esperar, Stephan continuava a mostrar a sua veia sonserina respondendo a cada provocação de Colleen. E desta vez, passara por alegar o quão miserável a sua vida era aos olhos do sonserino, que acabava por criar uma certa aversão no interior da garota - E eu já escapei ileso de escândalos maiores do que esse. Sou bom em manter aparências, e é disso que vivemos não é... De aparências. – Percebeu como a palavra aparências foi utilizada como referência à sua casa. No entanto, um dos traços da morena que de certeza ajudara na sua selecção para essa, passava pela capacidade de responder a todas as palavras ofensivas que lhe fossem dirigidas com astúcia – As minhas esperanças são grandes, acredite. Tenho a vida toda à minha frente assim que sair desse castelo – Falava tentando não se mostrar afetada pelos comentários que tinham algum impacto em si – Sou livre, como você não poderá voltar a ser. Espera que veja isso como uma coisa má? Pelo contrário. Não preciso de me esconder atrás de aparências para agradar a ninguém. – Completou tentando justificar-se face à acusação de que fora vitíma, como se o que acabasse de dizer fosse algo elementar. Coisa em que realmente acreditava.

Logo o interesse da garota foi atraído pelas origens de Evelyn, que para si se mantinham de facto uma incógnita, ouvindo Stephan explicar que história se escondia por detrás da sua esposa - Evy vem de uma linhagem nobre. Hogwarts recebeu uma carta do próprio Ministério da Magia da Romênia quando ela chegou aqui. Exigindo que fossem tomadas medidas específicas para garantir a proteção dela. – O olhar desafiante de Colleen retraiu-se um pouco ao ouvir o que fora dito, enquanto pensava nisso. Não conhecia muito sobre a grifinória, mas essa seria a última coisa que teria adivinhado a seu respeito.

Ao questionar imaginara alguma história perfeitamente ordinária, que em pouco se destacasse da de tantos outros alunos naquele castelo. Mas não fora isso que ouvira, o que levou a sonserina a desconfiar do conto de fadas. – Se ela tem assim origens tão nobres, porque nunca abriu isso em público? – Uma confiança menor era notada em suas palavras à medida que questionava Stephan, mas continuou. Não se contentaria em pedir desculpas por a ter julgado mal. – Para além de que nunca a vi recebendo cuidados especiais que qualquer outro aluno não pudesse recebesse... – Olhava o garoto tentando detetar qualquer falha na história. Ou no pior dos casos, ser convencida que se trataria da verdade.

Mas não passou muito tempo mais, para que um novo comentário da sonserina fosse seguido por uma nova reação, que até ao momento fora contida - Como é? Você é inacreditável, sua serpente asquerosa! Aliás, serpente não, porque você vai tomar isso como um elogio. Você está mais para algum verme parasita. Pequeno, mas imundo o bastante para fazer mal. – Reação essa que não contribuiu minimamente para aumentar o desconforto de Colleen. Pelo contrário. A voz exaltada do sonserino agora em pé e palavras de ódio apenas resultavam num aumento do gozo que a garota tirava da situação. - Eu me lembro muito bem de você, sua nojenta, me dizendo para fazer com a Nicolle o que eu fiz! E agora vem me culpar por isso? Quando na verdade você adoraria que eu aceitasse mais um dos seus "conselhos" e me afastasse da Evy, só pra nos ver tão infelizes e sem propósito na vida quanto você é! – Parecia ter conseguido levar Stephan a um novo estado de descontrolo sem grandes demoras ou dificuldades. Tinha bastado utilizar as palavras certas e acertar no ponto certo, referente ao seu passado para o conseguir tirar do sério verdadeiramente.

