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15 de Outubro
sexta-feira
a temperatura agradável permite que os habitantes de Hogwarts andem com roupas leves. Durante o dia o céu é claro e bonito, fazendo com que os jardins fiquem lotados por alunos em busca de um banho de sol. A noite o céu é estrelado e há um grande movimento de alunos em direção a Hogsmeade por causa de uma festa que o diretor permitiu a presença destes.
AÇÕES:
- aula de aritmancia para o 7° ano
- aula de poções para o 6° ano
- festa no Pub MixysBars, em Hogsmeade




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15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

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15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Ter Mar 29, 2011 12:33 am

Mais dias se passavam e ele não conseguia encontrar nenhum dos antigos Comensais da Morte e isso estava deixando-o com uma paciência ainda mais curta e com um humor ainda mais cruel. Estava na antiga mansão Dolohov. Tinha acesso a todos os cômodos da casa, principalmente os cômodos secretos onde havia muitos itens e manuscritos sobre magia antiga.

Já havia tentado de várias maneiras contatar os antigos Comensais sem deixar que os novos recebesse o chamado, afinal, aquele bando de nada serviria num duelo de verdade, moleques brigões, nos tempos de Voldemort aquela briguinha da ultima reunião não ficaria barata, mas novos tempo, novos Comensais, um novo líder e quem sabe um grande líder, quem sabe...

Radoi foi atrás de alguns informantes. Descobriu que a maioria deles estava morto e os que encontrou com vida, e não disseram nada, tiveram o mesmo final dos outros. Alguns estavam em Azkaban, assim como presumiu que alguns antigos Comensais da Morte também haviam de está.

Sentado numa cadeira perto de velas suspensas, olhou para alguns manuscritos sem a menor paciência, não dando atenção necessária para quase nenhuma palavra, a não ser um nome que ouvida muitas vezes os Comensais falarem, um homenzinho conhecido apenas como Ford. Também sabia que o mesmo homenzinho vivia em Hogsmeade e era assíduo freqüentador do Cabeça de Javali e muito chegado a álcool.

Após dois dias fazendo tocaia no local não teve grandes surpresas. O homem ia até o Cabeça de Javali todas as noites e só saia quando fechava, tarde da noite e bêbado como uma porca. Radoi decidiu interceptá-lo antes de entrar no bar, já que embriagado seria de pouca serventia.

No dia 15 de outubro, já perto das 20h o homem estava na velha estradinha que dava caminho até o bar. Radoi havia bebido sua poção Polissuco e estava com uma aparência jovial, mas aquela conhecida. Um rapaz de 1,81cm, físico esbelta, pele muito branca, olhos muito verdes, cabelos negros, curtos e revoltos e uma cicatriz em forma de V abaixo do olho esquerdo. O sorriso muito branco e iluminado, com os dentes pontudos. Estava vestido a caráter. Vestes totalmente negras, capuz negro por cima da cabeça e mascara de osso, a que os antigos Comensais da Morte utilizavam.

Caminhou até uma clareira densamente cercada por arvores muito altas, ali com certeza ninguém teria acesso e mais difícil ainda serem ouvidos. Posicionou-se estrategicamente ao lado de uma das arvores e apontou a varinha para a entrada da clareira.


- Carpe Retractum!

Uma linha saiu ferozmente da ponta de sua varinha e segundos depois se encolheu, trazendo na ponta o homem com vestes amassadas, sujas e mal cheirosas. Ford tentou pegar a varinha, mas Radoi o imobilizou antes que pudesse achá-la em meio as vestes sobrepostas e sem a menor combinação.

- Olá Ford, lembra-se de mim? Disse Radoi sorrindo e mostrando os dentes pontudos para o homem que estava apavorado em ver aquela figura negra a sua frente. Acho que sabe o que eu procuro por aqui não é mesmo? O homem parecia ter perdido a voz, ou o que restava dela após todos aqueles anos bebendo desenfreadamente.

- Me-me-meu senhor, eu não sei de nada, eu abandonei aquele serviço depois que o nosso Lord se foi...

Dizia o homem numa voz embolada, um pouco trôpego pelo medo, ou talvez fosse pelo álcool que já se instalara nele. O medo fazia as pessoas suarem e o cheiro de medo era doce para Radoi, mas aquele homem imundo fedia a álcool.

- Não ouse falar do meu Lord seu porco imundo... CRUCIO... O raio vermelho acertou o homem em cheio no peito, fazendo-o gritar moderadamente, pois o álcool, a muito consumido, com certeza já havia lhe tomado algumas terminações nervosas, mas ainda fazia muito efeito o feitiço, pois o homem caiu meio desacordado.

Radoi caminhou até onde o homem estava de joelhos e o segurou pelo pescoço, pondo-o de pé a sua frente. A respiração do homem era rápida e superficial, exalando um forte cheiro de bebida.


- Pelo seu bafo imundo da para ver que os nosso galeões de pagamento foram bem empregados... Eu só vou perguntar mais uma vez, onde estão aqueles itens?

- Eu juro que não sei... Ele começou a chorar e a soluçar o que deu fim mais rápido ainda a paciência de Radoi.

OK... Radoi ergueu-o alguns centímetros do chão. Um brilho prateado apareceu na ponta de sua varinha e o Comensal passou-a de cima abaixo no homem, largando-o em seguida. Uma metade do corpo tombou para a esquerda e a outra para a direita, espalhando todas as vísceras e sangue no chão de terra batida da clareira...

CREC... O som de um galho seco se quebrando...

Radoi olhou freneticamente para trás, a ponto de sentir uma vértebra cervical estalar e viu uma garota espreitando próxima a umas arvores, seria uma auror? Não, começou a caminhar ao encontro da menina, mas esta saiu correndo, se perdendo nas sombras das arvores do pequeno bosque que ali havia...

Mirel aparatou... que noite maravilhosa, diversão em dobro...

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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Ter Mar 29, 2011 2:42 am



E era chegado o dia da primeira festa oficial para os alunos de Hogwarts. Um mês e meio de aulas já passara, e apesar de não parecer tanto comparativamente ao que ainda restava até ao fim do ano, o cansaço acumulado se começava a tornar extenuante. Por isso mesmo, a ideia de uma festa agradava a Colleen. Como para qualquer outra garota da sua idade, passar uma noite fora se tornava uma ótima forma para descontrair e esquecer os problemas por momentos. Por isso mesmo, se encontrava sentada naquela mesa particular, na qual se podia destingir uma caneca agora vazia, mas que momentos antes lhe fora entregue por um empregado, cheia com cerveja amanteigada.

No entanto, olhando distraída para a zona da porta, facilmente conseguia recordar o porquê de tão pouco gostar das festas dadas por Hogwarts. E isso passava pelos vários olhos que sentia a vigiando. Não olhares dirigidos particularmente por outros alunos, mas por aqueles que sabia tratarem-se de aurores, em adição aos professores, que controlavam tudo o que se passava. Passavam assim pelos familiares preocupados que sentiam a necessidade de zelar pelo bem dos seus próximos, controlando tudo o que faziam... O único problema estava no fato de não partilhar uma única gota do mesmo sangue que nenhuma dessas pessoas, para que aceitasse que lhe limitassem assim a liberdade numa noite dessas. E daí derivava a impossibilidade do consumo de álcool, enquanto na presença destes. Pelo menos até o número de alunos aumentasse consideravelmente para permitir que se misturasse na multidão, podendo fazer o que queria sem atrair demasiadas atenções indesejadas.

Aproveitando então o fato de o Pub ainda não estar muito cheio, e não ter visto entrar ainda ninguém com quem pudesse passar um bom bocado, logo pensou em como alterar o rumo do início da noite. Se levantou, dirigindo à porta de saída, sentindo a temperatura agradável do exterior. Pelas ruelas via alguns alunos se aproximando para dar entrada na festa. Mas naquele momento, Colleen rumaria na direcção oposta, mais concretamente, até ao Cabeça de Javali. Pela sua cabeça passou antes o Três Vassouras. De certeza se adequaria mais às roupas que levava vestidas, mais complexas e arranjadas que as que usaria num dia normal. Usando uma camisola de alças vermelha escura, calções curtos que sobrepunham os collants escuros, e risco mais carregado nos olhos, não considerava minimamente que estivesse propriamente vestida para entrar numa taberna. No entanto, sabia que a probabilidade de encontrar alguém conhecida no Três Vassouras era muito maior, pelo que optou pela segunda opção.

A sua ideia passava por entrar, tomar alguma bebida decente, e pouco tempo depois voltar para o Pub. No entanto, ao se aproximar do lugar mais isolado, um novo movimento captou a sua atenção. Não muito longe, escutou o som de algo sendo arrastado pela terra, olhando a tempo de ver um cordão de luz, ligado ao qual ia preso um corpo. O som fora demasiado intenso para se dever ao passar de um simples animal. Pensando duas vezes, movida pela curiosidade decidiu verificar o que causara a demonstração de magia, caminhando devagar e sem fazer grande barulho para o local de onde julgava ter visto o corpo, chegando a tempo para ouvir uma palavra a partir da qual imediatamente concluiu que não se passaria coisa boa ali - CRUCIO... – Não apenas das aulas, mas de livros que já lera, conhecia bem o poder de uma das três maldições imperdoáveis.

Se acautelou, para aproximar sem fazer o mínimo ruído, se escondendo atrás de uma árvore de tronco grosso, capaz de esconder o seu corpo, no momento em que apenas a sua cabeça espreitava do lado desta, podendo reparar no que se passava. Devido à escuridão da noite, não conseguia ver com muito detalhes. No entanto, era o suficiente para distinguir uma figura ajoelhada no chão, certamente do homem que acabara de ser amaldiçoado. E do lado deste, com um jeito claramente superior e possessivo, havia um homem alto, coberto de cima a baixo por uma capa preta - Pelo seu bafo imundo da para ver que os nosso galeões de pagamento foram bem empregados... Eu só vou perguntar mais uma vez, onde estão aqueles itens? – Escutava atentamente a ameaça, tendo a noção que não devia ali estar. Mas a curiosidade vencia a cautela, enquanto continuava a espreitar para ver a demonstração de fraqueza do homem no chão que negava saber alguma coisa.

Mas então, uma nova luz prateada brilhou da ponta da varinha do homem encapuçado, iluminando a clareira por momentos. Contudo, o objectivo dessa luz não era permitir que o que estava em seu redor fosse visível. Em questões de segundos, percorreu o corpo do homem, concluindo naquilo que seria a pior coisa que alguma vez Colleen vira. O homem estava morto. Mas não por meio de uma maldição normal. Pelo contrário, fora cortado ao meio, deixando uma enorme mancha de sangue no chão, ao redor de órgãos que momentos antes formavam um corpo humano.

Movida pela repulsa do que acabara de ver, desviou a cara para o lado, cobrindo a boca com as mãos para evitar que qualquer som saisse dela, recuando instintivamente um passo. O que poderia ter sido apenas isso... até que por baixo do seu pé sentiu um ramo quebrar, cujo som ecoou pela clareira então envolta no mais angustiante dos silêncios. Colleen sentia o coração bater acelerado, enquanto estática, ganhou a coragem para encarar o homem em pé, esperando que não tivesse sido ouvida, ou que a escuridão encobrisse a sua presença. Só que a sorte não estava do seu lado. A luz foi suficiente para que percebesse que os olhos do homem estavam fixos em si, reparando também numa outra característica sua. A sua cara estava coberta com uma máscara de ossos, máscara essa que imediatamente reconheceu.

O seus olhos não se mantiveram no homem por mais que alguns segundos, pois logo, o terror do que acabara de ver a dominou, voltando-se para correr na direcção oposta à da clareira. Não queria voltar para a estrada ou para o Pub onde estariam outros alunos. Por isso, correu sem destino até atingir um beco escondido, onde se encostou à parede de um edifício ofegante. Acabara de ver um Comensal da Morte. Ou se não fora mesmo um, pelo menos alguém se fazendo passar por um, e com as mesmas tendências para o mal. Os pensamentos remoinhavam na sua cabeça, enquanto se julgava segura onde estava.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Ter Mar 29, 2011 4:10 am

Radoi aparatou em frente a garota que estava escondida atrás de um velho edifício pouco afastado do local onde ele havia matado Ford. Apressadamente segurou-a pelo pescoço com a mão direita, quando essa tentava fugir e empurrou-a de encontro à parede, batendo com sua cabeça nela e deixando-a zonza com a pancada...

Mirel olhou-a calmamente. Estava bem arrumada e com um perfume até gostoso, será que ele estava perdendo alguma festa?! Ou será que aquela pequena chapeuzinho vermelho estava mesmo a procura do lobo mal? Tanto faz...

A menina era bem menor que ele, tinha os traços angelicais, pele branquinha, os olhos muito bem maquiados e cabelos negros. Além de pequena parecia ser bem mais jovem do que ele, mas tanto faz, ele já havia matado crianças ainda mais novas do que ela parecia ser, seria apenas mais uma.


- Minha doce, seus pais não lhe ensinaram que não se deve escutar a conversa dos outros escondida? Ele sussurrou baixinho no ouvido da garota, chegando o corpo dele bem perto do dela e imprensando-a ainda mais contra a parede, dificultando sua respiração e praticamente precavendo-se de qualquer movimento que ela possa ter a idéia de fazer.

Magicamente as unhas do Comensal começaram a crescer e ficar afiadas como navalhas, espetando o pescoço da menina e, a qualquer movimento, poderia cortar ele em cinco pontos. Apertando um pouco mais o pescoço dela, cinco pequenos furos foram feitos em seu pescoço e o sangue começou a escorrer em pequenos filetes...


- Então gracinha, eu vou te da algumas opções. Se você tentar sair correndo eu te mato de imediato e se gritar eu te mato bem devagar, para você gritar com vontade... Ele dizia calmamente, com um sorriso débil no rosto e um toque charmoso em sua voz... Então gracinha, o que você está fazendo fora do castelo uma hora dessas e ainda mais andando por esses lados do vilarejo sozinha? O Comensal estava com o rosto a apenas dois dedos do dela e sentia sua respiração quente e entrecortada por causa de sua mão em seu pescoço. O brilho frio dos olhos por trás da mascara, pensamentos pouco comuns em sua mente, afinal, ele era um fora da lei, sem escrúpulos, pudor ou algo a zelar. Resolveu afrouxar um pouco o aperto em seu pescoço para que ela pudesse respondê-lo, mas continuou mirando-a fixamente, com a varinha encostada em suas costelas do lado direito...
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Qua Mar 30, 2011 2:13 am



Colleen sentia a parede fria como a noite arrefecer parte do seu corpo assim que nela se encostou. Mas depois do que correra para ali chegar, esse frio nas suas costas se tornara a mínima de sua preocupações. Sua respiração mantinha-se ofegante, enquanto da sua cabeça não conseguia tirar a imagem do corpo sendo separado em duas metades, e a máscara de ossos que a encarara por momentos. Se a história lhe fosse contada por outra pessoa, certamente não acreditaria numa coisa que pensado bem, parecia tão surreal. No entanto, vira com os seus próprios olhos algo ao qual era incapaz de ficar indiferente.

Fora tomada pelo terror enquanto corria, temendo ser perseguida. E por isso mesmo, assim que parou, imediatamente voltou a sua cabeça na direção de que acabara de vir, para se assegurar que estava mesmo sozinha... apenas as escuridão e o silêncio se faziam sentir. Por isso, minimamente mais calma, voltou de novo a cabeça para a frente. Mas na questão de micro-segundos que o levou a fazer, um vulto de vestes escuras e máscara que cobria a face surgiu na sua frente. Num movimento instintivo, tentou reagir para fugir dali. No entanto sem que tivesse tempo de o fazer, sentiu uma forte pancada na sua cabeça, assim que pela mão do homem, foi violentamente empurrada contra a parede. Um gemido de dor foi solto de sua boca, enquanto atordoada, acalmou visivelmente.

A sua visão se tornou turva por momentos. Mas rapidamente os seus olhos conseguiram voltar a encarar claramente o indivíduo em sua frente - Minha doce, seus pais não lhe ensinaram que não se deve escutar a conversa dos outros escondida? – Colleen se debateu para soltar. Mas a pressão feita pelo corpo claramente mais forte do estranho, sobre o seu parecia anular as suas tentativas. Começava a sentir o ar a faltar. À medida que a dificuldade em respirar se tornava mais evidente, a sua aflição aumentava, sem desistir de lutar. Até que o aperto deu lugar a uma sensação diferente. A pressão da mão no seu pescoço se alterou, tornando mais fria e precisa, de um jeito que permitiu a Colleen concluir que agora encostadas a si estavam as unhas do homem, que talvez por magia tivessem sido transfiguradas, para dar lugar a lâminas que facilmente seriam capazes de dilacerar seu pescoço.

Apenas a parede impedia que Colleen recuasse mais, quando mesmo sem fazer um movimento, sentiu as lâminas penetrarem sua pele. - Então gracinha, eu vou te da algumas opções. Se você tentar sair correndo eu te mato de imediato e se gritar eu te mato bem devagar, para você gritar com vontade... – Olhava para o ar, com o objectivo de não ter de encarar os olhos do agressor, fazendo um enorme esforço para dos seus olhos úmidos não fosse solta nenhuma lágrima, sem ser capaz de evitar que o seu próprio corpo começasse a tremer. Qualquer som que saísse da sua boca então seria demasiado débil pela falta de ar. Em muitas ocasiões da sua vida fora ela que tivera na mão o controle das situações, sem sentir remorso de rebaixar outras pessoas. Mas agora, os papeis pareciam ser invertidos. - Então gracinha, o que você está fazendo fora do castelo uma hora dessas e ainda mais andando por esses lados do vilarejo sozinha? - Colleen sabia que se gritasse seria decerto ouvida por alguém que passasse numa rua próxima. Mas as consequências dessa tentativa seriam de certeza horríveis. Não apenas pelo contacto físico que podia sofrer, mas também pela possibilidade do lançamento de algum feitiço ou maldição pela varinha que sentia encostada a si.