Mantinha um sorriso desenvergonhado, que permitiu mostrar os seus dentes, quando soltou uma pequena gargalhada cínica, se levantando para manter ao mesmo nível que o outro. – O cachorro se atreveu a mostrar as presas? – Comentou troçando divertida do garoto, antes de passar à apresentação de novos argumentos – Você tem razão. Sugeri no passado que o fizesse. Mas o valor das minhas palavras, nunca chegou a ser o de uma ordem. Nem das minhas nem de ninguém mais. A menos que não possuísse força de vontade própria, podia ter continuado com a sua corvina. – Acentuou o tom de ironia no final da frase com que se referia a Nicolle, quando a sua face assumia uma expressão que escondia o sorriso - Você fez o que fez porque quis. Devia ter contida à muita a vontade de agir como uma verdadeira besta, e aproveitou o momento para trazer acima esse lado e o desculpar noutros.- Falava acusadoramente, retribuindo o que momentos antes fora dirigido a si, sem que abandonasse uma postura calma, ou mostrasse qualquer exaltação, como o garoto demonstrara - Mas não se sinta mal. Pessoalmente, acho que foi uma ótima e acertada decisão que tomou. Provavelmente a única. Se tiver alguma coisa de que se deva arrepender foi não ter aprendido de primeira, e ter voltado a cair no mesmo erro de antes para acabar com gente daquela – Concluiu expectante para ver que reacção se seguiria.

A sua tolerância com gente de outras casas estava bastante próxima de zero. A maioria tratava-se de protótipos de bruxos sem sangue puro, ou que aceitavam a lidar com sangues de lama. E por esses, apenas nutria desprezo. A partir do momento que Stephan assumia o papel de um dele pela segunda vez, a vontade de o ridicularizar apenas podia crescer.
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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Stephan Monaghan em Sex Mar 04, 2011 6:50 am

Os ataques de Seph pareciam ir fracassando, e ele começava a preocupar-se um pouco mais sobre sua real capacidade de continuar a enfrentar seus colegas de casa. Questionava se não estava ficando "mole" ou "bonzinho" demais, depois dos acontecimentos recentes...tanto com Evy, quanto a leve reaproximação com Nicolle. Por um momento, Seph até pensou ter notado algum incômodo em Colleen quando sentenciou que a vida da menina devia ser um lixo. Mas ela saiu-se muito bem em seguida. Não era difícil perceber que de fato ela tinha uma liberdade que Seph jamais havia experimentado. Não era sobre o casamento, como ela pretendeu fazer parecer. Mas sobre toda a sua vida, já que Colleen não vinha de uma família rica, influente, e cheia de expectativas.

A única coisa que havia caminhado bem era a história sobre o passado de Evy. Era incrível, mais uma vez Seph se convencia sobre o poder das mentiras, pelo que era fascinado. Sua tentativa menos honesta de defesa era justamente a que havia funcionado melhor. Se Colleen parecia pronta a cair por aquela história, também poderia funcionar com seus pais, se acompanhada de alguns documentos bem falsificados (o que estava em seus planos). - Ela não se coloca em destaque em Hogwarts justamente por segurança... - continuou, como se dissesse o óbvio. Ninguém destacaria uma guarda pessoal para alguém que se pretendia manter fora das vistas de inimigos poderosos. - ... e por modéstia, algo que você não poderia compreender. Portanto, nem se preocupe com essa parte. - insinuou.

Mas foi a reação fria e debochada de Colleen aos mais agressivos ataques de Seph que realmente lhe fizeram sentir-se em desvantagem. Um segundo depois de seu rompante, Stephan já entendia que havia dado a garota o que ela queria. Ao menos ele não havia sacado a varinha, contentaria-se com aquilo. Colleen era mesmo uma naja, arredia e sem capaz de demonstrações de muita força, mas pronta para se desviar de ataques e espalhar veneno. A pior parte era que ela tinha razão...

Seph recuou, e chegou a dar as costas para a menina por um momento. Virou novamente e apoiou um dos braços sobre as costas de uma poltrona. - Você está certa. Sobre Nicolle, eu não deveria mesmo ter ouvido vocês. Fui fraco mesmo, aceitei fazer algo que sabia estar errado, e realmente devo ser uma besta maligna, porque ainda senti certo prazer naquilo, ainda que por pouco tempo. - sua voz não era mais agressiva, embora demonstrasse uma forte dose de amargura.

- Acontece que você está errada sobre eu não ter aprendido. Aprendi o oposto do que você desejaria. Não vou fazer aquilo de novo, não importa o que você ou qualquer outro aqui deseje. - continou, apontando ao final para a sala ao redor deles. Falava com convicção, algo que ainda lhe era estranho, e mantinha o tom defensivo e rancoroso. - Se quiser ter um inimigo dentro de casa, só por causa disso, então você vai ter. Não vai ser bom pra mim, sei que posso me ferrar. Te acho desprezível, mas não menosprezo o perigo que você oferece. - estava olhando diretamente para os olhos de Colleen naquele momento, e falando pausadamente, preparando o terreno para o que viria a seguir.

- Mas você deve entender que o fato de eu me casar com uma Grifinória e pretender mudar meus modos não significa que eu tenha esquecido tudo o que era capaz de fazer da noite para o dia. - esboçou um pequeno sorriso ao final, embora permanecesse com uma expressão fechada. - Se me der uma brecha, eu ferro com a sua vida também. Não duvide.

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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Dom Mar 06, 2011 8:41 pm



Na perspectiva de Colleen, a conversa com Stephan não estava a correr mal. Quando o abordara, já esperava algumas ofensas e críticas. Talvez não directamente dirigidas à sua vida, passada e presente. No entanto, sem baixar a guarda, parecia capaz de retribuir o mesmo nível de resposta, escondendo com um mínimo de sucesso o incómodo que os ataques em si causavam. Havia coisas que não estavam na sua mão mudar, nomeadamente as condições que definiram o ambiente na casa em que vivia desde os seus 6 anos de idade. Por mais que lhe odiasse abordar o assunto, sabia que inevitavelmente podia vir ao de cima numa ou outra situação. E nessas, habituara-se a não ir a baixo, mas sim contornar o assunto, voltando o ataque contra com quem falava.

Mas a última coisa que esperava fora ouvir o que ouviu acerca de Evelyn. As dúvidas sobre a garota levou Colleen a questionar a veracidade da história que Stephan contava sobre a esposa - Ela não se coloca em destaque em Hogwarts justamente por segurança... e por modéstia, algo que você não poderia compreender. Portanto, nem se preocupe com essa parte. – Ouvia as palavras do garoto, que parecia seguro do que dizia, apresentando justificações que apenas contribuiam para a confirmar a sua tese. No entanto, parecia ao mesmo uma história demasiado fantástica.

A sonserina não queria acreditar numa coisa que esperava ser mentira, pelo que tentava se convencer que Stephan podia estar simplesmente a inventar uma história para procurar aceitação. Mas motivada pela dúvida, já não era mantido o tom superior de antes enquanto procurava novas falhas - Se o objectivo era não ser destacada e viver como qualquer outra pessoa aqui, porque me está a contar isso a mim? Está assim tão seguro que irei manter o segredo tal como o fez até agora? – Apesar da maior neutralidade que apresentava ao falar, mantinha um expressão um tanto desafiante, enquanto interrogava o porquê do garoto arriscaria expor assim a história, se o objectivo passava por manter a descrição. Se quisesse, a morena não precisava mais de uma questão de dias para que todo o castelo ficasse a saber do que lhe acabara de ser revelado.

A reacção descontrolada que se seguiu permitiu uma nova torrente de argumentos com o objectivo de rebaixar o garoto. E pareciam estar tendo o efeito desejado, quando este inclusivamente deu as costas a Colleen por momentos, talvez para tentar esconder a frustração, ou pensar em como dar resposta ao que lhe acabara de ser dito. - Você está certa. Sobre Nicolle, eu não deveria mesmo ter ouvido vocês. Fui fraco mesmo, aceitei fazer algo que sabia estar errado, e realmente devo ser uma besta maligna, porque ainda senti certo prazer naquilo, ainda que por pouco tempo. - A confiança da garota crescia acompanhada do seu sorriso, enquanto olhava o que lhe parecia ser a demonstração da fraqueza de Stephan. Podia ter tentado exibir o seu cabedal no início. Mas essa de pouco lhe parecia servir agora.

Pelo menos assim pensou até que fosse dada continuação à fala - Acontece que você está errada sobre eu não ter aprendido. Aprendi o oposto do que você desejaria. Não vou fazer aquilo de novo, não importa o que você ou qualquer outro aqui deseje. Se quiser ter um inimigo dentro de casa, só por causa disso, então você vai ter. Não vai ser bom pra mim, sei que posso me ferrar. Te acho desprezível, mas não menosprezo o perigo que você oferece. – Ouviu o que era dito sem que a sua expressão deixasse transparecer agora qualquer emoção, pensando no significado de cada ideia pronunciada. Stephan parecia efectivamente decidido a mudar, não se importando de se opor não a uma apenas, mas provavelmente a boa dose dos jovens que frequentavam o interior daquelas quatro paredes da casa verde. Ou ele era muito corajoso, ou tolo de mais por o fazer, principalmente depois de o próprio afirmar o que podia esperar de Colleen naquela situação. Por isso, mais rapidamente optaria pela segunda opção para justificar a sua decisão.