Pela diminuição do aperto em seu pescoço, pôde de novo sentir uma maior quantidade de ar entrando nos seus pulmões. Ganhando coragem para olhar de novo para a máscara do homem, percebeu que ele estava à espera que ela atirasse alguma frase em resposta. – Por favor, me deixe ir – Falou a custo, sem responder a qualquer uma das perguntas que até então lhe foram dirigidas – Ninguém ficará a saber do que eu vi. Eu prometo que isso não sairá mais daqui – A fraqueza e medo em sua voz eram notáveis pela hesitação com que falava. Mas naquele momento, apenas queria poder sair dali, arrependendo-se profundamente de alguma vez ter abandonado o castelo para vir para Hogsmead.

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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Qua Mar 30, 2011 9:51 pm

O Comensal tinha sua presa totalmente indefesa a sua mercê para fazer o que bem entendesse. Mesmo com o rosto bem próximo ao dela, esta não o encarava nos olhos, parecia ter medo de olhar para ele.

Aflita, ela ainda se debatia antes dele encostar o corpo e imobilizá-la, mas mesmo dessa maneira ela pareceu não desistir de lugar, até as garras do Comensal perfurarem de leve o seu pescoço.

Radoi olhava calmamente para a menina, sabia que ela era bem nova, mas os traços de mulher eram evidentes, bonita, pele macia e o cheiro que era o seu afrodisíaco, o cheiro que o embriagava, o cheiro do medo...

Após dar as opções para ela, esta pareceu acalmar-se um pouco, ou pelo menos não iria tentar fugir ou alguma idéia besta.

Aquele cheiro, aquele aroma estava acabando com ele, aquele cheiro que era doce para ele, o cheiro do medo da menina... Aproximou o rosto do pescoço dela e cheirou-a profundamente, quase entrando em êxtase...

Olhando para a menina viu seus olhos encherem de lagrimas, mas nenhuma caiu, será que um pouco mais de dor as fariam escorrer? Logo iria proporcionar mais algumas sensações que ela com certeza não iria esquecer...

Reparando em mais detalhes nela viu o seu sangue marcar e escorrer pelo seu pescoço delicado e com a pele bem clara. Sangue. Outro de seus afrodisíacos adorava sangue, principalmente o dos outros escorrendo, pingando e acabando. Aproximou vagarosamente a face do pescoço da menina e passou de leve a língua em um dos filetes de sangue. Sangue jovem, doce e com essência de medo. Não, não era vampiro, mas gostava daquilo, ficava fascinado com essas coisas...

Ele já sabia que ela não iria tentar nenhuma besteira, então resolveu fazer-lhe algumas perguntas, não tinha interesse de matar aquela menina, não de imediato, poderia passar a noite toda naquele terror psicológico, ou dias inteiros torturando-a somente por diversão, mas não tinha tempo a perder, não queria ficar ali a noite toda, tinha coisas mais interessantes a fazer. Então afrouxou um pouco o aperto de sua mão no pescoço da menina para ouvir a resposta do que havia perguntado, mas ficou frustrado com a resposta...


Colleen Cavanaugh escreveu: – Por favor, me deixe ir.

Ela falou com muita dificuldade, pois o ar voltara-lhe com vigor a pouco aos pulmões.

Colleen Cavanaugh escreveu: – Ninguém ficará a saber do que eu vi. Eu prometo que isso não sairá mais daqui.

Ele sorriu da resposta dela, afinal, TODOS diziam a mesma coisa. 'Eu não vi nada', 'ninguém vai saber o que aconteceu aqui, eu juro', mas no fim todos só querem sair dali à procura do primeiro auror para contar tudo o que aconteceu... Ele resolveu bancar o bom moço.

- Então eu posso confiar mesmo em você? Disse ele com a voz bem amigável. Ele desencostou a varinha da costela da menina e passou-a em frente a sua face, removendo sua mascara e mostrando o seu rosto para ela. - Olhe para mim! Disse ele autoritário e sério para ela, segurando-a pela mandibula e forçando-a olhar para ele. - Então, agora que você viu o meu rosto, o que acha? Devo matá-la ou deixo você ir procurar algum auror para contar que me viu e me descrever para os catálogos de procurado? Ou você tem alguma outra idéia em vista? O tom maroto na voz não revelava suas reais intenções.

- Então gracinha, comece-me dizendo o seu nome e o que você está fazendo aqui a essa hora e sozinha?

Dessa vez ele apertou a varinha com mais força na costela do lado direito dela e murmurou algo bem baixo. O feitiço fez um jato gelado percorrer o corpo dela e logo desaparecer, dando lugar a uma dor de uma boa intensidade, não como a Cruciatus, mas de forma que ela não iria se negar a responder dessa vez...
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Qui Mar 31, 2011 3:25 am



Colleen podia claramente sentir o rosto do homem mais próximo de si, enquanto a força que exercia sobre o seu corpo continuava a pressionar os seus pulmões. Da mesma forma que o sentiu aproximar-se do seu pescoço, para sentir o seu cheiro, ação perante a qual não foi capaz de ignorar as sensações de impotência e enorme desconforto que a assombravam. Esse desconforto que deu lugar a nova dor quando sentiu as unhas ferirem a sua pele, para dar lugar a um leve escorrer de um líquido quente pelo seu pescoço, que imediatamente soube ser sangue.

Mantinha o esforço para controlar as lágrimas recusando-se a tirar os olhos do céu negro enquanto sentia a língua do estranho passar pelo seu pescoço. Sem falar, o silêncio envolvia ambos, cortado apenas pelo som de suas respirações, contribuindo para tornar o ambiente mais pesado para a garota. No entanto, já não podia ter a certeza do que era pior. Quando era aterrada por esse silêncio, ou desafiada com novas perguntas, às quais o temor impediam que desse alguma resposta concreta. Por isso, se limitou a suplicar por que a sua liberdade lhe fosse restituída de novo.

E para sua surpresa, depois disso, novo espaço lhe foi dado - Então eu posso confiar mesmo em você? – Colleen passou a mão pelo pescoço ferido. Mas apesar de algum alívio que o próprio tom de voz utilizado permitia, não acreditava que o comensal fosse confiar efetivamente nela, voltando agora o seu olhar para o lado, para atrasar o mais que podia o momento em que teria de o encarar. O que não tardou, quando o seu rosto foi compelido a o encarar, de novo pela recorrência à força - Olhe para mim! – Dos seus olhos, não foi capaz de conter uma lágrima silenciosa que lhe escorreu pela face, enquanto observava as feições daquele que a mantinha ali. Em nada correspondiam àquilo que estava à espera. Por detrás daquela máscara, em vez de um homem de idade mais avançada, escondia-se um rapaz, de pele muito branca, cabelos negros desgrenhados e olhos bastante verdes. Por baixo de um de seus olhos pôde distingui uma cicatriz com uma forma característica, que contribuíam para dar um ar mais distinto, mas bravo àquele que certamente correspondia ao primeiro comensal da morte que via em muitos anos. No entanto, apesar de pouco mais velho que ela própria se parecer, as suas intenções para o mal e experiência pareciam ser enormes, acabando inevitavelmente por sentir por ele aquilo que de alguma forma, se podia confundir com simpatia, não fosse o caso de nessa momento estar a sofrer à sua custa.

- Então, agora que você viu o meu rosto, o que acha? Devo matá-la ou deixo você ir procurar algum auror para contar que me viu e me descrever para os catálogos de procurado? Ou você tem alguma outra idéia em vista? – Os seus pensamentos eram foram quebrados pela nova sequência de questões, que de novo fizeram aumentar a insegurança, reparando nos dentes brancos e pontiagudos dele. Agora que vira a cara daquele homem, era incapaz de a apagar da sua memória, isso era certo. Da sua boa soltou um quase inaudível - Não... - enquanto acenava negativamente com a cabeça, sem saber o como deveria estar a testar a paciência dele pela falta de resposta às perguntas que fazia.

Até que uma das questões anteriormente inquiridas voltou a ser pronunciada - Então gracinha, comece-me dizendo o seu nome e o que você está fazendo aqui a essa hora e sozinha? – Mas desta vez, foi seguida por um arrepio quando a varinha do rapaz foi comprimida com força contra si, dando logo de seguida lugar a uma enorme dor. Não fora capaz sequer de entender as palavras por ele sussurradas para que tal acontecesse, mas foi suficiente para entender que não o estava deixando minimamente satisfeito. Face à agonia, seu corpo se retraiu, cerrando os dentes e os olhos para evitar gritar, soltando ao invés disso um novo gemido de dor – Eu falo! O meu nome é Colleen Cavanuagh, e só vim acompanhar os outros estudantes numa festa aqui – Suas respostas eram breves e ditas a custo, voltando os olhos para ele, ainda tremendo pelo que acabara de sentir – Por favor, eu garanto que nunca entregaria alguém como você para os aurores ou o ministério – Por mais que fizesse, não era capaz de ter a certeza que mais um feitiço como aquele, ou pior lhe seria dirigido. Por isso, apenas lhe restava apelar a que o próprio comensal entendesse e se acalmasse, para que assim acabar com a aflição do momento.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Sab Abr 02, 2011 5:02 am

Radoi segurava a mandíbula da menina forçando-a a olhar para si. Já não tinha mais as unhas grandes, mas seu rosto continuava bem perto do dela. Vendo seus olhos brilharem cada vez mais, por causa das lagrimas, logo percebeu que ela começara a chorar silenciosamente, pois uma de suas lagrimas tocou um dos dedos que ainda segurava o rosto da menina.

Ele já havia a dominado por completo, sabia que nem gritar, nem sair correndo como uma doida ela sairia daquele local. Ali, com certeza eles não seriam vistos, pois era consideravelmente afastado e, se alguém os visse, com certeza pensaria sem um casal de namorados aproveitando a noite e o final de semana, afinal, o mundo bruxo, segundo o Ministério da Magia, era seguro novamente.

Instantes depois de ele tirar a mascara e fazer algumas perguntas teve uma resposta, mas quase inaudível e concluiu que não era importante. Agora com a face sem a mascara pode ver um tanto de surpresa no olhar da menina, será que ela o reconhecera? Impossível, pois a essência da poção Polissuco que usava era de um rapaz, mestre em poções, que conhecera em Belarus há muitos anos atrás. Este exímio especialista o ensinou a enfeitiçar porções com magia negra, algo muito complicado de fazer e que muitos julgam impossível, mas para o mal nada é impossível. Então concluiu novamente que ela não o havia reconhecido.

Ficou alguns minutos olhando-a em silencio. Apenas reparando nas suas feições. Sua pele estava clara e banhada pela lua, reluzente, mas transmitindo um medo, que naquela situação, era totalmente normal.

Então ele resolveu refazer a pergunta que ela não havia respondido anteriormente, mas dessa vez lhe atribuiu certo estimulo, para ter certeza que esta não se negaria a responder dessa vez.


Colleen Cavanaugh escreveu: – Eu falo! O meu nome é Colleen Cavanuagh, e só vim acompanhar os outros estudantes numa festa aqui.

Ela pareceu cuspir as palavras de tão rapidamente que elas foram ditas, mas Radoi não prestou total atenção em todas, mas nos fatos mais importantes. Um nome para começar, um nome que não era estranho. Cavanuagh será que era de alguém que havia assassinado? Ou será que era de alguém que havia seqüestrado? Será que havia conhecido alguém da família daquela garota? Pai ou mãe estava quase lembrando. Ou será que era o nome de alguma mulher que ele tinha se envolvido, ou alguma mulher da família dela mesmo, talvez tia, prima, irmã, avó, nunca se sabe.

E o outro fato importante que ela disse foi as palavras ‘acompanhando outros alunos’, o que talvez fosse uma mentira, pois só vira movimento na parte baixa do povoado e alunos raramente eram vistos por aqueles lados, ainda mais perto daquele bar fedorento e asqueroso. Radoi iria fazer uma pergunta a respeito do sobrenome dela, mas ela veio com mais um pedido inútil, por enquanto, talvez...


Colleen Cavanaugh escreveu: – Por favor, eu garanto que nunca entregaria alguém como você para os aurores ou o ministério.

Ele sorriu para ela, já estava meio que ficando farto da sua insistência. Ele já havia decidido que não iria matá-la, talvez fosse alterar a mente dela, ou talvez não, mesmo que ela procurasse aurores não daria em nada mesmo. Resolveu ser um pouco mais simpático, afinal, o nome Cavanaugh era muito familiar para si.

- Sabe gracinha, ou melhor, Cavanaugh, eu vou deixar você ir quando eu quiser e se eu quiser, então pare de ficar falando isso toda hora... Então, diga-me gracinha, quem eram seus pais? Vou-lhe ser sincero, seu nome não me é muito estranho, será que eu matei alguém da sua família ou outra coisa?

Ele sorriu marotamente para ela. Mesmo com a idade que tinha nunca aparentava ter, nunca naquelas situações, apenas quando muito necessário fora isso era um eterno garoto.

Resolveu ser até amigável com ela.


- A opção de eu te matar caso saia correndo ainda está valendo ouviu. Ele soltou o rosto dela passando gentilmente os dedos em sua face e olhando para o seu pescoço ferido. A ponta da varinha do Comensal emanou uma luz prateada parecida com a que ele usara anteriormente para matar Ford, mas dessa vez o efeito seria outro. Ele passou a varinha lentamente, na horizontal, em frente ao pescoço dela e curou a ferida, afinal, os furos iriam infeccionar por causa de umas enzimas tóxicas que estavam nas garras que ele conjurara anteriormente. Ele também deu um passo para trás, deixando-a com mais espaço e observando toda ela, olhando-a marotamente para a menina e tomou mais um gole da sua poção Polissuco antes de falar.

- Então gracinha, já começou a falar?

Ele ainda apontava a varinha para o coração dela e olhava profundamente em seus olhos.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Sab Abr 02, 2011 9:53 pm



O pescoço ferido de Colleen doía enquanto esta era forçada a encarar o comensal que então expusera a sua identidade para que a garota a pudesse ver. A face jovem mas que, acompanhada de todas a ações e atitudes que até então testemunhara, não a iludiam para o perigo e mal que apresentava por detrás daqueles penetrantes olhos verdes, que certamente já haviam feito mais que matar um homem deixando apenas para trás duas metades do seu corpo, ou mantido assim presa uma rapariga que apenas calhara estar no local errado na hora errada.

O seu primeiro instinto seria fugir dali, para qualquer local mais populado que não aquele beco escuro e assombroso. No entanto, escutara as primeiras ameaças que lhe foram feitas e o medo de as ver concretizadas a impediam de fazer aquilo para que estava inclinada, esperando até ser interrogada sobre si própria. O feitiço de que foi alvo a obrigou a responder de imediato, apresentando o seu nome e o motivo por que ali estava, recorrendo também a um novo pedido para que fosse deixada ir.

Olhando nos olhos do comensal naquele momento, reparou que esse sorria face ao seu receio, enquanto respondia - Sabe gracinha, ou melhor, Cavanaugh, eu vou deixar você ir quando eu quiser e se eu quiser, então pare de ficar falando isso toda hora... Então, diga-me gracinha, quem eram seus pais? Vou-lhe ser sincero, seu nome não me é muito estranho, será que eu matei alguém da sua família ou outra coisa? – A resposta não fora motivadora, o que levou Colleen a ter clarificada a ideia de que para ele, não passava tudo de pura diversão. Mas na realidade, foi a referência à sua família que mais a melindrou, remetendo a pensamentos sobre as suas origens. Pensou no pai que morrera na Guerra Bruxa, e na mãe que no mesmo dia desapareceu sem dar qualquer sinal de vida desde então. Se no momento tinha alguma certeza era que não, aquele homem não os poderia ter matado, pois para além de se parecer bem mais novo, se tivesse conhecido seus pais, teria sido como aliados. Imaginou que se de alguma forma fosse possível ser vista por eles naquele momento, não se orgulhariam minimamente da filha, aparentemente tão fraca e vulnerável, exposta às mãos de um outro homem, quase sem se esforçar por se defender e retaliar.

Sem pensar, levou as mãos ao pescoço, para tentar aliviar um pouco a dor causada pelos cortes, sendo o suficiente para que imediatamente nos seus dedos ficasse impregnado os vestígios do sangue fresco, para o qual olhou, preenchida pelo nervosismo - A opção de eu te matar caso saia correndo ainda está valendo ouviu. – Os seus pensamentos foram então quebrados por esse novo comentário, após o qual a pressão no seu rosto foi libertada, dando lugar a um toque mais suave em sua face, ao qual se seguiu o término do contacto físico permanecendo apenas a impressão de borboletas na barriga que lhe era trazida pela memória.

No entanto, assim que aconteceu, a ponta da varinha que o rapaz empunhava foi iluminada por uma luz prateada. Uma luz que Colleen já tinha visto, nessa mesma noite, provindo daquela mesma varinha, segundos antes de o homem na clareira acabar decepado no chão. Um grito quase saiu da boca da garota quando a varinha passou em frente ao seu pescoço, esperando o mesmo destino que o outro homem. Mas foi abafado a tempo de perceber que ao invés disso, os furos cicatrizaram magicamente.

Encarou novamente o homem por momentos, notavelmente surpreendida e contida - Então gracinha, já começou a falar? – o seu coração batia bastante mais veloz que o habitual, por causa do susto, vendo as diferentes mudanças de comportamento do comensal. Se agora lhe curara o pescoço, momentos antes a havia ferido, ficando assim sem saber o que esperar do que se estava para vir, respondendo rapidamente à pergunta, esperando que talvez a resposta tivesse um efeito positivo no sentido de a salvar – Os meus pais foram também comensais – A sua resposta foi breve, porque não queria revelar muitos detalhes. No entanto, estando a sua própria vida em risco, não negaria corresponder às perguntas que lhe fossem feitas.

Encostada à parede ainda visivelmente nervosa, lançando um pouco a medo a primeira pergunta, olhando-o – Quem é você? – Os seus olhos mantinham-se húmidos, continuando de seguida, após engolir em seco lembrando-se da imagem que vira momentos antes – E quem era o homem na clareira? – Do jeito que falava, tentava mostrar uma confiança que no fundo não sentia, mas desejava voltar a recuperar.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Dom Abr 03, 2011 1:38 am

Cavanaugh, de onde vinha aquele maldito nome. Ele tinha receios que fossem de algum inimigo, mas logo percebeu não ser, logo após a resposta sobre os pais da menina.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Os meus pais foram também Comensais.

Era isso, Cavanaugh foi um dos fieis do Lord Negro e grande bruxo, totalmente devoto a causa. Agora sim também se lembrava brevemente dela, pois vira a menina nascer.

- É claro, agora sei quem você é, eu praticamente te... Ele iria falar que pegou-a no colo, mas lembrou-se está parecendo bem mais jovem e que talvez sua história não parecesse verídica e nesse momento também guardou a varinha, parando de ameaçá-la com sua arma. Guardou-a abaixo da manga esquerda do sobretudo, com apenas um movimento de sua mão ela estaria ali para ser usada novamente... ...digo, praticamente quase fiz Hogwarts com você... Mentiu ele com a maestria, logo sendo questionado pela curiosidade da menina para saber sobre si próprio.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Quem é você? E quem era o homem na clareira?

Ah, perguntas demais até, mas ela tinha o direito, já que Radoi havia conhecido os seus pais, mas isso não seria algo que ele iria ficar sabendo, não por completo...

- Eu me chamo Antonin Dolohov II, sou filho do bruxo Antonin Dolohov, grande fiel do Lord Negro e amigo de seus pais, acho que se lembra dele não?

A única coisa que faltou incluir é que ele também era chegado, por assim dizer, a família dela, e que participou da Guerra Bruxa, vendo Voldemort perecer para o fedelho Potter.

- Sabe Collen, se tivesse me dito antes que era filha dos Cavanaugh teria lhe poupado tudo isso, então eu lhe peço desculpas pelo mal entendido e gostaria de lhe convidar para tomar algo comigo, assim posso falar um pouco mais sobre o que eu me lembro...

Ele falou com a cara mais lavada do mundo, como se fosse só ela dizer: 'espera ai Comensal, meus pais também eram Comensais, por isso não me machuque', e como se ele tivesse dado muitas chances, mas até que deu...

- E a propósito, o lixo que me viu conversar não era nada, apenas assuntos pendentes, pois a poucos dias voltei a Londres. Ela também não precisava saber de tudo. - Então gracinha, firewhisky no Cabeça de Javali? Piscou ele marotamente já pensando no que poderia dizer sobre os pais dela sem dar muitas brechas dela achar que ele não era tão jovem quanto aparentava ser...
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Dom Abr 03, 2011 4:07 am



Olhando a varinha que lhe era apontada, por momentos Colleen pensou nas chances que teria de a conseguir pegar para assim inverter a posição em que se encontrava. No entanto, as probabilidades de enganar o comensal desse jeito seriam de certeza ínfimas, e mais rapidamente se sujeitaria a acabar com tudo naquele preciso momento... mas não de forma positiva para o seu lado, quando estava sujeita a acabar estendida no chão. A sua coragem ou loucura não eram suficientes para o fazer, e por isso se limitou a responder à pergunta que lhe fora colocada, explicando contra sua vontade quem seus pais tinham sido.

A revelação por sua vez pareceu ter um resultado mais positivo que qualquer outra atitude tola e precipitada que pudesse tomar. Não sabia sequer se o rapaz acreditaria que era filha de comensais, ou apenas pensaria que estava inventar a história para sair dali impune, ou se por outro lado, mesmo acreditando na veracidade das suas palavras, isso seria suficiente para o acalmar. No entanto, após o fazer, viu a varinha que anteriormente a ameaçava ser recolhida. - É claro, agora sei quem você é, eu praticamente te...digo, praticamente quase fiz Hogwarts com você...- Apesar do temor que ainda sentia bem fundo, Colleen foi percorrida por uma sensação de alívio. Olhando o rapaz de cabelos escuros, não era capaz de se recordar alguma vez o ter visto em Hogwarts, apesar de pela diferença de idades, a probabilidade de a terem frequentado juntos ser enorme. Só que no momento, não era isso que a preocupava, mas ainda a sua segurança, e mais pormenorizadamente, quem era aquele homem.

Aproveitando o momento, ainda contida, ela mesma decidiu colocar algumas perguntas, as quais imediatamente viu respondidas. - Eu me chamo Antonin Dolohov II, sou filho do bruxo Antonin Dolohov, grande fiel do Lord Negro e amigo de seus pais, acho que se lembra dele não? – Pensando naquilo, sim. Era capaz capaz de se recordar do nome Dolohov do seu passado. Talvez de alguns documentos que lera, ou fotografias que vira na qual ele integrava. E ali à sua frente, estava agora o filho deste. – Sim. Eu me lembro bem do nome dele - Colleen conseguia olhar directamente para ele, mas o seu discurso ainda era breve.

O medo começava a desaparecer. Mas esse era um processo gradual, pelo que ainda era marcada por algum nervosismo quando ele prosseguiu - Sabe Collen, se tivesse me dito antes que era filha dos Cavanaugh teria lhe poupado tudo isso, então eu lhe peço desculpas pelo mal entendido e gostaria de lhe convidar para tomar algo comigo, assim posso falar um pouco mais sobre o que eu me lembro... - Afinal, a lealdade entre comensais parecia ser efetivamente grande. Não passavam de monstros sem coração como muitos podiam supor. Não Colleen particularmente, que sendo filha de dois, sempre os tivera em grande consideração.

Pensando no convite que então lhe fora feito, o seus olhos lhe foram abertos para uma possibilidade. Era muito jovem quando vira os pais pela última vez, sendo então relativamente poucas as coisas que sabia sobre eles. A única pessoa que lhe poderia revelar algumas informações era o irmão. Mas há muito que a sua relação se tornara quase nula, pelo que nem nele poderia contar para ouvir muito do que queria saber. Pensou em sair dali na altura, dado que provavelmente não seria impedida disso. No entanto, olhando para Antonin apesar de se parecer tão novo, a sua esperança de que este lhe pudesse contar qualquer coisa de valor crescia. Assim, ainda um pouco abalada com tudo, se limitou a acenar afirmativamente em resposta.

Então o escutou responder à segunda pergunta que lhe fizera, relativa ao homem que ele matara no meio do pequeno bosque - E a propósito, o lixo que me viu conversar não era nada, apenas assuntos pendentes, pois a poucos dias voltei a Londres. – A resposta, apesar de pouco conclusiva, não a incentivou a continuar as perguntas. A sua atenção e interesse haviam sido captados para outro nível, e era nesse que pensava então. Provavelmente mais tarde, se a oportunidade surgisse, a sua curiosidade referente a esse assunto voltaria a vir ao de cima. Mas não por enquanto.

- Então gracinha, firewhisky no Cabeça de Javali? – Voltou o comensal a perguntar, o que desta vez Colleen respondeu, visivelmente mais calma, sem que a sua voz demonstrasse grandes emoções – Sim, aceito uma bebida. Gostava de ouvir o que soubesse – Concordou mirando-o, enquanto na sua voz, provavelmente o rapaz poderia notar a sua vontade de saber – Mas não me chame mais de gracinha. Esse não é o meu nome – Concluiu sem no entanto sorrir, num tom ainda frio.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Qua Abr 06, 2011 3:16 am

Radoi já sentia o ambiente mais tranquilo, confessava que tinha ficado um pouco triste por não está mais se divertindo de torturar a menina, mas ela era filha de Comensais e Comensais bem conhecidos.

Ele sabia bem mais do que iria falar para ela, afinal, um garoto de 21 anos tinha apenas 11 naquela época, né!? Ele sorriu para si mesmo pensando na idéia, mas ainda não queria revelar para ela sua verdadeira identidade e todas as informações que ele poderia ter sobre os pais dela.

Sentindo que a menina já estava bem mais tranqüila resolveu falar de uma maneira bem suave, parecendo outra pessoa. Ele se disse filho do grande Antonin Dolohov, o que não era lá bem mentira, mas não precisava dizer que era adotivo e ela se lembrou do seu pai.


Colleen Cavanaugh escreveu: - Sim. Eu me lembro bem do nome dele.

Bom, já que os pingos estavam nos is ele resolveu aproveitar o resto da noite com ela, já que não tinha nada de melhor para fazer no momento e quem sabe poderia ajudara menina a tirar algum peso da consciência ou quem sabe descobrir mais uma pessoa com potencial futuro para ser um Comensal da Morte. Convidou-a para tomar algo contigo no Cabeça de Javali, já que era para o local que ela estava indo mesmo, porque não tomar algo junto dela?

Colleen Cavanaugh escreveu: - Sim, aceito uma bebida. Gostava de ouvir o que soubesse.

Radoi sabia que ela não deveria ter noticias da mãe dela em especial, já que o pai fora morto na Guerra Bruxa de anos atrás. Com certeza ele contaria a verdade para ela, mas será que essa seria forte o suficiente para aceitar o que quer que tenha acontecido a sua mãe? Ou será que ele iria se derreter em lagrimas e sair correndo para o castelo novamente? Isso ele iria descobrir alguns momentos mais tarde.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Mas não me chame mais de gracinha. Esse não é o meu nome.

Ela soltou isso para ele antes deles começarem a se dirigir para o bar, mas não disse simplesmente, quase que ordenou! Vê se pode, menininha folgada.

O Comensal virou-se para ela encarando-a friamente, olhando-a nos olhos como da primeira vez que tinha encarado a menina.


- Sabe gracinha, para quem estava próxima de morrer você já está corajosa novamente?! Considere um apelido carinhoso, sinal que eu gostei de você, não pelos seus pais, pois eu já matei outros Comensais antes e filho de Comensal não é um Comensal! Ele deu uma piscadela marota para ela, fazendo sinal para ela passar na frente, afinal, ele era um cavaleiro e tê-la em sua frente era um tanto mais seguro.

Caminhando tranquilamente ao lado da menina resolveu saber que fins havia tomado para está viva até aquele momento.


- Então Collen, em qual casa caiu? Espero que aquele chapéu estúpido não tenha mandado você para uma casa estúpida! Disse ele desviando-se um pouco da estrada e indo novamente para a clareira que estava o corpo do Ford. Se quiser pode ficar aqui me esperando, volto em alguns segundos, mas prefiro que venha comigo.

Ele não esperou uma resposta dela, precipitando-se para dentro da clareira e com um movimento muito ágil da mão esquerda a varinha voltou a armá-lo como que num passe de mágica. Ele apontou a varinha para o corpo do homem morto e já malcheiroso no chão e fez um X no ar. Uma luz roxa começou a circular os restos mortais do homem e num brilho azul claro tudo ali virou pó, como se nada tivesse acontecido naquele local, deixando-o imaculado novamente. Ele voltou-se para a menina novamente.

- Bom, agora podemos ir. Semanas atrás um Comensal idiota deixou-se ser visto por aurores e eu não costumo deixar rastros para esses estúpidos... Lembre-se sempre disso, pode ser útil em muitas situações.

Ele sorriu mais uma vez para ela, como se fosse um professor orgulhoso por ensinar uma aluna, afinal, sempre quis um pupilo para poder treinar assim como acontecera com ele.

Ele caminhou o resto do caminho calado, chegando ao bar rapidamente. Sentaram-se bem afastados da porta e de tudo, num lugar quase reservado no fundo do bar, de maneira estratégica que dava para ver todos no bar e cada pessoa que entrava ou sair do local, assim como a maioria das janelas ali dispostas.

Como não queria ficar vendo a cara feia e sentindo o mau cheiro do garçom ordenou que deixasse logo uma garrafa fechada de Firewhisky apenas. Conjurou os copos e o gelo, pois não tinha certeza que aqueles copos eram lavados.

Ele abriu a garrafa e serviu-os erguendo o copo e propondo um brinde.


- Um brinde a uma futura Comensal da Morte!? Ele sorriu para ela tocando de leve seu copo no dela e tomando toda a dose num gole só e encheu o copo novamente. - Então, alguma pergunta especifica que queira saber? Ele perguntou olhando nos olhos da menina!


Última edição por Mirel Radoi em Sab Abr 09, 2011 11:17 pm, editado 1 vez(es)
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Qua Abr 06, 2011 8:59 pm



Apesar da dificuldade que ainda sentia em expressar-se como habitualmente, dada a situação em que se encontrava, sabia bem a pelo menos poder respirar sem ser assombrada pelo medo das consequências que qualquer uma das suas ações isso pudessem trazer, tendo em conta a vontade do comensal. Colleen permitiu-se assim aceitar o convite que lhe fora feito para ir ao Cabeça-de-javali tomar algo. No entanto, já não era pela bebida que lá se dirigia, como no início da noite, mas sim pelas informações que Antonin pudesse ter a seu respeito e assim lhe pudessem ser reveladas.

Talvez pelo pedido de desculpas que lhe fora feito, surgiu na garota de novo a confiança necessária para voltar a defender o seu orgulho, contestando o apelido que até então lhe fora colocado. Mas logo percebeu que se precipitara ao fazê-lo do jeito que fez - Sabe gracinha, para quem estava próxima de morrer você já está corajosa novamente?! Considere um apelido carinhoso, sinal que eu gostei de você, não pelos seus pais, pois eu já matei outros Comensais antes e filho de Comensal não é um Comensal! – Ouviu assim confirmado aquele que seria o mais certo que o comensal por momentos tencionou fazer... acabar com a sua vida. Pela expressão e tom insensível usados, Colleen voltou a levantar os seus receios e as suas defesas. Muitas coisas que dissesse ainda seriam provavelmente susceptíveis de aborrecer o rapaz, e sem o querer fazer, se limitou a retomar o passo para onde era indicada.

Caminhou alguns segundos sem pronunciar palavra até o silêncio ser de novo quebrado - Então Collen, em qual casa caiu? Espero que aquele chapéu estúpido não tenha mandado você para uma casa estúpida! – Sem desviar o olhar do caminho que seguia, Colleen acenou negativamente à pergunta enquanto falava – Não mandou, não. No meu caso, o chapéu ainda foi capaz de mandar para a casa certa. Sou da sonserina. – O seu tom era calmo, mas pela forma como usara as palavras, era possível detetar ou o orgulho que sentia por pertencer à casa que pertencia, ou o desprezo nutrido por qualquer uma das outras...

Seguiam o mesmo percurso que momentos antes Colleen percorrera correndo, só que desta vez, no sentido contrário, permitindo adivinhar que Antonin tencionava voltar para junto do corpo morto -Se quiser pode ficar aqui me esperando aqui, volto em alguns segundos, mas prefiro que venha comigo. – Pensando sobre isso, a morena decidiu segui-lo de longe, permanecendo cerca de 15 metros afastada do centro da clareira, olhando por segundos o corpo mutilado antes de desviar o olhar para o lado, numa tentativa de não mostrar o seu desconforto. Apenas o brilho azul que inundou a clareira a fizeram encarar de novo o espaço, para notar que fora limpo pela magia - Bom, agora podemos ir. Semanas atrás um Comensal idiota deixou-se ser visto por aurores e eu não costumo deixar rastros para esses estúpidos... Lembre-se sempre disso, pode ser útil em muitas situações. – Uma nova pergunta se formulou na sua cabeça, enquanto pensava no que poderia ter acontecido dessa outra vez. No entanto, decidira momentos antes a não fazer muitas perguntas ou afirmações, a menos que lhe fossem solicitadas. Nesse caso por exemplo, não sabia se a sua curiosidade podia ser mal interpretada, ao ponto de suscitar uma nova reação fogosa do rapaz. Por isso, o resto da estrada foi percorrida em silêncio, quebrado apenas pelas vozes e agitação que então podiam começar a ouvir perto do seu lugar de destino.

Entrou no bar, seguindo Antonin até uma mesa afastada da porta, onde pouco tempo depois foi colocada uma garrafa de Whiskey de Fogo que foi usada para encher dois copos que o rapaz conjurara. Segurou num dos dois, enquanto via o outro ser erguido na expetativa de um brinde - Um brinde a uma futura Comensal da Morte!? – Inclinou ligeiramente o copo para permitir que o toque se concretizasse, tomando logo de seguida um gole da sua bebida. As palavras utilizadas deixaram-na de novo absorta em pensamentos. Não negava o desejo que há muito nutria de alguma vez vir a ser uma comensal. Do dia em que seria descoberta pelo seu potencial para a força das trevas e assim convidada a se juntar a outros como ela. No entanto, do sonho à realidade ia uma grande distância, pelo que ao ver-se envolvida naquela situação, ouvindo aquelas palavras, não tinha a certeza se estava pronta para assumir essa responsabilidade, duvidando acima de tudo do seu talento.

- Então, alguma pergunta especifica que queira saber? – Olhando para ele, se apercebeu que tinha então a oportunidade de fazer qualquer questão. Por instantes os seus olhos se prenderam nos verdes dos dele, enquanto imensas perguntas lhe passaram pela cabeça. Como ele fizera aquela cicatriz por baixo do olho? Haviam muitos como ele? O que tinham feito em todo esse ano os que andaram escondidos? Que objetivos tinham para os tempos próximos? O que ele sabia sobre a sua família? Ou nomeadamente o que acontecera à sua mãe nos últimos 10 anos? E como obtivera todas essas informações, se as possuísse? No entanto, parecendo ser pouco mais velho que ela, certamente não teria resposta para muitas destas e outras questões... por isso, tentou conter a vontade de disparar tudo para o ar, optando por uma primeira pergunta mais vaga – Seu pai lhe revelou muito sobre a minha família? – Tendo em conta que a conversa ainda agora começara, a própria pergunta poderia aparecer um pouco prematura, visto que remetia imediatamente pro seu passado. Mas Colleen mantinha a esperança de sair daquele bar com algumas informações extras sobre as suas origens, e por isso, se tornava difícil perder tempo em volta de outras questões que a nível do seu interesse eram secundárias.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Seg Abr 11, 2011 11:45 pm

Colleen Cavanaugh escreveu: - Não mandou, não. No meu caso, o chapéu ainda foi capaz de mandar para a casa certa. Sou da Sonserina.