Mas a ousadia persistiu quando concluiu, voltando a sorrir, aparentemente conseguindo agora controlar o seu temperamento de novo - Mas você deve entender que o fato de eu me casar com uma Grifinória e pretender mudar meus modos não significa que eu tenha esquecido tudo o que era capaz de fazer da noite para o dia. Se me der uma brecha, eu ferro com a sua vida também. Não duvide. – E assim, da explicação calma, Stephan passou direito àquilo que foi interpretado como uma ameaça.

Podia acabar tudo ali. Ser aceite o veredito que os separava como inimigos, e esperar que num próximo encontro, se visse para que lado as coisas davam. No entanto, Colleen não aceitou simplesmente o enunciado como definitivo. Quando fosse para terminar, queria ter a sensação que ganhara a discussão. Mas o momento, depois do último discurso que escutara, ainda não parecia suficiente para isso – Se estava a tentar abrir meus olhos para a nobreza do seu acto e convencer que é você que tem razão, não foi muito bem sucedido. A minha aceitação não poderá ser comprada com algumas palavras caras. O mesmo acontece com a sua tentativa de ameaça – falava com uma expressão fria, à qual correspondia uma voz igualmente gélida – Acredito na sua capacidade de magoar. Já vi demonstrações disso antes. – Chegou-se ligeiramente atrás, sentando-se na extremidade do braço da poltrona em que antes estava. - Mas isso não significa que tema os seus esquemas –

- Não espere ser recebido do outro lado de braços abertos depois de seu historial de 6 anos como pleno sonserino. Deve ter montanhas de gente que te odeiam só por ser quem é. Por isso, você ainda terá muito que provar se quiser ser aceite no meio de todos os outros – Tentava rebaixar as esperanças dele recorrendo a fatos que apenas podiam corresponder a verdades. Durante quase todo esse tempo, Stephan não passara de uma serpente como tantas outras. Cruel e frio. - Daí, se se sentir suficientemente confiante para arriscar deixar por água sua tentativa de integração voltando a agir como essa besta que foi para tentar arruinar minha vida, Monaghan, vá em frente. – Do jeito que falava, transmitia confiança que esperava suficiente para arrebatar a do outro - Contudo não me parece que o faça. Primeiro porque não vejo maneira de você encontrar essa brecha. E depois, mesmo que o consiga, como você mesmo disse, me ter como inimiga não será bom para a sua pele. Portanto pensaria duas vezes antes de tentar qualquer coisa. – Concluiu ainda fria, mas certa do que dizia.
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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Stephan Monaghan em Seg Mar 14, 2011 11:31 pm

Seph havia conseguido manter seu temperamento sob controle, mas permanecia imensamente frustrado e ofendido diante das investidas de Colleen. Já não pensava em violência para o momento, mas sua mente iniciava alguns planos maliciosos sobre possíveis maldades que ele poderia direcionar a sua "nova pior inimiga", caso as coisas realmente se encaminhassem para um estado de confronto permanente.

O rapaz balançou a cabeça negativamente, demonstrando insatisfação e impaciência quando Colleen questionou a lógica de ter revelado a condição secreta (e mentirosa) de Evy em Hogwarts. - Ela não precisa mais manter o segredo. Se algo acontecer a ela, o responsável terá que lidar diretamente comigo e com os vastos recursos e mínimos escrúpulos da família Monaghan. Isso deveria intimidar bem mais do que o Ministério da Magia romeno. Pelo menos a pessoas sãs, o que não parece ser o seu caso. - rebateu prontamente, usando todo o seu talento natural para a mentira e a dissimulação.

Logo depois, estava ameaçando Colleen, tentando evitar um verdadeiro confronto de uma forma irônica: com ameaças de mais maldade e destruição. O que ele realmente pretendia era evitar que aquela troca de implicâncias realmente se tornasse uma inimizade severa. Mas parecia impossível. E trocar agressões não tinha a mesma graça que teria tido semanas atrás. Ele preocupava-se, especialmente com Evy. Não estava mais sozinho, não podia se ferir ou arriscar sua vida sem pensar nas conseqüências que isso traria para a esposa.