Ela o respondeu orgulhosa, pelo o que ele conseguiu detectar, pelo menos havia sido da mesma casa dele, isso era bom, sinal que tinha um dom para o mal. Após ter feito essa pergunta resolveu caminhar em silencio e foi limpar a sujeira que havia derramado no chão, para não deixar rastros do que havia feito.

Foram então para o Cabeça de Javali conversar um pouco e tomar uns tragos, afinal, fazia tempo que não bebia algo e ainda mais bem acompanhado. Sentaram-se em local estratégico para ver toda a movimentação no ambiente, afinal, era um Comensal da Morte bem prevenido e um tanto experiente.

Após servi-los com bebida e reencher seu copo ofereceu seus extensos conhecimentos a menina, dizendo-lhe o que queria perguntar, sobre seus pais, o que pela carinha dela foi mal interpretado, pois viu a menina ficar pensativa, imaginando mil e uma coisas em poucos segundos. Ele não quis cortar o barato da menina, afinal, ela devia ser bem jovem quando o pai morreu e a mãe saiu de casa, então não a repreenderia caso perguntasse algo que não fosse sobre os pais.


Colleen Cavanaugh escreveu: - Seu pai lhe revelou muito sobre a minha família?

Essa pergunta ele já esperava, afinal, esse era o propósito dela está ali com ele.

- Sabe gracinha, eu conheci o seu pai e mesmo sendo bem novo eu vi ele fazer coisas formidáveis e meu pai sempre disse que ele era um bruxo muito poderoso e muito fiel a causa. Ele tomou mais um trago da bebida, enchendo os dois copos novamente. Bom gracinha, já a sua mãe eu nunca a vi em ação e ela ia a poucas reuniões, acho que era Comensal somente pelo seu pai.

Ele tomou vagarosamente o whisky olhando para a menina, tinha mais informações sobre a mãe dela, mas será que ela estaria pronta para recebê-las? Achava que sim, afinal, ela tinha que ser forte, sempre, em qualquer situação.

- Bom Colleen, sobre sua mãe eu tenho algo mais sério a dizer, algo que descobri a pouco tempo atrás numa das minhas viagens pelo mundo. Eu encontrei uma bruxa muito parecida com sua mãe e averigüei um pouco só pela curiosidade e vi Mary num vilarejo no interior do Chipre. Ele tomou mais um longo gole da bebida. - Ela jurou não ser Mary, mas eu vi a marca negra em seu braço, ou o que restou dela. Mais um gole e encheu-se novamente os copos. - Bom, o que eu posso realmente dizer é que agora ela se chama Paris Loran e é casada com um homem muito importante daquele povoado e tem dois filhos com ele...

É, a verdade nua a crua, como tinha que ser. Ele tomou um gole rápido da bebida dessa vez, esperando a reação da menina.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Ter Abr 12, 2011 3:57 am



Após lhe ter sido dada a oportunidade de fazer qualquer pergunta, o silêncio reinou por momentos em volta da mesa, enquanto pela cabeça de Colleen passavam todas as possíveis questões que podia fazer, não apenas acerca da sua família, mas também sobre o próprio rapaz enquanto comensal. Durante esse tempo, apenas se ouviam as vozes e sons de copos vindos de outras mesas que a lembrava que não estavam sozinhos naquele bar. Até que optou por dirigir uma pergunta vaga, que poderia permitir a Antonin dizer tudo o que soubesse sobre a sua família.

Depois disso, não teve de esperar muito para ouvir a resposta do comensal à sua pergunta. - Sabe gracinha, eu conheci o seu pai e mesmo sendo bem novo eu vi ele fazer coisas formidáveis e meu pai sempre disse que ele era um bruxo muito poderoso e muito fiel a causa. – De fato, nunca duvidara da devoção dos seus pais à causa. Se não fosse por isso, certamente o seu pai não teria dado a vida por ela. Mas ouvir esta confirmação vinda da boca de alguém de fora do seu círculo de conhecidos, e que parecia saber bem do que falava permitia-lhe um certo conforto interior. Ao menos dessa forma, se orgulhar de novo de quem seu pai fora em vida se tornava mais fácil. - Bom gracinha, já a sua mãe eu nunca a vi em ação e ela ia a poucas reuniões, acho que era Comensal somente pelo seu pai. – Ouviu ele continuar, desta vez referindo-se especificamente à sua mãe, tentando se acostumar de certa forma ao apelido que lhe era constantemente atribuído. No fundo, também nutria essa ideia referente à mãe.

Havendo excepções, em toda a história, eram maioritariamente homens os destacados como os principais comensais. - É provável. Até no dia da guerra bruxa, ela se manteve em casa, ao contrário do meu pai que saiu para lutar pela causa. Por isso é que não morreu nesse dia também. – Mas certamente encontrara o mesmo destino enquanto fugia. Não deitou para fora este último pensamento, mantendo-o apenas para si. Enquanto falava, os seus olhos estavam presos no copo com a sua bebida que segurava com ambas as mãos e que voltara a ser cheio segundos antes. Na sua voz não se notava qualquer amargura, porque não a sentia.

Tomou um novo gole da sua bebida tendo voltado de novo o momentâneo silêncio entre os dois. Queria saber mais. Mas olhando para o jovem comensal, duvidava que este soubesse muito em relação à sua família que ainda pudesse acrescentar. Não tinha a certeza do que teria acontecido com os próprios parentes de Antonin depois da guerra. Apesar de parecer bastante melhor orientado que ela, não fazia ideia de quantas perguntas se podiam esconder por detrás daqueles olhos verdes. Até que o ouviu continuar - Bom Colleen, sobre sua mãe eu tenho algo mais sério a dizer, algo que descobri a pouco tempo atrás numa das minhas viagens pelo mundo. Eu encontrei uma bruxa muito parecida com sua mãe e averiguei um pouco só pela curiosidade e vi Mary num vilarejo no interior do Chipre. – Os seus olhos voltaram a dirigir-se no sentido de focarem os do rapaz, marcados pela surpresa. Acabara de se convencer que não obteria muitas mais informações a esse respeito, e agora, esta revelação caí-a como um choque para ela. - Ela jurou não ser Mary, mas eu vi a marca negra em seu braço, ou o que restou dela. – Há muito que se prepara para o dia em que lhe trariam a notícia de que a mãe morrera também. Apesar da ínfima esperança que nutria de que um dia ela voltasse, já não acreditava efetivamente nisso. Até àquele momento. E assim, não tinha a certeza de como aquilo era suposto a fazer sentir.

Não desviava os olhos dos dele, esperando a continuação, enquanto cada pausa que ele fazia para beber parecia excruciantemente longa. Até que as últimas palavras foram pronunciadas, sendo o bastante para fazer com que Colleen tomasse a sua posição perante a notícia - Bom, o que eu posso realmente dizer é que agora ela se chama Paris Loran e é casada com um homem muito importante daquele povoado e tem dois filhos com ele... – O seu coração batia acelerado ao escutar tudo aquilo. Imaginara numerosos cenários possíveis sobre o que teria acontecido à mãe depois de sair de casa. Mas mantendo sempre mantido uma visão positiva dela, nunca imaginara que fosse capaz de se afastar e abandonar a sua família daquele jeito.

Passou a mão pela franja, enquanto começava a falar calma de mais face à novidade que acabara de receber. - Sabe, todo este tempo, e sempre supus que a minha mãe estivesse morta. Que tivesse sido perseguida e provavelmente assassinada, ou por aurores ou por outros que a deviam odiar. Ou então, que tivesse atravessado condições tão más que não tivesse sido capaz de resistir. – Falava mais abertamente já sem se preocupar se revelava ideias que nunca antes revelara a ninguém. Mas não manteve mais o tom calmo por muito tempo, soltando de seguida uma pequena mas audível gargalhada, com um carácter claramente sarcástico, mantendo esse tom enquanto continuava - Afinal não. Porquê lutar pela família quando podia simplesmente voltar as costas e começar de novo? Era fácil de mais abandonar os filhos ao seu próprio cuidado e esperar que esses se desenvencilhassem sozinhos. – Manter o tom irónico contudo começava a ser difícil, dando lugar a outro bastante mais sério ao longo das frases. Na verdade, não tinha ainda a certeza de como reagir. Apenas que nesse mesmo momento, um novo sentimento florescia dentro de si. O suficiente para que a sua expressão se voltasse a fechar: O ódio. – Paris Loran?... Cabra! – Não conteve mais o impropério, o dizendo suficientemente alto para ser ouvido pelo comensal.

Arrastando a sua cadeira para trás, levantou-se para ficar mais alta fixando a atenção nele - Espero que tenha a certeza do que acabou de dizer! – Voltou a falar séria e irada diretamente para Antonin. Motivada pelo transtorno, apontava acusadoramente o dedo a ele esperando que a qualquer momento anunciasse que afinal tudo não passava de uma partida – A sério, se eu descubro mais tarde que está inventando tudo isto... – Deixou a frase em aberto para ser interpretada como quisesse, mas nela se podia notar um caráter ameaçador. Já não importava se estava a tentar intimidar alguém bastante mais forte e experiente que ela. Naquele momento sentia o sangue correr frio pelas suas veias e não queria, nem iria reagir de outra forma.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Qui Abr 14, 2011 1:17 am

Colleen Cavanaugh escreveu: - É provável. Até no dia da guerra bruxa, ela se manteve em casa, ao contrário do meu pai que saiu para lutar pela causa. Por isso é que não morreu nesse dia também.

Ele não havia morrido também, estava ali, firme, forte e poderoso. O pai dela, ele, não tinha duvidas o quão poderoso era. Havia ido a pouquíssimas missões com ele, sempre estava junto de seu pai, Dolohov e uma vez o pai de Colleen os acompanhou e, deveria confessar, ele acabou salvando toda a missão, coisa que ela não iria saber, com certeza. A menina falava sem remorso na voz, algo até interessante para a sua idade, afinal, mostrava frieza.

O silencio reinou por alguns instantes e Radoi resolveu somente beber e de uma vez despejou todas as informações que tinha sobre a mãe da menina.

Ele ficou alguns instantes apenas bebendo e por ultimo deu um gole rápido em sua bebida, aguardando a reação da menina, que a principio o surpreendeu pela calmaria.


Colleen Cavanaugh escreveu: - Sabe, todo este tempo, e sempre supus que a minha mãe estivesse morta. Que tivesse sido perseguida e provavelmente assassinada, ou por aurores ou por outros que a deviam odiar. Ou então, que tivesse atravessado condições tão más que não tivesse sido capaz de resistir.

O tom dela era suave e até controlado, coisa que ele não faria com certeza. Já teria virado a mesa e começado a distribuir feitiços para todos os lados, mas seus pensamentos foram cortados pela risada exacerbada dela e logo palavras menos calmas.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Afinal não. Por que lutar pela família quando podia simplesmente voltar as costas e começar de novo? Era fácil de mais abandonar os filhos ao seu próprio cuidado e esperar que esses se desenvencilhassem sozinhos. Paris Loran?... Cabra!

As ultimas palavras foram proferidas a plenos pulmões, mas os bêbados ali presente não se importaram muito com o que ela havia dito, afinal, não era da conta deles e o local não era freqüentado por pessoas doces e prontas ajudar os problemas dos outros e sim encher a cara o máximo possível com álcool barato e esperar o dia seguinte para começar novamente.

Radoi sabia que não iria ficar só naquilo, via ódio nos olhos da menina e podia senti-lo na voz a cada letra que ela dizia e formava as palavras. Gostava de provocar esse sentimento nos outros, mas gostava ainda mais quando ele podia leva a algum lugar, quem sabe a até matar alguém. Ele sorriu para si mesmo e a parte do matar alguém quase se fez presente, pois ele ouviu o som de uma cadeira se arrastar e olhou que era Colleen que acabara de ficar de pé a sua frente, sabia que talvez ela quisesse ir embora, não iria impedi-la, mas iria oferecer ajuda para, num futuro próximo, se juntar aos Comensais ou o que mais precisasse, mas logo percebeu que ela ainda não iria sair dali, que o assunto era com ele agora.


Colleen Cavanaugh escreveu: - Espero que tenha a certeza do que acabou de dizer! A sério, se eu descubro mais tarde que está inventando tudo isto...

Mas que pirralha insolente. Que menina mal agradecida, ele nunca se lamentou tanto de ter feito perguntas para alguém ao invés de matar logo. E ainda por cima apontava o dedo para a cara dele, a menos de três palmos de distancia, o que fez o sangue dele realmente ferver de novo.

Ele levantou-se muito rapidamente segurando o dedo da menina com a mão esquerda e num movimento fez o braço dela dobrar, levando a mão dela para costa e segurou-a pelo pescoço novamente, imprensando-a contra a parede escura no fundo do bar, novamente a dominando e imprensando contra a parede, mas dessa vez não seria tão bonzinho, nem amigável. Apertou o dedo dela com força e com um movimento para cima, quebrou-o com um estalo seco. Apertou forte a garganta dela, abaixo da mandíbula, nas extremidades, um ponto realmente doloroso para qualquer pessoa, e falou somente para ela escutar.


- Não chore e nem grite, fique bem quietinha como se nada tivesse acontecido, ou você vai sentir dor de verdade. Ele apertou o dedo dela quebrado, algo que com certeza faria doer muito. Quem você pensa que é para me ameaçar assim sua pirralha? Eu divido informações de pesquisa minha contigo e é assim que você me agradece? Eu deveria te matar agora só por diversão. Ele praticamente sussurrava no ouvido dela. Vamos para um lugar mais reservado para conversarmos melhor.

Ele virou a garota e segurou-a pela parte de trás do pescoço e arrastou-a para fora. Àquela hora o movimento ainda era pequeno, havia pouco mais de quatro pessoas no bar e, praticamente, todos bêbados.

- Musquila, coloca essa garrafa na minha conta! O dono do bar nem olhou pra cima, sabia com quem estava falando, pois Radoi já era um freqüentador bem antigo.

Arrastou a menina para os fundos do bar, sempre a segurando pelo dedo quebrado e o pescoço. Desceu um pequeno barranco, chegando a um espaço vazio e meio escuro.


- Acho que aqui já posso te matar! Ele empurrou-a no chão e sacou a varinha, indo na direção da menina. Segurou sua mão com o dedo quebrado e com um toque da varinha fez com que ele endireitasse e parasse de doer magicamente.

- Você deveria me agradecer ao invés de me ameaçar Colleen. Ele falava num tom bem tranquilo, como se nada tivesse acontecido no bar. Tenho certeza do que estou falando pois pesquisei e fui atrás de grande parte dos antigos Comensais nesses anos que fiquei ausente e sua mãe, mal ou bem, era um Comensal, mas se não acredita é simples, posso levá-la ao Chipre agora e te mostrar, o que me diz? Ele levantou a menina puxando-a pelo braço, ainda estava tentado a matá-la, mas iria levá-la para ver a mãe traidora ainda e quem sabe iria ensiná-la a virar uma nova assassina...
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Sex Abr 15, 2011 4:07 am



Poucos segundos. Foi o que bastou para que muito daquilo em que Colleen acreditara ao longo de quase toda a sua vida sofresse um terrível abanão, nomeadamente no que tocava à história de sua mãe. 10 anos se haviam passado desde a última vez em que lhe pusera os olhos em cima. Por bastante tempo, se mantivera acesa uma chama no coração da garota que acreditava do regresso da progenitora, para permitir que tivesse uma família de verdade de novo. Mas com o passar dos anos, a esperança que alimentava essa chama se foi extinguindo até não passar de mais que uma memória. Sem receber qualquer mensagem ou notícia, acabara por assumir que a mãe morrera. Não era a ideia mais fácil de aceitar, mas sem dúvida a mais plausível.

Ou pelo menos, assim o fora até àquele preciso momento. A mais recente descoberta levou a uma reação inicialmente calma, mas que logo deu lugar a outra bastante impulsiva e feroz. O ódio que sentia no momento era evidente na forma como concluiu a sua fala dirigida a Antonin. Vivera enganada durante anos. Apesar de no fundo pressentir que se tratava da verdade, aceitar a ideia não era de todo fácil, se tornando bastante doloroso. Afinal, segundo o que este lhe disse, fora simplesmente descartada, e trocada por uma nova família.

Mas o comensal não pareceu admitir a sua reação, pois logo Colleen sentiu seu indicador ser agarrado, e o seu braço torcido por trás de suas costas, enquanto que pelo pescoço era empurrada contra a parede do bar, tal como quando o encarara cara a cara pela primeira vez. A diferença estava em que desta vez, ele não foi tão brando como antes. Nas suas costas, sentiu o dedo que momentos antes apontava acusadoramente para Antonin ser bruscamente dobrado no sentido inverso ao das articulações, causando uma dor enorme ao quebrar. A morena conteve subitamente a respiração para que não mais que um gemido de dor fosse ouvido. Em simultâneo, a pressão no seu pescoço era exercida em dois pontos igualmente doloroso.

- Não chore e nem grite, fique bem quietinha como se nada tivesse acontecido, ou você vai sentir dor de verdade. – ouviu ele falar baixo junto de si. O dedo quebrado era agora apertado, aumentado a agonia que lhe causava. No entanto, não tentou retirar a mão, pois sabia que lutar com o dedo naquele estado apenas causaria maior sofrimento. - Quem você pensa que é para me ameaçar assim sua pirralha? Eu divido informações de pesquisa minha contigo e é assim que você me agradece? Eu deveria te matar agora só por diversão. – Os seus olhos húmidos pelas lágrimas que retinha se recusavam a desviar dos dele. Estavam marcados pelo ódio que nutria naquele momento, conseguindo assim esconder todo o medo. À sua volta haviam outros clientes que para sua infelicidade, não pareciam reparar no que se passava naquele canto, ou se o faziam, provavelmente não assumiam que fosse algo de mal, dada a discrição de Antonin. Colleen sabia que podia gritar, mas não o fez, não apenas por temer o que ele pudesse fazer depois, mas também porque movida ainda pela raiva, não queria demonstrar mais o seu lado fraco. Ao invés, cerrava os dentes para evitar que da sua boca soltasse algum som.

No entanto, a ideia de se afastar do bar voltava a aterrorizar ela, pois aí, não teria mais ninguém por perto caso algo acontecesse. - Vamos para um lugar mais reservado para conversarmos melhor. – E logo viu seu medo tomar forma. Foi arrastada à força para fora do bar, se rendendo à dor no pescoço e no dedo, sem que alguém os intercetasse à saída, nem mesmo o empregado do bar com que Antonin falou. À medida que se afastavam da porta, a angústia da garota aumentava a olhos vivos, dando a ira lugar a pleno temor. Não fazia ideia do que ele tentaria, mas sentia que naquele momento, nem o ser filha de comensais lhe serviria de muito. - Acho que aqui já posso te matar! – No espaço isolado, mais uma vez com recurso à força, foi atirada para o chão. Sendo incapaz de mexer o dedo bastante inchado, algumas lágrimas começaram a escorrer pela sua face, motivadas tanto pelo medo de morrer, como numa resposta à verdade fria que recebera sobre a mãe. – Por favor, não! – Suplicou quando o viu se dirigindo a si de varinha empunhada. Parecia estar a poucos segundos de saber o que se sentiria quando a vida fosse separada magicamente do seu corpo. E depois disso não sabia o que a aguardava do outro lado.

Desviou a cara fechando os olhos para não ver o que se avizinhava, quando a sua mão foi levantada, e de súbito a dor em seu dedo desapareceu. - Você deveria me agradecer ao invés de me ameaçar Colleen. - Olhou para ele surpresa, ao escutar a mudança no seu tom de voz, agora bem controlado e calmo. Passou a mão esquerda pelo dedo anteriormente quebrado na outra, assegurando que estava bem de novo - Tenho certeza do que estou falando pois pesquisei e fui atrás de grande parte dos antigos Comensais nesses anos que fiquei ausente e sua mãe, mal ou bem, era um Comensal, mas se não acredita é simples, posso levá-la ao Chipre agora e te mostrar, o que me diz? – O encarava preplexa, pensando não só no significado das palavras, mas também da mudança de atitude dele, enquanto era puxada de novo para ficar de pé na frente dele. Sabia que a sua posição era pouco favorável. Mas no calor do momento, foi impelida a questionar o comportamento do comensal - Que tipo de jogo doentiu é esse? Porque haveria de, por duas vezes, primeiro me magoar com as suas próprias mãos e ameaçar acabar com a minha vida, para depois mudar por completo, corrigir isso, e agir como se nada tivesse acontecido? – Questionava admirada e nada amistosa.

Com a mão, limpou rapidamente as lágrimas que lhe escorriam dos olhos, recusando afastar mais os olhos dos dele, mantendo todavia uma certa distância, enquanto a última coisa que o comensal dissera começava a marcar a diferença na sua cabeça. Parou por momentos para pensar na ideia de se afastar por completo do país, para ir para o Chipre, ver com os seus próprios olhos aquilo que Antonin afirmava ser verdade. – Me leve lá então se é capaz. Preciso ver o que diz com os meus próprios olhos. – Respondeu à pergunta séria, mas mais calma que antes, não acabando no entanto aqui... – Por favor – Concluiu sem que qualquer variação de tom se verificasse, mas sendo possível mostrar algum respeito. Enquanto esperava a resposta de Antonin, o seu coração batia intensamente. Sem saber aparatar, qualquer outra forma de viagem poderia demorar horas. Mas os meios já não importavam. Não quando se tratava de se encontrar dez anos mais tarde, cara a cara com a mulher que a abandonara por outra família. E agora, se mentalizara de que o faria. Por isso, não tinha como voltar atrás.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Seg Abr 18, 2011 2:34 am

Colleen Cavanaugh escreveu: - Por favor, não!

Ela falou isso com o mais profundo dos medos, o da morte. Ele sabia que esse era um medo que ele também sentia, mas adorava por a sua vida em risco, era mais excitante. Ele tinha ficado realmente nervoso com ela, mas quando decidiu não matá-la e sim curar seu dedo ferido, pois outras idéias haviam passado pela sua mente naquele momento.

Então ele colocou-a de pé novamente e resolveu levá-la até o Chipre para que ela pudesse comprovar com os próprios olhos e quem sabe ele já não poderia ter a sua primeira pupila? Isso era uma das coisas que ele mais queria como se fosse uma filha... Então ele propôs levá-la, mas teve um questionamento antes.


Colleen Cavanaugh escreveu: - Que tipo de jogo doentiu é esse? Porque haveria de, por duas vezes, primeiro me magoar com as suas próprias mãos e ameaçar acabar com a minha vida, para depois mudar por completo, corrigir isso, e agir como se nada tivesse acontecido?

Ele olhou-a nos olhos, mas resolveu não responder, vendo-a limpar as lagrimas que escorriam de seus olhos, dando alguns passos para trás e ficando pensativa.

O tempo passou e ele também começou a pensar na menina. Será que ela teria fibra para encarar a mãe? Ou será que ela teria coragem de matá-la ou algo do tipo? Ele iria cativar isso de qualquer maneira para acontecer. Logo seus pensamentos foram cortados pela resposta dela.


Colleen Cavanaugh escreveu: - Me leve lá então se é capaz. Preciso ver o que diz com os meus próprios olhos. Por favor!

Ele sorriu para ela mais uma vez, pelo menos o primeiro passo ela já tinha tido coragem de dar.

- Ser capaz? Isso é muito fácil pra mim gracinha! Mas primeiro vamos vesti-la adequadamente!

Ele ainda estava com a varinha em mãos e se aproximou dela, já sorrindo marotamente.

- Fique tranqüila, não vou tirar a sua roupa, não dessa vez... Ele ergueu a varinha acima da cabeça da menina e lenços negros começaram a descer pelo corpo da menina, envolvendo-a e logo ela estava com novas vestes.

Estava vestida com uma bota de cano alto e salto médio, calça de couro justa, uma camisa de manga comprida justinha ao corpo e um sobretudo, todas as vestes negras como a noite. O cabelo ficou com uma trança, passado por uma fita preta até o fim e os olhos estavam maquiados negros como a noite e a pele de seu rosto estava branca como a dele.


- Bom, acho que agora estamos prontos para uma festa! Ele sorriu para ela. A sua varinha está no bolso interno do sobretudo. Por enquanto não creio que vá precisar dela. Ele disse calmamente, como se desse as instruções para um dos Comensais que comandava em missões a anos e mais anos.

Ele conjurou uma rosa em sua mão direita e apontou a varinha para ela, sussurrando a palavra 'Portus', o feitiço para criar uma chave de portal. A rosa teve um brilho azulado que logo se apagou.


- Uma rosa para outra! Ele sorriu marotamente para ela, oferecendo-lhe a rosa. A menina esticou a mão e recebeu a rosa e nesse instante a chave de portal foi ativada. Ele sentiu aquele típico puxão pelo umbigo, quanto tempo não viajava por uma chave de portal. Durante o percurso ele abraçou a menina, até a chave se reabrir e eles estarem em terra firme novamente. E agora não estavam mais em Londres e sim a alguns muitos quilômetros de distancia.

Chipre - Larnaca, fronteira norte com Famagusta, vilarejo de Iolhos.

A cidade era simples, não havia muita modernidade, mas era um vilarejo trouxa com casas muito imponentes e grandes, do século passado e no alto de uma elevação havia um castelo, não era um castelo gigantesco, era feito de pedras escuras e muros altos, tinha duas torres em cada lateral e uma maior ao centro, mas não muito altas e a casa vinha logo abaixo, parecia ser a casa de um grande figurão e era ali que a mãe de Colleen estava morando agora.

Ele tomou mais um gole da poção Polissuco e um bom gole dessa vez. A varinha já estava guardada debaixo da manga do braço esquerdo do seu sobretudo.


- Venha comigo e haja normalmente, e acima de tudo, fique tranqüila, eu estou aqui com você e nada acontecera contigo!

Ele pegou a menina pela mão e colocou-a no canto da calçada enquanto eles iam na direção do castelinho que a mãe da menina morava e poucos minutos de caminhada estavam a poucos metros do grande portão, que era vigiado por dois seguranças.

- Então gracinha, aqui é onde sua mãe mora. Com certeza não vão nos deixar entrar pela porta da frente como queridos amigos, então eu vou colocar-nos lá dentro. Mantenha-se sempre atrás de mim, sempre. Sempre mantenha um escudo de defesa ativado também, isso você sabe fazer né?! Ele falava sério com a menina e já sentia a adrenalina. Passou a varinha na frente do seu rosto e a mascara de osso de Comensal da Morte cobriu sua face e fez o mesmo com Colleen, cobrindo o seu rosto com uma mascara igual a dele.

- Agora estamos preparados para uma festa de arromba! Ele sorriu para ela, erguendo o rosto dela pelo queixo e olhando dentro dos olhos dela pela fenda dos olhos da mascara. Fique tranqüila e sempre atrás de mim e nada de ruim vai acontecer contigo. Ele se levantou e começou a caminhar na direção da guarita de segurança, a varinha já estava em sua mão esquerda, pronta para ação...
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Ter Abr 19, 2011 3:19 am



Lidar com as súbitas mudanças de atitude de Antonin não era fácil. O constante sentimento de dúvida que daí insurgia apenas constribuia para o aumento da inseguridade de Colleen, que tentava esconder atrás de uma expressão agora mais séria. Apesar disso, os seus olhos eram duas pequenas janela aberta que não conseguiam mascarar o nervosismo, provocado não apenas pela persistência do medo, mas também pela forma como as novidade duras lhe chegavam. E agora, parecia ter a oportunidade de ver por si própria o que o comensal afirmara sobre a sua mãe. Aceitar a ideia de ter sido desse jeito substituída não era fácil, e depois da momentânea hesitação provocada pelo medo de morrer que a invadira, a ira em seu coração voltava a surgir.

Contudo, também não tinha ideia de como poderia chegar ao Chipre sem enveredar numa viagem que duraria horas. Apenas o rapaz não parecia ver nisso um problema - Ser capaz? Isso é muito fácil pra mim gracinha! Mas primeiro vamos vesti-la adequadamente! – As palavras não foram de todo suficientes para afastar a sua incerteza. Continuava sem saber como lá chegariam, e o que afinal ele tencionava com aquela viagem. Antes de se dirigir a Hogsmead, se arranjara melhor que para qualquer dia comum, por isso, tinha medo do tipo de roupas ele queria que ela usasse. – Como assim? – Notando o sorriso nos lábios dele, questionou o que ele quereria dizer com “vestir adequadamente”, mostrando evidente desconfiança...

Mas rapidamente teve uma nova confirmação que as intenções do comensal para então não eram más - Fique tranqüila, não vou tirar a sua roupa, não dessa vez...- Com um movimento da varinha, se sentiu ser envolvida por aquilo que resultaria num visual bastante diferente daquele que ostentava até então. Exibia agora uma camisola e calças bastante justas que marcavam as curvas de seu corpo, e calçava umas botas que acrescentavam cerca 8 centímetros à sua altura. A própria maquilhagem mudara, carregando ainda mais o exterior dos seus olhos comparativamente ao resto da sua pele, enquanto pôde sentir o seu cabelo preso por uma trança. Sobre as roupas vestia agora um sobretudo igualmente escuro, tal como o que Antonin usava.

- Bom, acho que agora estamos prontos para uma festa! A sua varinha está no bolso interno do sobretudo. Por enquanto não creio que vá precisar dela. – Olhou para ele, enquanto com a mão procurou esse bolso para comprovar que lá estava a sua varinha. – Como vamos para lá afinal? – Questionou, e em resposta, viu ele conjurar uma rosa, à qual dirigiu um feitiço que não foi capaz de ouviu - Uma rosa para outra! - O encarando de expressão aparentemente calma, esticou a mão para receber a rosa, percebendo imediatamente como lá chegariam. No preciso instante em que lhe tocou, se sentiu ser puxada para o nada, uma impressão desagradável acompanhada por uma ligeira falta de ar. Já utilizara botões de transporte antes, mas mesmo assim, a sensação não se tornava melhor que da primeira vez que o fizera. Aí, se sentiu envolvida pelos braços de Antonin, que apesar de não anularem por completo o desconforto, permitiam maior segurança até que seus pés sentiram de novo terra firme sob eles.

CHIPRE:

A noite estava escura, sendo o vilarejo iluminado apenas pelas luzes provenientes de janelas e candeeiros de rua. Colleen não fazia ideia de onde estava, pelo que a sua atenção foi captada pelo novo local. Parecia uma zona maioritariamente residêncial. Ao lado da calçada, distinguiam-se moradias de grandes dimensões, certamente pertencentes a pessoas de grandes posses. Mas no meio destas, se destacava a a edificação de um castelo. - Venha comigo e haja normalmente, e acima de tudo, fique tranqüila, eu estou aqui com você e nada acontecera contigo! – A frase vinda do seu lado transmitia confiança. E sem saber porquê tendo em conta o que se passara momentos antes ainda em Hogsmead, começava a se sentir segura ao lado de Antonin, permitindo que um discreto sorriso surgisse nos seus lábios.

Pela sua mão, deixou que ele a guiasse pelo pavimento, percorrendo o caminho em silêncio. Sem saber quanto tempo levaria mais até que chegassem, a sua cabeça era inundada por aquilo que poderia fazer assim que encontrasse a mãe. Se sabendo cada vez mais perto do momento decisivo, manter a aparência calma começava a ser difícil. Se sentia traída... não recebera um único bilhete da mãe em uma década, e a primeira vez que tivera informações concretas, estas eram dadas da boca de um estranho. Informações essas que não contribuíram de todo para a fazer feliz. Por isso mesmo, a própria Colleen não tinha a certeza de como reagiria.

- Então gracinha, aqui é onde sua mãe mora. Com certeza não vão nos deixar entrar pela porta da frente como queridos amigos, então eu vou colocar-nos lá dentro. Mantenha-se sempre atrás de mim, sempre. Sempre mantenha um escudo de defesa ativado também, isso você sabe fazer né?! – Levantando a cabeça, pode finalmente encarar o local. A garota não escondeu a admiração ao vê-lo – Não está a falar a sério? – Perguntou, esperando que a qualquer momento ele dissesse que tudo não passava de uma brincadeira. Imediatamente na base do castelo, uma casarão enorme se erguia no meio da escuridão da noite. Maior que os outros por que passaram até então, aquele apenas poderia pertencer a alguém com bastante poder no local. Durante quase toda a sua vida, Colleen vivera enfiada num pequeno apartamento, cheia de privações e sem qualquer luxo. Apenas para agora descobrir que durante todo esse tempo, algures a centenas ou milhares de quilómetros de si, a mãe que julgara morta vivera uma vida recheada de riquezas, enfiada numa mansão protegida por seguranças.

O seu coração pulsava rápido e pesadamente enquanto olhava a casa. Mesmo após descobrir que a mãe estava viva, não a imaginou a viver num local assim. As surpresas não paravam de chegar, e nenhuma delas parecia boa. Inspirou fundo, tentando manter a calma, antes de responder à pergunta antes colocada – Sim, sei como fazer o escudo – Mas antes de pegar a varinha para poder fazer o que lhe fora pedido, viu o rapaz passar a varinha na frente da sua face fazendo aparecer a máscara que encobria o seu verdadeiro “eu”. No entanto, não se ficou apenas por aí, fazendo o mesmo à garota. A morena passou as mãos pela face sentindo a textura óssea que agora lhe cobria o rosto. Não evitava sentir algum desconforto enquanto a usava, por não estar minimamente habituada a ter a sua identidade escondida. - Agora estamos preparados para uma festa de arromba! - A situação começava a assumir dimensões bastante maiores que antes julgava. Não passaria apenas por uma amigável conversa entre duas familiares de certeza.

Apesar do ódio que lhe ia no coração, a insegurança se continuava a notar na sua hesitação. Não sabia se estava pronta para enfrentar uma coisa assim. - Fique tranqüila e sempre atrás de mim e nada de ruim vai acontecer contigo. – Antonin terminou a olhando nos olhos através da máscara. Colleen queria acreditar plenamente nele, acenando afirmativamente. Mas logo viu ele caminhar em direção ao portão protegido de varinha empunhada, percebendo que de certeza, ele tentaria uma entrada forçada. – Espere - Dando três passos rápidos para o alcançar, a garota segurou o braço ele o impedindo de continuar – Não vai lutar contra a segurança, pois não? De certeza que não são apenas aqueles dois guardas. Mesmo que os apanhe de surpresa, seriamos logo cercados por outros – O seu tom de voz baixou um pouco enquanto continuava, admitindo algo de que não se podia orgulhar – A minha experiência de combate é quase nula. Não quero arriscar assim tudo num duelo em que as nossas chances são mínimas. – tinha a certeza que os seguranças seriam bastante melhores no manejo da varinha que ela, e certamente que ele também. Entrar assim à força, a seu olhos não passava de uma missão suicida - Por favor. Tem de haver outra maneira de entrar... - Olhava para ele, enquanto esperava que ele a ouvisse, e fosse convencido a pensar noutro plano. Queria encontrar a mãe, por isso, arriscar a que tudo acabasse antes de começar efetivamente, não lhe agradava minimamente.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Dom Maio 08, 2011 3:40 am

Colleen Cavanaugh escreveu: - Não está a falar sério?

A menina pergunto meio que impressionada olhando para o casarão que estava a frente deles. Radoi não sabia a história de vida dela, pois após a morte do Lord Negro ele também havia saído do país, voltando poucas semanas atrás, mas pelo olhar da menina não parecia que tinha sido fácil.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Sim, sei como fazer um escudo!

Pelo menos o mais simples dos feitiços ela sabia fazer, isso já era um bom começo. Conjurou uma mascara em sua face e fez o mesmo com a menina que passou a mão para ter certeza de que ela estava ali. Não sabia se ela estava impressionada ou incomodada com a textura óssea da mascara, que para ele caia como uma luva, já que era como se fosse sua verdadeira identidade.

Vestidos, armados e ocultos, já estavam totalmente prontos para ação. Agora era só matar todos aqueles seguranças idiotas e torcer para serem bruxos, pois caso contrário não deveria haver muita graça.

Após dar as ultimas coordenadas para a menina, começou a caminhar na direção da guarita de segurança, até ouvir algo a sua costa e ela segurar o seu braço esquerdo.