Colleen tinha uma capacidade incrível de se manter atacando, e quase sempre apenas redirecionando as armas que eram lançadas contra ela. Por mais que a odiasse naquele momento, Seph admirava de certa forma a terrível disposição da menina. Tempos atrás, poderia ter sido uma ótima aliada em seus planos e esquemas.

Novamente, Seph precisava assumir que ela tinha razão. Com certeza enfrentaria rejeições por seu passado cheio de máculas. Muitas pessoas pensavam nele como um assassino, e todas as outras sabiam que ele era impiedoso e cruel, além de traiçoeiro, em razão do que tinha feito a Nicolle. - Então o que é que você quer, hein? - respondeu, com novo ímpeto de agressividade, depois se aproximar de Colleen, até ficar imediatamente diante dela. Havia atingido um novo ápice de frustração, ao perceber que suas ameaças também não haviam funcionado. Tentaria uma nova abordagem. - Nem alguém como você pode iniciar algo assim, um ataque grotesco como esse, sem algum propósito. Acordou hoje desejando me ter como inimigo? Não parece provável. - continuou.

- Então porque você não me diz o que realmente quer? O que pretende que eu faça? Diga o seu preço, você sabe que eu tenho um bolso bastante fundo... - concluiu, com um sorriso malicioso que não seria capaz de esconder completamente o fato de que ele permanecia terrivelmente incomodado e sentia-se em desvantagem.




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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Dom Mar 20, 2011 3:54 am



A inicial confiança e atrevimento de Colleen tinham sido fundamentais aquando da abordagem inicial a Stephan. No entanto, depois das acusações e jogos de palavras iniciais, esta parecia começava a hesitar enquanto ouvia o veredito relativo à verdade sobre Evelyn, sem que o sonserino se mostrasse indeciso por um único segundo. O fato de pouco saber em relação à grifinória podia ser justificado por nunca se ter aproximado muito da garota. Não havia maneira de conhecer o historial e mesmo nomes de todos os alunos do castelo. Mas pensando bem no que sabia, rapidamente associaria os traços da recém-casada a alguém estrangeiro. E sem saber de que zona, talvez Romênia pudesse ter a sua ponta de sentido.

E assim sendo, restava a complicada dúvida: Como proceder? Podia efetivamente espalhar o que descobrira (ou lhe fora revelado) por toda a escola. Com certeza não deixaria Evelyn muito feliz, ou mesmo Stephan. No entanto, também poderia estar simplesmente a contribuir para afirmar uma posição superior da outra garota sobre a de tantos outros alunos do castelo, nomeadamente a sua.

Assim, hesitou, exibindo uma expressão fria, e ainda desconfiada, antes de responder passando de novo às acusações, no meio das quais se sentia mais confortável - Okey, não me interessa saber de que país retardado ela veio! – Tentava demonstrar o seu desinteresse e desprezo enquanto falava. No entanto, a forma como tão rapidamente esgotou as perguntas para aceitar a veracidade da história, tornavam bastante difícil manter-se por cima, sem mostrar como face à revelação se sentia em inferioridade. – Não satisfeita com o que tinha lá na sua Romênia, teve de vir procurar proteção e sustento no primeiro inglês abastado que encontrou. E você foi o primeiro a ser enrolado na teia dela. – concluiu no momento, sem evitar pensar que os seus argumentos relativos a Evelyn eram cada vez mais forçados...

Mas à medida que o confronto de palavras continuava, Colleen não era indiferente à satisfação que cada resposta bem dada da sua parte lhe fazia sentir. Apesar do desconforto provocado pelas insinuações de Stephan, até então tinha conseguido manter o controle, contra-atacando à sua maneira, até ser capaz de notar na postura e até frases do garoto aquilo que interpretava como sinais do incómodo sentido pelo mesmo. Mas isso não o impediu de retaliar, desta vez com uma torrente de questões - Então o que é que você quer, hein? Nem alguém como você pode iniciar algo assim, um ataque grotesco como esse, sem algum propósito. Acordou hoje desejando me ter como inimigo? Não parece provável. – Não esperava uma abordagem desse jeito. Estava ciente do que a motivava a primeiro se defrontar ao garoto: o idiótico e irresponsável casamento. No entanto, para além de alguma diversão e gozo que poderia tirar de rebaixar Stephan, não tinha ideias concretas do que tencionava retirar dali.