Colleen Cavanaugh escreveu: - Espere! Não vai lutar contra a segurança, pois não? De certeza que não são apenas aqueles dois guardas. Mesmo que os apanhe de surpresa, seriamos logo cercados por outros.

Ele sorriu. Sabia que com certeza havia dezenas de seguranças dentro da casa e por isso seria tão divertido.

- Tomara mesmo, pois matar apenas dois numa noite tão bonita como essa não teria a menor graça!

Ele ia se desvencilhar dela para seguir o caminho, mas com a voz baixa e um pouco apagada ela continuou.

Colleen Cavanaugh escreveu: - A minha experiência de combate é quase nula. Não quero arriscar assim tudo num duelo em que as nossas chances são mínimas. Por favor. Tem de haver outra maneira de entrar...

Sim, ela não o conhecia nada bem e não sabia do que ele realmente era capaz, mas ele iria mostrar a ela...

- Fique tranqüila gracinha, afinal, o que muggles imundos são capazes de fazer contra um Comensal da Morte como eu!?

Ele disse levantando o queixo dela com o indicador da mão direita e dando um leve beijo em seus lábios. Não sabia o porquê tinha feito aquilo, mas sabia que talvez pudesse encorajá-la ou, ainda talvez, aumentar a raiva dela.

- Agora venha comigo e não interfira novamente!

Ele soltou a mão dela de seu braço gentilmente e correu na direção da guarita, que ficava do lado esquerdo do portão de entrada. Os dois seguranças estavam sentados assistindo um pequeno aparelho de TV, muggles imundos, pensou ele.

Aproximando-se rapidamente viu que um dos seguranças levantou a cabeça e viu o homem correndo na direção deles. Quando ele fez menção de se levantar Radoi apontou a varinha para eles. A guarita era feita, metade de concreto e a outra metade uma grande vidraça, que com certeza devia ser resistente a armas muggles. Tinha um interfone em uma das laterais, mas ele não iria se apresentar, pelo menos não por ali.

Com a varinha apontada para a vidraça o Comensal fez um movimento bem curto que fez a janela estourar e os cacos serem arremeçados para dentro como uma chuva de navalhas na direção dos dois seguranças, que não tiveram a menor chance de se defenderem e acabaram com dezenas de cortes por todo o corpo.

Mirel aproximou-se da guarita e olhou para dentro, vendo os dois homens mortos e o sangue deles jorrando por vários cortes em seus corpos e rostos. Desdenhou daqueles muggles imundos e cuspiu em cima de um deles, agora era hora de entrar na casa principal. Apontou a varinha para o chão.


- Anntidesaparrt

Agora estava pronto. Olhou para trás rapidamente só para se certificar que Colleen estava atrás dele e com a varinha em mãos.

Com facilidade fez o portão, de cerca de três metros de aço, se dobrar como se fosse papel e cair pesadamente no chão. Entrou por um caminho de pedras socadas ao chão e viu dois seguranças de cada lado, que deveriam esta fazendo a ronda externa, correndo para ver o que tinha acontecido com o portão e quando avistaram o homem rapidamente sacaram suas armas dos coldres, o que enojou ainda mais o Comensal.


- Incendio! Duas paredes de fogo, com cerca de dois metros, emergiram de cada lado do Comensal da Morte que olhava para os lados e com um rodopio fez as paredes de fogo ir em direção aos quatro seguranças como se fossem duas ondas no mar.

Quando as ondas de fogo passaram pelos seguranças eles entraram em combustão. Começaram a gritar e rolar no chão, mas era em vão, o fogo iria consumir toda pele e ossos dos homens que já não gritavam mais, Radoi sorriu, aquilo era fácil demais. Radoi pegou Colleen pela mão e correu na direção da porta, uma porta dupla de dois metros de altura, parecia ser de uma madeira muito nobre e havia gravuras entalhadas na madeira.

Parado a frente da porta Radoi afastou-se dois passos e fez um enorme X com a varinha. De inicio nada pareceu acontecer, mas logo ele deu um forte chute na parte baixa da porta que voou para dentro, deixando um espaço considerável para eles passaram dobrando apenas um pouco dos joelhos.

A casa era puro luxo. Tapetes de diferentes partes do mundo, obras de arte nas paredes e mesinhas espelhadas por um grande corredor que dava numa escada que dava para um segundo andar em duas alas. Acima da escada um grande lustre de cristal fino e no topo da escada quatro seguranças com as armas já engatilhadas e apontadas para os invasores. Eles pareciam não acreditar no que haviam acabado de ver, o homem pareceu chutar a porta e um grande naco dessa saiu deslizando pela entrada, uma porta que tinha cinco centímetros de espessura, mas logo o que parecia ser o líder tirou-os do transe.


- Atirem neles!

Eles começaram a atirar, mas Radoi foi mais rápido. Puxou Colleen para perto de si e criou um escudo circular. Parecia uma fina folha de papel, translúcida, azulada. Os projéteis batiam nela e caiam no chão amassados, como se tivessem batendo numa parece de aço. Ele começou a andar rapidamente ainda segurando a garota, ele sabia que eles teriam que recarregar as armas e no instante que isso aconteceu ele já estava bem perto do primeiro degrau.

A munição dos muggles acabou e os estalos de recarregar começaram.

Radoi desfez o escudo rapidamente e subiu as escadas correndo. Apontou a varinha para os dois da esquerda e fitas de couro que continham espinhos de ferro enroscou os dois juntos, fazendo vários furos nos dois homens, levando-os ao chão, ainda com vida.

Mudou o rumo da corrida para o lado direito, os homens mesmo espantados já estavam quase recarregando suas armas, mas mais uma vez aquele brilho azul saiu da varinha dele e a cabeça do terceiro homem rolou pela escada no exato momento em que o ultimo segurança já havia engatilhado sua arma e atirou em Radoi.

O tiro atingiu-o em seu ombro direito em cheio. Ele sentiu a queimação do projétil e desarmou-o rapidamente, imobilizando o corpo dele e se aproximando mais devagar. Parou a sua frente e pegou a arma dele no chão, jogando-a escada abaixo, apontou a varinha para o homem. Fazendo movimentos de rotação com o punho começou a transformar os ossos do homem em espinhos, saindo de dentro para fora, rasgando seus músculos e pele. O homem gritava freneticamente, até o seu crânio rasgar toda sua face e ele morrer numa poça de vísceras e ossos pontudos que haviam praticamente virado o segurança ao avesso.

Sentiu o ombro latejar de dor e apontou a varinha para ele, retirando o projétil alojado e curando a ferida magicamente. Por hora aquilo iria bastar, mas quando aquilo acabasse teria que voltar a sua casa para cuidados mais profundos.

Novos disparos estouraram perto dele e ele refez o escudo, vendo mais seguranças ao longo de outro grande corredor, esse por sua vez cheio de portas.


- Colleen venha para perto de mim, rápido!

Com a menina perto de si novamente continuou avançando pelo corredor, mas dessa vez uma porta atrás deles se abriu e outros três seguranças saíram de uma sala, esses possuíam armas grandes, que quando foram apontadas para os dois dispararam projetes frenética e interminavelmente, numa velocidade fora do comum. Estavam encurralados. Radoi sabia novamente que eles teriam que recarregar suas armas, mas atacar em duas frentes e ainda proteger Colleen iria ser difícil. Isso, Colleen!

- Colleen, quando eles pararem de atirar aponte para os homens de trás e conjure o feitiço Incendio, pense com muito ódio e numa quantidade de fogo exorbitante... Os homens pararam de atirar quase simultaneamente. Agora!

Gritou ele para ela e desfez o escudo. Ele também lançou chamas para frente, mas essas eram diferentes. Um turbilhão de chamas roxas avançou pelas duas paredes do corredor e explodiram os dois seguranças que estavam escondidos um em cada esquina do corredor. Não foi uma cena muito bonita de se ver, mas Radoi adorou, rápido e eficiente.

Pensou em refazer o escudo, mas quando olhou para trás viu um grande incêndio e os três homens pegando fogo e uma Colleen um pouco paralisada.


- Adorei gracinha, vem!

Ele pegou novamente a menina pelo braço e começou a correr, indo para a torre principal. Começaram a correr em uma grande escadaria de caracol. Radoi havia conjurado uma grande barreira para nenhum muggle poder segui-los dali em diante, até chegarem ao topo da torre e ficarem de frente para uma outra grande porta, que magicamente o Comensal viu que haviam quatro pessoas no interior da sala.

Magicamente uma porta apareceu em uma das paredes e um homem com uma varinha em punhos saiu de dentro dela. Era um homem alto e bem forte fisicamente. Bem jovem com certeza não tinha 25 anos de idade. Cabelos loiros encaracolados e olhos muito azuis. Traços finos, quase angelicais. O homem estava vestido com um sobretudo caramelo fechado, calças de linho fino e sapatos bem lustrosos. Havia um brasão de sol nas costas do sobretudo do rapaz que saíra magicamente da parede e Radoi já sabia do que se tratava.

Eles eram bruxos que havia saído das escolas bruxas e se juntados a outra escola, bem secreta, que pegava apenas os prodígios e transformava-os em guarda-costas perfeitos e é claro, por valores montanhosos de dinheiro protegeriam muggles ou bruxos, ou seja, os que pagavam. Aqueles bruxos muitas vezes eram bem mais poderosos que os aurores e tinham tanto escrúpulos quanto os Comensais da Morte.


- Sugiro que voltem de onde estão Comensais, ou não terei dificuldade em matá-los, mesmo estando em maior numero! A voz dele era doce e tranqüila, não tinha a aflição ou o pavor dos aurores ou outros bruxos que topavam com Comensais, seria uma batalha e tanto...

- Acha mesmo que eu vou recuar! Sei quem você é e já matei mais de um da Escolta do Sol! Dolohov caminhou para a frente do bruxo, colocando Colleen atrás de si, sabia que ela ali corria extremo perigo. Mesmo Radoi sendo um bruxo fenomenal e poderoso aqueles bruxos eram realmente formidáveis. Ele não pareceu se impressionar com as palavras do Comensal e fez uma reverencia de inicio de duelo, sim, a grande honra entre os bruxos, algo que Radoi não fazia a menor questão de prestar...

Então o bruxo segurança começou lançando flechas prateadas na direção do Comensal. Radoi repeliu-as para os lados e para cima, correndo na direção do outro bruxo, fazendo uma cruz com a varinha. Dessa cruz saíram chamas roxas muito brilhosas, que foram defendidas pelo outro bruxo sem muita dificuldade. Radoi repetiu o gesto e as chamas saíram ainda mais brilhosas, mas dessa vez quando tocara o escudo mágico do bruxo elas explodiram e transformaram-se em fumaça, encobrindo toda a visão no topo da torre.

O bruxo rapidamente conjurou uma rajada de vento na direção que Radoi ia correndo, mas este não estava a sua frente, somente Colleen que parecia não saber o que fazer. Então ele avançou sobre ela, já conjurando a maldição da morte. Novamente aquele brilho azul e o bruxo estacou no meio de um passo e desabou no chão, com sua cabeça rolando poucos centímetros do corpo. Radoi estava do lado direito do bruxo, onde a fumaça roxa não havia se dissipado, magicamente e propositalmente pelo Comensal. Radoi correu para ver se estava tudo bem com Colleen.


- Eu não disse que seria fácil gracinha? Ele sorriu para ela, passando a mão de leve no lado esquerdo de seu rosto. Virou-se para a porta e abriu-a magicamente, sem explosões ou arrombamentos, apenas abriu e viu a mãe de Colleen agarrada aos dois filhos e o marido a frente com uma arma muggle na mão. Ele apontou tremulo para Radoi que o desarmou sem ao menos precisar levantar a varinha.

- Incarcerous! O homem caiu preso pelas cordas mágicas no chão. Ele ia começar a tagarelar, mas Radoi o calou antes dele começar a implorar ou tentar suborná-los. Então ele se virou para a mulher, que escondia os dois filhos atrás de si e segurou-a pelo pescoço, atirando-a no chão, ao pés de Colleen.

- Então Paris... Ele disse desdenhoso! Ou melhor dizendo Mary Alecia! Tem alguém que quer conhecer você! Ele olhou para Colleen, agora estava tudo nas mãos dela. Ele caminhou para perto da menina, ficando atrás dela apenas um passo e sussurrou em seu ouvido apenas para ela ouvir.

- Usar uma maldição imperdoável é fácil. Você já sabe o nome, basta apenas querer que ela aconteça! Pense na dor que quer fazer ela sentir ou pense em levar a morte para ela e conjure o nome certo. Eu sei que você é capaz, mas caso não consiga eu estou aqui por você... Ele afastou-se mais um passo e apenas ficou a contemplar a cena que viria a acontecer...
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Qua Maio 11, 2011 2:36 am



Olhando para a mansão em sua frente, e imaginando a quantidade de guardas que estariam protegendo quem fosse que lá estivesse vivendo, a ideia de forçar a entrada apenas podia ser vista como uma loucura. Colleen abandonara o seu país natal apenas na companhia de um comensal que acabara de conhecer, e mesmo sem saber do que ele seria capaz, o tentou chamar a razão para isso. No entanto, a ideia de ser atacado não parecia preocupar de todo Antonin. - Tomara mesmo, pois matar apenas dois numa noite tão bonita como essa não teria a menor graça!- Mesmo face à expressão sorridente que este ostentava e palavras confiantes, a insegurança permanecia.

Por isso mesmo, a garota tentou o demover, admitindo a sua falta de experiência em duelo. - Fique tranqüila gracinha, afinal, o que muggles imundos são capazes de fazer contra um Comensal da Morte como eu!? – A palavra muggle a apanhou completamente de surpresa, à medida que se levantava a duvida sobre se a nova família de sua mãe não seria sequer bruxa. Apenas por pensar isso, sentia sua aversão crescer, dado o ódio que nutria por qualquer pessoa sem a habilidade de praticar magia, e ainda mais por qualquer traidor de sangue. No entanto, acompanhado o que tinha dito, o dedo dele deslizou para o seu queixo, o levantando até que os seus lábios se juntaram num beijo suave, no qual a sua pergunta se perdeu. - Agora venha comigo e não interfira novamente!

De alguma forma, por causa disso, se sentiu acalmar por segundos. Mas a calma logo desapareceu quando viu o comensal começar a correr na direção do portão da entrada. Por mais louca que considerasse a ação, não querendo ficar sozinha para trás, Colleen o seguiu mantendo a distância de alguns passos, até aos dois primeiros guardas. Mas um pequeno movimento de varinha foi suficiente para ver uma vidraça estoirar na direção dos homens. Mantendo a varinha em punho, se aproximou espreitando para os ver deitados no chão, mergulhados numa poça de sangue, imóveis.

- Anntidesaparrt – Antonin forçou a entrada através do portão, após a qual logo surgiram novos seguranças sem varinha. Deviam se tratar mesmo de muggles... - Incendio! – seguindo a pronuncia do feitiço, duas paredes de fogo se elevaram envolvendo os quatro guardas, que no meio de gritos de dor, acabaram no chão carbonizados. Olhando os corpos mortos, Colleen pode sentir uma sensação que lhe era nova: o desprezo pelas pessoas ali caídas. Não sentia a mínima simpatia por eles, o que refletia o como ela desprezava todos os de sangue inferior ao seu. Não sabia que perigos enfrentaria no interior da casa. Mas naquela altura, o único motivo pelo qual se preocupava com a sua segurança era por estar ao lado de um rapaz que se mostrava um dos feiticeiros mais fortes e impiedosos que já vira. Se por algum motivo se voltasse contra ela, tinha medo de como a situação acabaria.

Sentindo a sua mão ser puxada, junta a Antonin se dirigiu à mansão, na qual penetraram quando a porta foi quebrada por ele. Por momentos, a sua atenção foi inteiramente captada pelo espaço que os envolvia. Não tinha nada a ver com qualquer sitio em que já tivesse estado. O lugar era espaçoso e bem decorado, com o tipo de adornor que nem trabalhando uma vida inteira a maioria das pessoas seria capaz de adquirir. Mas no topo da escadaria, quatro homens lhe apontavam suas armas - Atirem neles! – a garota conhecia as armas trouxas das aulas do seu estudo que tivera. Mas nunca na realidade havia visto uma, e muito menos como funcionava. Sonoros estalos se fizeram ouvir, e não fosse pelo escudo que o rapaz criou em sua volta, poderia ter sentido na sua pele a sensação de ser alvejada por projéteis que cruzavam o ar a uma velocidade enorme.

No momento que se seguiu, foi a vez do comensal retaliar, prendendo dois dos guardas, e com um feitiço, decapitando a cabeça de um terceiro. Era impossível não sentir alguma agonia testemunhando toda a cena. Mas tentando controlar esse sentimento, ouviu de novo o gatilho ser premido, e atingir Antonin. Abafou um grito, enquanto via o ombro ferido dele através do manto. Não imaginava a dor que sentiria, mas nem essa o parecia abrandar, quando logo se dirigiu ao ultimo dos homens, do corpo do qual, espinhos começaram a sair, dilacerando a sua carne. Por mais horrorizante que a cena fosse, Colleen não era capaz de parar de olhar para o corpo, não evitando algum regozijo por ver os guardas da mãe serem tão facilmente dizimados.

- Colleen venha para perto de mim, rápido! – A sua distração foi quebrada pelas palavras dele, e em pouco tempo, se viram cercados por mais guardas. Apesar de não possuirem qualquer varinha, acabara de ver uma demonstração de que as suas próprias armas também podiam ferir, para além que a diferença numérica era enorme. - Colleen, quando eles pararem de atirar aponte para os homens de trás e conjure o feitiço Incendio, pense com muito ódio e numa quantidade de fogo exorbitante... ¬ - Até então, se limitara a assistir. Por isso, foi apanhada de surpresa ao ouvir que Antonin queria que ela também atacasse. Sabia como conjurar o feitiço, mas nunca o fizera contra pessoas, muito menos com o intuito de as matar. Não se sentia preparada. Queria mais tempo para assimilar o que lhe fora pedido, mas logo foi chamada a agir. - Agora! - Vendo Antonin começar a atacar, logo se voltou para trás. Eram três no total, mas tentando ignorar o quão desnorteada se sentia, e o temor pelo que podia acontecer se falhasse, apontou a sua varinha, tentando concentrar os seus pensamentos na ira contida que sentia pelos muggles. – Incendio – gritou descrevendo com a varinha um movimento rápido e seco no ar. Na sua frente, um inferno de chamas foi ateado, no qual foram mergulhados os três homens, e os seus gritos.

Os olhava paralisada, estupefacta por aquilo que acabara de fazer, até que os gritos casarem quando os guardas cairam mortos. O seu coração batia bastante velozmente e o seu corpo e respiração estavam quentes - Adorei gracinha, vem! – Olhando pela última vez para o incêndio, logo o seu braço foi puxado e ela forçada a correr de novo. E aí, uma porta surgiu numa das paredes ao seu lado, do interior saiu outro homem jovem, este loiro e de olhos azuis e de corpo bem tratado. Colleen travou quase de imediato, deduzindo que aquele seria provavelmente o primeiro mágico que viam ali dentro - Sugiro que voltem de onde estão Comensais, ou não terei dificuldade em matá-los, mesmo estando em maior numero! – Ele parecia confiante, contrariamente aos outros guardas. Sem saber o que fazer, a morena olhou o comensal à espera de respostas - Acha mesmo que eu vou recuar! Sei quem você é e já matei mais de um da Escolta do Sol! – Sendo posta detrás de Antonin, logo percebeu que estaria para tomar lugar um duelo feiticeiro.

Estava próxima demais de tudo. Naquele momento, queria fugir ou se esconder atrás de alguma coluna. Mas ao mesmo tempo, não queria demonstrar a sua fraqueza daquele jeito. O que se seguiu, foi um mar de luzes, flechas e chamas que podia ser considerado um espetáculo, não se desse o caso de estar ali tão perto ameaçando a sua vida. Poucos segundos passaram para que tudo fosse envolto em fumo, e menos ainda foram precisos para que uma rajada o afastasse. E aí, Colleen se viu cara a cara com o feiticeiro loiro. O viu avançar na sua direção, recuando um passo aterrorizada, sem saber o que acontecera a Antonin. Empunhava a varinha, mas sabia que qualquer escudo que levantasse certamente não teria qualquer efeito contra qualquer feitiço que ele enviasse. E desta vez, o que começara a conjugar fora um feitiço que tão bem conhecia. Não por ter prática o realizando, mas por tudo o que lera a seu respeito: a maldição da morte.

Sabe como dizem que quando está prestes a enfrentar a morte o relógio abranda e pode rever toda a sua vida? Bem, na verdade não é bem isso que acontece. Pelo contrário, sentia cada momento escapar-lhe cada vez mais depressa... até que um brilho azul se sobrepôs. Um brilho que já vira nesse dia, mais que uma vez. E logo, a cabeça do bruxo rodou para o chão - Eu não disse que seria fácil gracinha? – Visivelmente nervosa com o que acabara de acontecer, a morena permaneceu parada, sem se mexer ou falar, primeiro enquanto o comensal passou a mão pelo seu rosto, e logo depois quando abriu a porta na sua frente, dando lugar a uma nova divisão, na qual estava um homem, uma mulher, e dois meninos.

- Incarcerous!- Esta visão acordou Colleen da sua transe momentânea. Dando passos lentos até penetrar o quarto, sem que os seus olhos se despregassem da mulher, à qual Antonin se dirigiu, e separando dos filhos, jogou no chão, aos pés de Colleen como se não se tratasse de mais que um objeto - Então Paris... Ou melhor dizendo Mary Alecia! Tem alguém que quer conhecer você! – Naquele momento, o bater do seu coração atingiu o auge daquela noite, supondo que seria capaz de se ouvir na divisão não fosse pelo som do choro e lamúrias dos miúdos. - Usar uma maldição imperdoável é fácil. Você já sabe o nome, basta apenas querer que ela aconteça! Pense na dor que quer fazer ela sentir ou pense em levar a morte para ela e conjure o nome certo. Eu sei que você é capaz, mas caso não consiga eu estou aqui por você... – Sem que se apercebesse, o rapaz se aproximara atrás de si, o suficiente para lhe sussurrar estas palavras ao ouvido, sem que fossem no entanto suficientes para a fazer desviar os olhos da mulher aparentemente confusa, que agora a encarava.

Dez anos… fora o tempo que se passara desde a última vez que lhe pusera os olhos em cima. Muita coisa tinha mudado desde então, e apesar de todas as memórias de infância que com o tempo haviam sido perdidas, Colleen ainda recordava aquela cara. – Mãe? – Perguntou baixinho, o suficiente para que ela ouvisse e a olhasse com novo espanto. Então, com a mão tirou finalmente a sua máscara, revelando pela primeira vez a sua identidade para ela. – Oh meu Deus – a escutou pronunciar, soletrando com os lábios o nome da filha sem que algum som saisse desses. Se encararam mutuamente por segundos, sem que a morena tivesse ideia do que dizer. Tanto tempo tivera para pensar naquele momento, mas chegado finalmente, não sabia como começar.

– Por favor! Levem o que quiserem. Mas não nos matem. Tenham piedade, pelos nossos filhos. – Uma voz do outro lado do quarto inrrompeu pelo silêncio. A voz suplicante do homem que fora preso antes, impedido de realizar algum movimento. – Não vim aqui pelo vosso dinheiro! – falou Colleen o olhando agora ofendida por essa ser a primeira coisa que escutara – Apenas queria olhar de novo a face daquela que me abandonou para começar de novo num país, a milhares de quilômetro de casa, aparentemente com um muggle – continuou sem se preocupar em se apresentar agradável. Pelo contrário, o seu tom de voz era implacável. E assim que acabou, pode notar o espanto na cara do homem. Ou seja, pelos vistos nem ele sabia do passado da mulher com quem se casara – E não contou isto para eles? – Perguntou à mãe, que acenava negativamente com uma expressão que rogava à filha que não contasse nada.

Todas as revelações daquela noite haviam chegado como um choque. E na maioria do tempo, a sonserina as recebeu contendo o seu temperamento. Até ao momento em não foi capaz de controlar mais o transtorno. Por isso mesmo, não cederia ao pedido da mulher – 10 anos. Foi esse o tempo que tive de viver, enfiada num apartamento minúsculo, com condições muito abaixo daquelas que a grande maioria das pessoas vive. Fui forçada a me privar de muitas coisas que quereria por não ter familiares que mas pudessem oferecer. Durante anos, ouvi e engoli bocas sobre a minha situação financeira contra as quais nada podia fazer por ser órfã. Mas tolerei tudo isto e segui em frente, porque no fundo, cria que maus pais haviam sido mortos em nome de uma causa maior, e tudo o que passei tinha sido por um bom motivo – Mantinha o tom colérico e inflexivel. Durante demasiada tempo mantivera tudo aquilo para si, estando prestes a explodir – E agora, descubro que afinal, noutra parte do mundo, a minha própria mãe, que julgava morta ou escondida em algum sitio horrivel por ser perseguida, arranjou um novo marido, novos filhos, e vive numa mansão! Significava assim tão pouco para ser tão fácil descartar toda a sua antiga vida e correr atrás do primeiro ricaço que encontrou, traindo seu próprio sangue? – A sua face encontrava-se ruborizada, e os seus olhos transmitiam a sua ira, enquanto esperava por alguma resposta. – Eu não sei do que está a falar. Se a questão é dinheiro, nós temos muito! Levem o que quiserem – Insistiu Mary Alecia. Mas Colleen vira-a pronunciar o seu nome antes, não acreditando minimamente nas frases ditas.

E ouvir de novo a tentativa de suborno apenas a enfurecer mais, aumentando o tom de voz. – Já falei que não estou aqui pelo seu dinheiro! Não é desse jeito que tenciono resolver as coisas. Confringo! – Descreveu um movimento circular pela divisão, na qual todos os objetos que ficavam sob a mira do feitiço explodiram, acompanhados de simultâneos estrondos, sendo reduzidos a pedaços. Assustados, os dois pequenos lavados em lágrimas choravam, lágrimas que eram visiveis também nos olhos da mãe. A raiva da garota contudo, atingia o auge à medida que falava, e o seu julgamento se tornava cada vez mais difícil, à medida que as suas ações passavam a ser apenas controladas pela impulsividade – O que aconteceu à minha menina? – A mulher perguntou em pranto, já não se preocupando em esconder a verdade, à qual resposta não se fez esperar– Morreu no dia em que foi abandonada – A resposta foi dada impiedosa, ao mesmo tempo que levantava a varinha que empunhava firmemente na direção da mãe – Avada Kedavra – pronunciou. No mesmo instante, uma luz verde saiu da ponta da varinha, se ouvindo o som de algo colidindo contra o alvo. E assim, o corpo inerte de Mary Alecia caiu ao chão sem vida. – Cometeram um grande erro ao se envolverem com esta mulher – Dirigiu estas últimas palavras ainda num tom pesado às crianças e ao homem, antes de apontar a varinha a todos eles – Estupefaça – pronunciou entre dentes, vendo cada um ser lançado contra a parede e perder os sentidos.

A respiração de Colleen estava ofegante, enquanto olhava em volta. E agora que não havia ali mais ninguém acordado para além dela e de Antonin, a calma voltava de novo, juntamente com a consciência do que acabara de fazer. Matara a própria mãe. A raiva que sentira no momento fora suficiente para conjurar uma das maldições imperdoáveis, e agora não havia volta a dar. Incapaz de reagir, de corpo tremente, a força com que segurava a varinha se perdeu a largando, ouvindo o som do embate da madeira no chão.
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Sab Maio 21, 2011 11:55 pm

Pronto, estava feito. Radoi havia colocado Colleen frente a frete sua mãe que não via há anos e até que tinha sido mais fácil do que ele esperava. Matou alguns muggles e esperava até mais armadilhas mágicas, pela mãe da menina se tratar de uma Comensal no passado, mas apenas o segurança era algo que não iria deter um Comensal forte e bem treinado, mas afinal, ela não esperava ser caçada por Comensais e sim aurores.

À medida que ele amarrou o marido da mulher e jogou-a aos pés da menina, viu que ela adentrava lentamente no quarto, que parecia ser uma biblioteca, pois haviam estantes apinhadas de livros, dentre dezenas, ou talvez centenas de decorações.

Colleen parecia hipnotizada pela mulher. Adentrava sem desgrudas os olhos dela e sequer piscá-los, Radoi estava certo, está realmente era a mãe dela.

Radoi estava posto atrás de Colleen, parado, apenas observando o desenrolar do que estava para acontecer e ao mesmo tempo atento a porta atrás de si, já que outros bruxos poderiam surgir. Viu Colleen caminhar para mais perto da mulher, até ficar bem próxima e retirar a mascara.

O que se passou a seguir foi um reencontro entre mãe e filha que nenhuma das duas esperava, coisas foram ditas, mas na verdade somente a menina falou, a mulher queria demonstrar que não a conhecia e, assim como o homem que Radoi havia calado, tentou suborná-los.


Colleen Cavanaugh escreveu: - Já falei que não estou aqui pelo seu dinheiro! Não é desse jeito que tenciono resolver as coisas. Confringo!

O que se passou foi um show de estouros, praticamente todas as decorações da sala estouraram. Alguns cacos vieram na direção do Comensal, mas ele não fez questão de desviar ou usar magia para conte-los, deixou que batessem em seu corpo e caíssem no chão. Os dois garotos começaram a chorar alto no momento das explosões, assustados. Não sabiam o que fazer, olhavam para o pai, mas esse amarrado nada podia fazer para ajudá-los, então o jeito foi eles recorrerem as lágrimas, o que deixou Radoi um pouco mais sem paciência.

Mary Alecia escreveu: - O que aconteceu à minha menina?

Esse foi um momento crucial. Ele sabia que se ela caísse de joelhos, correndo para a mamãe nunca seria uma Comensal de verdade e, se ao contrario, ela a matasse seria um treino perfeito, poderia vir a ser uma Comensal perfeita, tão boa quanto ele um dia.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Morreu no dia em que foi abandonada. Avada Kedavra!

Radoi não pode deixar de esconder o riso quando viu a luz verde saindo da varinha da menina. O corpo da mulher caindo imóvel no chão, sem vida, olhando para uma das janelas, vazios e sem expressão.

Logo depois a menina lançou feitiços nos outros ocupantes da sala, menos contra ele, é claro, o que o deixou ainda mais orgulhoso. Um verdadeiro Comensal não deve ter escrúpulos, apenas almejar o poder, o poder acima de tudo e todos, um dia ela seria uma grande bruxa, era só continuar nesse ótimo caminho que ele tinha posto a sua frente.

Mas nem tudo são flores após a primeira maldição imperdoável que se tem um alvo humano e ainda mais quando esse alvo era atingido. A menina pareceu perder o chão. Olhou para os lados a procura de algo, mas não sabia o que. O seu corpo pareceu tremer e a sua varinha caiu no chão, o som da madeira tocando no chão tirou-o do transe que ele estava naquele momento.

Radoi pegou a varinha dela no chão e ficou de frente para a mesma, abraçando-a fortemente. Tinham todo o tempo do mundo para ficar ali, poderiam fazer o que quiserem a partir dali, afinal, dinheiro e liberdade não era o problema.


- Estou orgulhoso da minha menina...

Ele levantou o rosto da menina olhando-a profundamente nos olhos, esquadrinhando toda a sua alma. Um daqueles olhares que mesmo que a pessoa faça uma pergunta, não adianta negar a resposta, pois ele a vera dentro de si a resposta.

Pegou a menina nos braços, apoiando seu rosto em seu pescoço, indo para fora da casa, fazendo o caminho contrário o que tinham feito para chegar até o alto da torre, só que dessa vez bem mais devagar.

Chegando do lado de fora e revendo o pequeno show que havia dado para poder entrar e agora iria ter o grande final. Colocou a menina sentada no chão, numa parte gramada perto da casa, de onde ela poderia ver o que ele iria fazer.

Radoi tirou o seu sobretudo e colocou sobre os ombros da menina, olhando para o furo no ombro da camisa. Olhou para ela antes de se levantar e ficar a uns cinco metros do portão, tinha usado poucas vezes aquele feitiço, mas afinal, nunca havia necessidade de algo como aquilo.

Começou a fazer alguns símbolos de runas no chão, formando um pentagrama envolto de si. As runas ficavam flutuando na altura de seus joelhos, num tom púrpura metálico e brilhoso.

Ele abaixou-se tocando o chão com a mão direita e as runas sumiram e pareceram entrar na mão dele, que ficou brilhosa púrpura quando ele levantou-se novamente e ergue-a acima da cabeça juntando as duas mãos e o brilho passou para a sua varinha e subiu para o céu e num clarão desapareceu.

Um grande buraco negro apareceu sobre a casa rodopiando cada vez mais rápido e magicamente desceu, engolindo a casa de cima a baixo. E quando se dissipou, onde havia muros, cercas, casa e tudo mais, não havia mais nada, como se nunca tivesse existido nada naquele local.

Ele caiu de joelhos, com o suor escorrendo pela testa, sorrindo. Sabia que não deveria ter feito aquele feitiço, pois o ferimento no ombro não estava totalmente curado e parte de sua magia estava sendo usava para curá-lo, algo que foi desfeito, pois seu ombro começou a sangrar novamente.

Ele voltou novamente para a menina, conjurando uma nova rosa e dando para ela, que assim que a tocou ativou a chave de portal, levando-os novamente para Londres.


LONDRES

A chave os levou novamente para Hogsmeade e no meio da viagem da chave de portal ele tomou-a novamente nos braços e quando reapareceram em Hogsmeade ela estava novamente nos braços dele.

Havia aparecido na parte de trás do cemitério, um lugar sombrio e bem afastado do centro do vilarejo. Ainda com a menina nos braços, ficou tentado a dar-lhe outro beijo, dessa vez mais profundo e longo, mas o seu ombro começou a dar sinal de fraqueza, pois a feriada ainda estava aberta e sangrava, mas ele novamente a fechou magicamente, estancando o sangue e limpando a pele e a camisa.

Ele guardou a varinha no bolso de trás da calça e passou as mãos no rosto da menina, colocando o cabelo, que havia se soltado da trança, novamente para trás, deixando o seu rosto limpo novamente. Ele retirou a mascara e jogou-a no chão e quando fez isso ela dissolveu-se magicamente.


- Então gracinha, o que quer fazer daqui em diante? Ele estava de frente para ela, uma das mão segurando a dela e a outra passava suavemente pela sua face...
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Dom Maio 22, 2011 3:36 am



Depois da demonstração de magia, o quarto foi mergulhado por instantes no mais profundo silêncio, quebrado apenas pelo toque da sua varinha embatendo nos mosaicos que cobriam o chão. Num misto de choque e cansaço provocados por aquilo que acabara de fazer movida pela raiva, Colleen sentia o seu corpo fraquejar. Foi invadida por um enorme vazio ao ver a mulher que a fizera nascer caída no chão sem vida... Duas palavras e um clarão verde foram o suficiente para matar.

Mas o sentir-se envolvida num abraço apertado fê-la recordar que não se encontrava mais sozinha. - Estou orgulhoso da minha menina... – O seu estado não pareceu passar despercebido a Antonin que olhava os seus olhos de uma jeito que parecia mostrava compaixão. E no toque dele, Colleen conseguia encontrar conforto. Desviou finalmente o olhar da divisão em que se encontrava a mãe, quando Antonin começou a percorrer o caminho de volta à entrada. Já sem a adrenalina inicial, o espaço parecia-lhe diferente. Os corpos caídos amontoavam-se, mas não conseguia sentir nada. De fato, a sua mente encontrava-se quase em branco.