- Então porque você não me diz o que realmente quer? O que pretende que eu faça? Diga o seu preço, você sabe que eu tenho um bolso bastante fundo... – Cara a cara com Stephan, os olhos de Colleen agora não se desviavam dos dele por um segundo, enquanto mantinha uma expressão fria e fechada, quando começou a retorquir – O que quero? Honestamente, acho que já nada. Não vou pedir que se separe da sua grifinória. Encarreguei-me disso da última vez, e não me tenciono repetir. A iniciativa devia vir da sua parte. – E de novo, um sorriso de gozo voltava a surgir na sua face, enquanto prosseguia, para questionar a posição do sonserino naquela casa. - Mas não nego o prazer que me daria ver você terminar tudo com sua esposa como um verdadeiro sonserino, se é que ainda o é. Talvez desse jeito pudesse recuperar algum do seu orgulho... – Os seus olhos giraram em volta da sala durante momentos, enquanto fingia pensar sobre o assunto, até se fixarem de novo nos de Stephan acenando negativamente, intensificando o tom de sarcasmo enquanto continuava a se referir ao seu orgulho – Não... isso não será possível. Não depois de ter conseguido o feito de o deitar abaixo uma vez, e não satisfeito, o voltar a repetir uma segunda, desta vez fazendo questão de o espezinhar, assegurando que ficava bem no fundo. – terminou sem se esforçar minimamente por esconder o mesmo sorriso trocista que a sua face continuava a ostentar.
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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Stephan Monaghan em Seg Mar 21, 2011 11:03 pm

Stephan balançou a cabeça, incrédulo e irritado com os últimos comentários de Colleen acerca das origens de Evy. No entanto, por mais que sentisse raiva do que ela dizia, havia um mínimo de satisfação com aquele ponto da discussão. Sua história havia colado, Colleen parecia tender a acreditar no que ele havia dito sobre origens romenas. Talvez a garota, maliciosa como era, pretendesse espalhar a história, o que caíria como uma luva para os interesses de Seph. Sua inimiga o ajudaria a mentir.

- Sim, ela veio da Romênia e já tem alguém. Ao contrário de você, que deve ser daqui mesmo e continua aí, encalhada. Ninguém te quer, e não é difícil saber porque. - respondeu, sem esconder nem um pouco de amargura. E voltou a sorrir por mais alguns instantes, embora logo tenha cedido mais uma vez a sua frustração.

Como era de se esperar, Colleen nem mesmo parecia saber o que esperava conseguir com aquela conversa. No fundo, Seph sabia que ela tinha o único propósito de fazer mal a ele. Nunca tendo sido um exemplo de bondade, o rapaz sabia muito bem como os ofensores sentiam-se poderosos e enchiam-se de prazer ao vitimar alguém vulnerável. Ainda que fosse uma sensação passageira, e que logo dava lugar a um vazio estranho e um certo nojo de si próprio.

Era especialmente revoltante ouvir a garota dizer que havia sido responsável pelo que Seph havia feito a Nicolle. Ela estava certa, de certo modo. Havia mesmo influenciado e exercido autoridade sobre o garoto, na ocasião. - Parabéns, a pior coisa que já fiz na vida aconteceu porque eu dei ouvidos a você. Bela marca. - devolveu, sem pensar muito e mantendo o tom cheio de rancor.

- E é bom mesmo que não queira nada. Se for sobre terminar com a Evy, não vai acontecer. Mas já entendi o seu ponto, e como vai ser daqui pra frente. Você será minha inimiga e a Sonserina estará contra mim. Só resta saber em quanta merda e gente ferida isso vai resultar. - concluiu, desanimado, mas desafiador. Certamente não estava satisfeito, seus medos haviam se confirmado e a discussão havia sido até mais penosa do que ele imaginava, de início.

Por um momento, pensou em como seria mais fácil terminar tudo com Evy. Ao contrário do que Colleen havia dito, Seph tinha certeza de que poderia manipular a história de forma que saísse por cima, e voltasse a estar no topo dentre os sonserinos. Mas não havia volta. Se fosse para livrar-se de Evy, deveria ter feito aquilo logo no primeiro dia, quando descobriu que era com ela que havia se casado. Depois do convívio recente entre os dois, era impossível. Preocupava-se, ainda que negasse, com o que os sonserinos, seu pais e os outros opositores do casamento pensariam dele. Mas a influência de Evy era ainda mais poderosa, e tão positiva.