Do lado de fora da casa, foi colocada sobre a grama verde. Há parte de alguns candeeiros distantes, a noite era apenas iluminada pela lua. Sentiu nos braços uma ligeira brisa fresca, quando sobre os seus ombros foi assente o sobretudo escuro do rapaz com o qual se envolveu um pouco mais enquanto o via se afastar na direção do portão parando a alguns metros deste, onde começou a desenhar alguns símbolos no chão. Colleen acompanhava com o olhar cada movimento sem entender o que estaria para acontecer, supondo apenas que certamente se trataria de mais uma grande demonstração de magia.

A forma pentagonal que fora desenhada no chão foi então transferida para a mão dele, que brilhando, foi elevada no ar, provocando o aparecimento de um enorme buraco negro. Tratava-se provavelmente do maior espetáculo que alguma vez testemunhara. Por este, a casa foi envolvida, até que desapareceu, sem que para trás fossem deixados qualquer vestígios do que antes ali houvera. Era o final de tudo o todos os que ali antes viveram. Possivelmente deixariam para trás outros familiares que nunca mais saberiam o que acontecera aos seus entes queridos. Mas essa perspetiva não incomodava mais a garota. Tudo não parecia se tratar de mais que uma peça de teatro, que por acaso lhe calhara a ela encenar.

Quando ele se voltou de novo na sua direção, o viu criar de novo uma rosa. Desta vez já sabia que efeito ela teria. E assim estendeu o braço para a receber, já esperando aquele puxão desagradável que a levaria de novo à sua terra natal.


Londres


Poucos segundos durou a deslocação através da chave de portal. Quando foi tomada de novo nos seus braços, foi alívio que sentiu. Naquele momento, o jovem comensal era a única pessoa que a podia compreender. A única com quem se identificava minimamente, e em quem sentia que podia confiar, independentemente do início atribulado entre os dois. Não recordava mais as ameaças do início, o dedo que ele lhe quebrara, e o medo que transmitira, mas sim a forma como se dispusera a mostrar-lhe a verdade, como a protegera no interior daquela mansão, como fora ferido no ombro por sua causa, e acima de tudo, o gesto através de qual a encorajara a continuar:o beijo.

Colleen se conteve para não avançar quando o viu curar o seu ombro ensanguentado com recurso à magia. Queria poder tratar dele. No entanto, se o próprio feitiço lançado ainda dentro da mansão não surtira grande efeito, receava não ser capaz de a tratar sem recorrer a modos tradicionais. E para isso, não possuía à sua disposição qualquer tipo de materiais. Aquilo devia ser visto por algum especialista... só que nem isso seria grande ideia. De certeza que qualquer medibruxo insistiria em saber a origem do ferimento, e isso requereria a revelação de demasiadas informações que nenhum deles poderia dar. Por isso, ficavam simplesmente à sua própria mercê.

Tentando esquecer isso, não desprendia os olhos dele quando após guardar a varinha, o comensal passou a mão suavemente pela sua face, levando algumas madeixas de cabelo que a esta se sobrepunham para trás da sua orelha. Quando finalmente também ele retirou a sua máscara, pôde encarar de novo aquelas feições. - Então gracinha, o que quer fazer daqui em diante? – A garota sentia o seu coração bater a enorme velocidade, mas este não se devia mais a toda a situação com a mãe. Devia-se sim ao toque dele, à mão que segurava a sua, aos olhos verdes que a encaravam, e à própria pergunta em si, à qual deu uma resposta quase sem pensar – Me leve com você – Pediu, de forma talvez inesperada. Não fazia ideia do que se passava na cabeça do rapaz, mas pela forma precipitada com que fora expressa, podia cair como uma surpresa. Quase nada sabia sobre ele à parte de ser um comensal genial, de descendência igualmente nobre. Não devia ser muito mais velho que ela, mas nem de longe os poderes de Colleen se equiparavam aos dele... – Não quero voltar mais para aquele castelo. Odeio aquilo lá, e agora, depois do que aconteceu esta noite, o ambiente será ainda pior –Não era todos os dias que podia desabafar assim com alguém, sendo movida pela vontade de trazer cá para fora tudo o que pensava, e convencê-lo a tirá-la de Hogwarts, falando com um tom quase suplicante, mas decidido.

– Acho que não sou capaz de guardar tudo isto para mim, e não tenho mais ninguém que me compreenda. Ou pelo menos não tinha até agora. Até que você apareceu, Antonin, e me mostrou quem eu devo ser – Confessou, atrasando um pouco a velocidade com que falava à medida que terminava. E de seguida, num movimento que devia assentar de vez os seus argumentos, levou as mãos à cara dele a segurando, enquanto se aproximou fechando os olhos, selando um novo beijo nos lábios dele. Mais demorado e intenso que o primeiro, este demorou alguns segundos que por sua vontade, se poderiam estender ainda mais. Mas aos poucos, forçou os seus lábios a se separarem dos deles, enquanto voltou a encarar aqueles olhos verdes penetrantes – Por favor – Concluiu.


Última edição por Colleen Cavanaugh em Seg Maio 23, 2011 2:39 am, editado 1 vez(es)
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Dom Maio 22, 2011 5:05 am

O vento soprava frio aquela hora da madrugada. A noite havia sido totalmente inesperada. Havia ido a Hogsmeade para acertar as contas com um lixo e acabara conhecendo uma bruxinha maravilhosa, que apenas o fazia lembrar seus temos mais joviais. Ficou olhando para aquele rostinho lindo por algum tempo, sabia que mil e uma coisas diferentes devia está passando pela cabeça dela, mas ainda assim resolveu perguntar o que fariam dali para a diante.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Me leve com você.

Ele pensou em fazer essa mesma proposta para ela, adoraria tê-la como aluna e talvez como mulher, mesmo ela tendo idade para ser filha dele, no mundo bruxo isso não era regra, nem lei.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Não quero voltar mais para aquele castelo. Odeio aquilo lá, e agora, depois do que aconteceu esta noite, o ambiente será ainda pior.

Sim, ele concordava com ela, não queria que ele ficasse naquele antro de muggles imundos, mas por um lado, pensou melhor. Ele não iria ter tempo para cuidar da menina por algum tempo. Iria voltar a viajar e muitas das viagens seriam cansativas para ela e, com a pouca experiência dela, poderia ser perigoso demais e ela poderia até atrapalhá-lo. Iria comentar sobre esse pensamento para ela, mas ouviu novamente a voz da menina.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Acho que não sou capaz de guardar tudo isto para mim, e não tenho mais ninguém que me compreenda. Ou pelo menos não tinha até agora. Até que você apareceu, Antonin, e me mostrou quem eu devo ser.

Ele sabia que ela iria ser uma Comensal e com um bom treino isso seria até rápido, mas não teria tempo para aquilo no momento, iria dizer isso para ela, quando ela parece de falar e também seu nome verdadeiro, já gostava dela o suficiente para ser mais sincero com ela. Quando ela terminou de falar, sentiu ela segurar o seu rosto, aproximando-se mais dele e fechando os olhos.

Sim, era algo que ele queria a certo tempo. Segurou-a firme pela cintura, colando o seu corpo junto do dela. Tinha a pegada forte e firme, e sentiu o corpo dela encaixar-se totalmente no seu. Os lábios dela eram delicados, macios e quentes. Beijou-a com o mesmo vigor que ela, mas sentiu-a parar o beijo e olhá-lo nos olhos novamente.


Colleen Cavanaugh escreveu: - Por favor.

Ele continuou abraçado a ela, sentia o calor do corpo dela, era pequena, bem menor que ele até, mas era o que ele realmente gostava. Por alguns segundos quase esqueceu o que iria dizer para ela, mas lembrou-se e recobrou toda a razão.

- Sabe minha gracinha, eu adoraria levar você comigo, mas agora não tem como, pois eu não vou parar muito tempo em casa e não tenho como cuidar de ti e te da atenção necessária. Ele disse dando um leve beijo no cantinho da boca da menina. Vamos fazer assim gracinha. Você continua naquela escola idiota e até pode treinar maldições naqueles alunos idiotas e sempre que você tiver fim de semana livre, ou datas comemorativas nós passamos juntos. Combinados?

Ele não a deixou responder de primeira. Deu-lhe outro beijo, dessa vez bem, mas bem mais demorado que o primeiro. Havia provado o gosto daqueles lábios e havia gostado.

- Uma coisa que não te disse completamente, meu verdadeiro nome é Mirel Radoi, você deve ter conhecido o meu pai, tinha o mesmo nome. Antonin Dolohov era o meu avô! Ele sorriu marotamente para ela. Ainda tem horas para voltar ao castelo ou podemos ficar aqui a noite toda? Ele voltou a beijá-la, sabia que ela poderia ir bem tarde para o castelo e iria aproveitar, na melhor maneira, aquele tempinho com ela, afinal, também tinha sido aluno e sabia como as coisas funcionavam...
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Colleen Cavanaugh em Seg Maio 23, 2011 2:20 am



Finalmente, o desejo que guardava quase desde o primeiro dia em que entrara em Hogwarts fora expresso por Colleen: o querer sair de lá de vez. Com muito pouco se identificava dentro daquelas paredes. Demasiadas eram as disciplinas que a seu ver de nada a ajudariam no futuro, e apenas se relacionava com um número muito restrito de pessoas, pois já dentro da própria sonserina encontrava jovens que não mereceriam pertencer ali. E então, pouco depois do começo do seu sexto ano, quando poucas eram as esperanças de que algo acontecesse que pudesse antecipar a sua saída, aparecera Antonin. E aí, a sua vontade falou mais alto que o bom senso. Já não importava se terminava ou não a escola, e todas as oportunidades que o abandono do ensino lhe poderia custar. Apenas queria ter maior liberdade para ser quem queria, e não sujeitar-se a regras e mais regras.

Na forma como pediu ao comensal que a levasse, era mais que evidente que isso era o que mais desejava no momento. Argumentou usando as suas palavras, e terminou, com um beijo decidido. A atitude fora espontânea, e qualquer pessoa que conhecesse bem a garota saberia que tomar aquela iniciativa era totalmente inesperada da sua parte. Mas fê-lo, não só para o tentar convencer, mas porque no fundo, o queria. O corpo dele estava próximo do seu, sentindo o toque na sua cintura com que ela a mantinha junto a si. Os olhos de Colleen não se desprendiam dos dele enquanto falava, mostrando um brilho suplicante. No fundo, tinha bastantes esperanças que ele aceitasse levá-la.

Apesar de mal se conhecerem, sendo um comensal certamente desprezaria tanto Hogwarts quanto ela, e possivelmente isso desempenharia um papel fundamental na resposta que ele daria. - Sabe minha gracinha, eu adoraria levar você comigo, mas agora não tem como, pois eu não vou parar muito tempo em casa e não tenho como cuidar de ti e te dar atenção necessária. – O que foi dito não foi recebido de bom grado pela morena. Com aquela frase, mesmo que acompanhada de um leve beijo no canto dos seus lábios, começava a abalar a sua esperança de liberdade. - Vamos fazer assim gracinha. Você continua naquela escola idiota e até pode treinar maldições naqueles alunos idiotas e sempre que você tiver fim de semana livre, ou datas comemorativas nós passamos juntos. Combinados? – Enquanto o ouvia falar já pensava em tudo o mais que poderia dizer para o demover. Mas antes de ter oportunidade de o fazer, as suas palavras foram cortadas ao se sentir ser beijada de novo. Apesar de tudo o que tinha para dizer, se deixou levar, colocando as mãos no peito dele enquanto o retribuía. A sua respiração quente se misturava com a dele, num gesto de afeto demorado que quase a fazia esquecer tudo o mais.

No entanto, esse “mais” existia, e tinha de ser enfrentado... - Uma coisa que não te disse completamente, meu verdadeiro nome é Mirel Radoi, você deve ter conhecido o meu pai, tinha o mesmo nome. Antonin Dolohov era o meu avô! – Ele falou, ao que Colleen respondeu com um olhar e momentânea pausa de surpresa, quando viu um sorriso maroto surgir na face do rapaz - Ainda tem horas para voltar ao castelo ou podemos ficar aqui a noite toda? – O ouviu terminar assim de falar, voltando a beijá-la. Mas desta vez, a garota tinha demasiada coisa para dizer, pelo que acabou afastando os seus lábios cedo.

O verdadeiro nome dele de fato tinha feito luz na sua cabeça. Lembrava-se de o ouvir, e já tinha visto aquele que seria o pai do rapaz num álbum de fotografias que guardava no apartamento do irmão. Na mesma imagem em que estavam também os seus pais. Provavelmente, se a guerra não tivesse acontecido, Colleen e Mirel II teriam crescido quase juntos dada a amizade dos seus pais. – Mirel? Não me está a mentir de novo? – Apesar de tudo, o tom com que falava mostrava que não estava zangada. Percebia a atitude dele. Sendo quem era, não podia confiar na grande maioria das pessoas, pelo que se apresentar com um nome falso era facilmente percetível.

- As horas agora não me preocupam. Posso ficar o tempo que quiser – admitiu em resposta à ultima pergunta. A sonserina não tinha a certeza de que horas seriam. Mas pelo tempo que passara, a festa que inicialmente a trouxera a Hogsmead devia estar a aproximar-se do fim. Já não fazia tenção de lá voltar. Saíra do Pub mesmo sem autorização, e agora, se tivesse de ser, seguiria direta ao castelo, e não receava o risco de ser apanhada por algum professor, zelador ou monitor. O que a inquietava era a hipótese de não convencer Mirel.

A distância dos seus rostos era apenas marcada pela diferença de altura. Para o enxergar nos olhos, Colleen precisava de levantar ligeiramente o pescoço, mas sem que os seus corpos se afastassem, e deixasse de sentir o seu toque – Mirel, eu não precisaria de ser um fardo para você. Não o impediria de fazer tudo aquilo que tem de fazer. Eu consigo tomar conta de mim própria. Você viu a pouco! Consegui tomar conta daqueles muggles na mansão! – Falava de um jeito persuasivo tentando contrariar os argumentos que ele dera para não aceitar o pedido da garota – Não quero passar com você só os fins de semana livres. Sei como isso acaba. No final nunca quase nunca o veria, e sozinha, depois do que se passou esta noite, a minha vida seria um inferno – Concluiu. Não sabia mais o que dizer para o convencer, e tinha medo que isto não resultasse e assim, perder aquele rapaz, que tão especial começava a se revelar para ela...
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Re: 15 de outubro de 2010 - Proximidades do Cabeça de Javali

Mensagem por Mirel Radoi em Seg Maio 23, 2011 3:24 am

Mirel Radoi era um Comensal da Morte a muitos anos. Era um Comensal muitas vezes impiedoso, cruel, sádico e malicioso. Já havia assassinado centenas de trouxas e bruxos. Lutado em missões sangrentas e participado diretamente da Grande Guerra Bruxa, a queda do Lord Negro, Lord Voldemort, o nome mais temido no mundo bruxo até os dias atuais, o qual havia feito a marca negra pessoalmente no seu braço esquerdo.

Havia passado por inúmeras situações de morte e para ele tudo era pura diversão. A vida inconseqüente era a marca dele. Sabia usar uma biblioteca, mas só em caso de muita necessidade, fora isso era apenas diversão, duelos e mulheres... Tinha a fortuna do pai a sua disposição e muitos outros itens que havia adquirido nesses anos que lhe renderam alguns milhões.

Viajado, pelo menos já havia estado em meio mundo. Tinha seus lugares favoritos. Egito, Grécia, Japão, Brasil, Itália, e por ai vai. Havia conhecido comunidades bruxas por todas as partes que havia estado. Havia adquirido conhecimentos inimagináveis, feitiços secretos e obscuros, magias proibidas de todos os cantos do mundo, mas mantinha residência em Londres, na Antiga Mansão Dolohov, seu eterno lar...

Um bruxo que havia matado ministros, aurores e figurões muggles, agora estava de frente a uma pequena e delicada bruxinha, que havia o enfeitiçado. Haviam tendo um começo conturbado, sendo que no passado ele já havia pegado aquela menina no colo, agora estava aos beijos com ela, sim, isso era viver, isso era a vida de um Comensal inconseqüente... diversão...


Colleen Cavanaugh escreveu: - Mirel? Não me está a mentir de novo? As horas agora não me preocupam. Posso ficar o tempo que quiser.

Ele sorriu para ela, voltando a beijá-la. Havia explicado para ela o motivo por não poder levá-la junto de si nas suas aventuras no momento, mas queria demais, mas do que adiantaria levá-la e ela se ferir ou até morrer? Ela parou de beijá-lo quando este investiu outro beijo de tirar o fôlego e voltou a olhá-lo profundamente nos olhos, logo falando novamente.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Mirel, eu não precisaria de ser um fardo para você. Não o impediria de fazer tudo aquilo que tem de fazer. Eu consigo tomar conta de mim própria. Você viu há pouco! Consegui tomar conta daqueles muggles na mansão!

- Eu sei minha gracinha e também fiquei orgulhoso, mas e contra o bruxo? Será que teria dado conta dele também? Ele falou de forma meiga com ela, pois a mesma já tinha admitido para ele não ter experiência nenhuma em duelos. Se fossem dois, conseguiria duelar ao meu lado para derrotá-los? Eu posso lhe ensinar muitas coisas, mas na escola, infelizmente, você terá aulas necessárias para o futuro.

Colleen Cavanaugh escreveu: - Não quero passar com você só os fins de semana livres. Sei como isso acaba. No final nunca quase nunca o veria, e sozinha, depois do que se passou esta noite, a minha vida seria um inferno.

- Mas mesmo comigo eu viajaria por semanas e talvez também ficássemos sem nos ver. Ele falou olhando nos olhos dela, não queria magoá-la, estaria ali sempre para ela. E outra coisa, você agora é minha e eu sou muito possessivo. Mais um beijo rápido. Combinados então? Sempre que me quiser ver tem maneiras de sair do castelo e me encontrar, te ensino a me mandar mensagens magicamente, sempre poderá se comunicar comigo e me chamar para ficarmos juntos, ok? Sim, ele era possessivo e ela agora era dele. Vamos continuar aproveitando a noite? Já disse você agora é minha e não vou deixar de está sempre com você...

Ele falou esperando tranqüilizá-la e até que ela na escola não seria de todo ruim, ela poderia passar informações para ele e treinar feitiços naqueles idiotas da Grifinória e outras casas...
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