- Agora, se você já terminou, vou dormir. Ao menos lá dentro você não pode me seguir. Podemos continuar isso depois... mas lembre-se, eu te avisei. Isso pode não acabar bem para você. - voltou a falar, lançando a ameaça com um novo falso sorriso, e já afastando-se da menina alguns passos, na direção de seu dormitório.



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Re: 06/09 | Área Comum (Sonserina) - noite

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Qui Mar 24, 2011 12:08 am



Colleen escutou o último comentário insultuoso que Stephan pronunciou, dirigindo-lhe um olhar de aversão, sem responder com palavras. Não evitou pensar que de fato, toda a sua vida até então se restringira ao tempo passado naquele castelo, e às férias passadas em casa. Nunca lhe foram apresentadas grandes oportunidades e por isso, a sua vida em pouco se destacava de tantas outras. No entanto, Stephan estava errado quando insinuou que ela não seria querida por ninguém. Pelo menos, passava por uma das sonserinas mais bem aceites naquela casa.

Enquanto refletia sobre o que soubera, na sua cabeça duas ideias se continuavam debatendo: o desejo de acreditar que toda a história que lhe fora revelada não passava de isso mesmo, uma história falsa e mal contada; e a de que pela forma como era revelada, podia perfeitamente corresponder à verdade. Certamente mais tarde procuraria lacunas no que fora relatado que poderia usar para testar Stephan. Mas no momento, no meio da dúvida, por mais que repudiasse a ideia, sentia-se inclinada a aceitar a história.

- Parabéns, a pior coisa que já fiz na vida aconteceu porque eu dei ouvidos a você. Bela marca. – Enquanto crítica, o que o garoto dissera não surtira grande efeito. Pelo contrário, escutar a confirmação que de certa forma desempenhara um papel de relevo para influenciar atitudes passadas de Stephan, mais rapidamente contribuía para aumentara satisfação de Colleen, cujo sorriso malicioso por isso motivado, era bem evidente nos seus lábios. - E é bom mesmo que não queira nada. Se for sobre terminar com a Evy, não vai acontecer. Mas já entendi o seu ponto, e como vai ser daqui pra frente. Você será minha inimiga e a Sonserina estará contra mim. Só resta saber em quanta merda e gente ferida isso vai resultar. – ele continuou respondendo diretamente ao que momentos antes Colleen disparara. Inimiga.. interessante escolha de palavras. Se até algum tempo atrás supusera nunca chegar a ter um inimigo dentro da sonserina, estava agora provado que não seria mais assim. O clima entre os dois não voltaria de certeza ao mesmo. E apesar de algum desconforto que no momento conseguia esconder, não se sentia desalentada. Porque no fundo sabia que a posição em que se encontrava era bastante mais confortável que a do garoto. Afinal, não fora ela que comprara uma guerra contra a Sonserina – Mas isso, só com o tempo saberemos... Apenas não se esqueça de quem deu o primeiro passo para começar tudo isto. – concluiu com calma e simplicidade, fitando Stephan. De certo, se não se tivesse envolvido com quem envolveu, essa conversa nunca teria tido início.

Os ânimos pareciam então começar a acalmar quando Stephan tomou o primeiro passo para terminar com a discussão - Agora, se você já terminou, vou dormir. Ao menos lá dentro você não pode me seguir. Podemos continuar isso depois... mas lembre-se, eu te avisei. Isso pode não acabar bem para você. – De novo, voltou a lançar a ameaça, que apesar do tom não assustava. Para Colleen, tudo aquilo não passava duma estratégia de defesa. Ameaçar era fácil... mas não passar à ação. E assim, duvidava seriamente que Stephan fizesse mesmo alguma coisa – Eu ouvi da primeira vez. Não precisa se repetir. – respondeu - Aproveite o resto de sua noite, Monaghan. – finalizou vendo o garoto afastar-se em direção ao seu dormitório. E assim o seu serão rumava ao fim. Manteve-se sentada onde estava por momentos, olhando distraidamente para o crepitar das chamas na lareira, tal como no início da conversa. Até que com uma estranha satisfação acabou abandonando o salão, retirando-se também para o dormitório feminino.


OFF: Ações terminadas aqui
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